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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Homem conta como ficou tetraplégico vítima de motorista bêbado


Em evento realizado pelo Detran.SP em parceria com a Secretaria de Educação, alunos da rede estadual participaram de uma palestra que abordou álcool e direção
Balada combinada. Amigos, boa música, novas companhias. Diversão, talvez alguns drinks. Na volta pra casa, uma carona com um amigo que bebeu um pouco, mas "está bem para dirigir". O final dessa história pode acabar em tragédia. Foi o que aconteceu com João Antônio Bentim, que ficou tetraplégico por conta de um acidente de trânsito provocado por um motorista embriagado. 

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Uma parceria inédita entre o Detran.SP e a Secretaria de Educação levou João à Escola Estadual Dr. Alberto Cardoso de Mello Neto, na capital, para contar sua história a alunos do terceiro ano do ensino médio . "É muito importante passar para os jovens um pouco de vivência. Estes estudantes não dirigem, mas vão de carona. Isso é muito preocupante", alerta.

O projeto piloto chamado "Direção Segura" está sendo desenvolvido em parceria com diversas secretarias que atuam diretamente com trânsito e mobilidade. O foco principal é "a diminuição das mortes no trânsito por conta de acidentes que envolvam álcool e outras drogas", conforme explica a diretora de Educação do Trânsito do Detran.SP, Tarsila Perez Santos.

A ação na Escola Dr. Alberto Cardoso contou com a palestra do médico e diretor executivo da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Roberto Douglas Moreira, que falou de maneira descontraída sobre os malefícios de beber alcoolizado. "Hoje os estudantes foram bem participativos, me procuraram ao final da palestra. Um deles até me disse que mudou a consciência".

De acordo com a diretora da escola, Cecília Regina Bigattão, o trabalho de conscientização dos alunos é permanente. "Há muitos anos a escola promove um projeto de todo tipo de prevenção, inclusive o álcool; ano passado, no projeto ‘arte é grafite', os alunos produziram um grafite sobre a prevenção em relação ao álcool".

Os estudantes terminaram a manhã com novos e importantes conceitos. "Achei interessante. Se eu for pegar carona, vai ser com alguém que não tenha bebido", conta Vitor dos Santos, de 16 anos. "Além de assegurar sua vida, você está dando mais segurança para a vida de outras pessoas. Não é só sua família ou as pessoas que você conhece, você pode prejudicar pessoas que você nem conhece", conclui Vanessa Nogueira dos Santos Serafim, de 16 anos.

Do Portal do Governo do Estado

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

SP é condenado a pagar indenizações a autistas


Estado de São PauloSite externo. foi condenado a pagar indenizações de R$ 15 mil às famílias de dois jovensautistas. Eles permaneceram internados por dois anos em uma entidade conveniada ao Estado voltada a pessoas com deficiência intelectual e autismo. Lá, de acordo com o relato das mães, os jovens receberam um atendimento inadequado.
Laudo do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) de dezembro de 2009 aponta falta de instalações e equipamentos adequados na sala de emergência e armazenamento incorreto de medicamentos, entre outras irregularidades.
A advogada da entidade Casa de David, onde os jovens foram internados, Cleize Hernandes Bellotto, afirma que as declarações não procedem. Segundo ela, o processo aberto pelo Cremesp foi arquivado.
— Se procedessem, o processo não teria sido arquivado. Não foram constatadas as irregularidades até então alegadas.
Tratamento
A defensora pública Renata Tibyriçá, responsável pelo caso, conta que os jovens, que têm autismo grave, asseguraram o direito ao atendimento especializado em novembro de 2008 por meio de uma ação que determinou que eles fossem internados na Casa de David. Segundo Renata, as mães ficaram insatisfeitas com o tratamento oferecido aos filhos. Por isso, a defensoria solicitou uma vistoria na instituição e, diante do constatado, pediu a transferência dos pacientes.
No Hospital João Evangelista, para onde foram levados, exames apontaram desnutrição, parasitose intestinal, micose e piolhos. Um dos pacientes apresentava escoriações. "A ação é referente à indenização por maus tratos sofridos naquele período. Isso foi comprovado pelo estado em que chegaram à outra instituição", diz Renata. Para a defensora, a decisão é um precedente importante para alertar que cabe ao Estado fazer uma fiscalização mais direta das instituições conveniadas.
Segundo Cleize, a Casa de David mantém o convênio com a Secretaria Estadual da Saúde desde 1996. A entidade passou a atender autistas em 2008, quando abriu 30 vagas para esses pacientes. Outros 300, que têm outros tipos de deficiência, também ficam internados na instituição. A Procuradoria-Geral do Estado afirma que interpôs recurso de apelação a essa decisão no início do mês e aguarda nova manifestação do Poder Judiciário.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mãe de jovem com Down recorre ao MP e consegue matricular filha na BA


Daniela Ribeiro, mãe de uma adolescente de 13 anos com Síndrome de Down, conseguiu matricular a filha em uma escola particular de Salvador (BA)Site externo.. A menina começa o ano letivo de 2013 nesta segunda-feira (4/02). Segundo Daniela, antes disso, ela tentou a matrícula em sete escolas na capital baiana.
Segundo a Lei da Inclusão, os colégios sãoobrigados a acolher os alunos com deficiência, mas Daniela precisou recorrer ao Ministério Público e ao Conselho Estadual de Educação, para conseguir uma vaga.
"Desde outubro, a gente está em busca de uma escola para Giovana e pasmem: as escolas negam a matrícula só porque ela tem Síndrome de Down. Nós passamos por sete escolas, que negaram a matrícula e duas aceitaram. Escolhemos ficar em uma que também não foi muito fácil, porque a princípio a escola tinha aceitado, depois ela voltou atrás dizendo que a cota de inclusão já estava completa e aí eu não aceitei. Eu briguei, eu gritei, eu esperneei e agora ela vai começar as aulas", disse a mãe.
"Eu estou me sentido feliz porque vou conhecer colegas novos, amigos novos e professores novos", disse a jovem.
"Tivemos que denunciar no Ministério Público as escolas, no Conselho de Educação da Bahia também e estamos tentando ver na Justiça. Pode parecer uma coisa corriqueira para todos os pais, levar os filhos  para escola, mas para mim, vai ter um sabor de vitória”, explicou a mãe.
Fonte: G1Site externo.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Travessia põe pessoas com deficiência em risco em Franca (SP)


falta de um semáforo e de uma faixa especial em frente ao prédio da instituição que auxilia pessoas com deficiência visual em Franca (SP)Site externo. coloca em risco a segurança dos frequentadores do local. O estudante universitário Marcial Petroline enviou um vídeo ao VC no G1 onde registra o grande fluxo de veículos no trecho no bairro Jardim Betânia e que, segundo ele, pode provocar um grave acidente.
De acordo com Petroline, o prédio da Sociedade Franca de Instrução e Trabalho para CegosSite externo. fica no cruzamento das ruas Santa Catarina e Minas Gerais. O único dispositivo de sinalização instalado, segundo o estudante,alerta apenas os motoristas sobre a travessia de pessoas com deficiência. 
Petroline conta que a empresa onde ele trabalha fica ao lado do prédio onde funciona a instituição. “Muitas vezes eu e meus colegas paramos o trabalho para ajudar as pessoas com deficiência a atravessar a rua. Não há mecanismos que os auxilie. Toda vez que escuto uma freada brusca olho pela janela para ver se alguma pessoa com deficiência foi atropelada”, diz o rapaz, que relata a frequência de acidentes com carros no trecho.
O estudante lembra ainda que uma vez um assaltante fingiu ajudar uma pessoa com deficiência a atravessar a rua e roubou R$ 400 da vítima.
Petroline afirma que já fez denúncias à Prefeitura, mas que nenhuma providênciafoi tomada. “Tudo o que escuto é que eles irão mandar alguém para analisar o caso, mas ninguém aparece para vistoriar.”
Segundo a lei federal 10.098/00, as vias públicas, os parques e os demais espaços de uso público existentes, assim como as respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados, obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das modificações, no sentido de promover mais ampla acessibilidade às pessoas com deficiência.
O secretário de Segurança e Cidadania de Franca, Sérgio Buranelli, afirmou que não há prazo para a adequação da travessia. O secretário também disse que os própriosmotoristas deveriam respeitar a velocidade na via, já que eles sempre ultrapassam o limite.
Fonte: G1Site externo.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Acessibilidade é problema sério em Sorocaba (SP)


As normas de acessibilidade determinadas pela legislação são desenvolvidas em projetos e em obras públicas ou particulares. Porém, as falhas são visíveis a olho nu. EmSorocaba (SP)Site externo., de acordo com o Censo 2010 do IBGESite externo., existem 127 mil pessoas portadoras de algum tipo de deficiência.
O aposentado Magdo Donizete de Oliveira, 45 anos, que se locomove com uma cadeira de rodas há 12 anos, e o massoterapeuta Joaquim Gonsales Júnior, 52, deficiente visual há 32 anos, toparam o convite do BOM DIA de apresentar os problemas de acessibilidade que existem no Centro.
Magdo ficou paraplégico após sofrer acidente em um elevador. Habituado com a cadeira, ele destaca que o desnível entre a rampa e o asfalto pode causar uma grave queda. “Se é uma pessoa mais velha em uma cadeira não tem força para passar, pois as rodinhas travam em qualquer rebarba de asfalto.”
Outro ponto muito criticado é o poste de iluminação ou de sinalização no meio da rampa de acesso. Entre as ruas Sete de Setembro e Padre Luiz, o aposentado passa com dificuldades.
Magdo também perdeu o equilíbrio diversas vezes na rua Miranda Azevedo devido a calçada esburacada. “Tenho de usar de artimanha para não cair da cadeira. Se eu jogar o corpo um pouco para frente ou para trás, posso levar um tombo feio.”
A pior situação encontrada pelo aposentado é quando ele precisa entrar em alguma loja e não existe rampa. “Falta fiscalização”, adverte.

Para piorar, em algumas faixas de pedestres não há a inclinação. Um dos exemplos é a travessa entre as ruas Benedito Pires e Sete de Setembro, onde é impossível um portador de deficiência  atravessar. “É descaso conosco.”

O drama de joaquim

Joaquim utiliza a bengala roler para seguir o piso tátil instalado no Centro, mas vive esbarrando em contêineres de lixo e não chega ao seu destino.

Em qualquer ponto da cidade é possível ver as lixeiras em cima do caminho que orienta os deficientes visuais. Não existe piso tátil em torno da Praça Coronel Fernando Prestes, impossibilitando assim o passeio.
O massoterapeuta participa de ações desenvolvidas pela Asac (Associação Sorocabana de Atividades para Deficientes Visuais), localizada na rua Sete de Setembro, 344.
Para chegar ao destino, no meio do caminho existe um semáforo sonoro, o único em Sorocaba, instalado na rua Miranda Azevedo, porém o aparelho apresenta problemas. “É perigoso o semáforo apitar e estar aberto para os veículos. Isso pode causar um atropelamento.”
A deficiência de Joaquim surgiu há três décadas em um acidente de carro. “As pessoas têm de ter mais consciência. Não vejo obstáculos como galhos de árvores ou um portão aberto. Todos têm de colaborar com o próximo.”

Transporte público conta com elevadores

O sistema de transporte coletivo de Sorocaba possui 86% de sua frota com elevadores para cadeirantes e usuários com dificuldades de locomoção. Já em se tratando de acessibilidade para cadeirantes, a Urbes – Trânsito e Transportes diz que, conforme o que preza a NBR 9050 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) –  trata da acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos – adapta as rampas conforme necessidade e a disponibilidade da Secretaria de Obras, parceira no trabalho.
Para as pessoas com deficiência visual, continua a empresa pública, atualmente em Sorocaba duas botoeiras sonoras estão em período de testes.
Os aparelhos são cedidos pelo fabricante, o qual foi alertado do problema existente nas ruas Sete de Setembro e  Miranda Azevedo. Sobre as novas instalações, a Urbes alega que: “Não há previsão de curto prazo para a aquisição de botoeiras sonoras, haja vista que os materiais hoje disponíveis não têm atendido a finalidade a que se propõem”.

Fiscalização
A Secretaria de Obras e Infraestrutura Urbana, por sua vez, diz  que vem observando as normas de acessibilidade determinadas pela legislação em todos os projetos desenvolvidos e obras públicas em andamento, sejam de reurbanização e implantação de espaços públicos; reformas, ampliações ou construções de prédios públicos, como escolas, unidades de saúde, Centros de Educação Infantil, entre outros; implantação, duplicação e reurbanização de avenidas; além de construções, reparos ou manutenções de calçadas. A obra no piso do Centro, por exemplo, teve um projeto específico referente à acessibilidade.

Com relação aos conteineres, a Secretaria de Obras afirma que vai rever as posições onde eles estão sendo colocados para remanejá-los.
Fonte: http://www.redebomdia.com.brSite externo. (Tatiane Patron)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pacientes da AACD participam do desfile da Rosas de Ouro


Na noite desta sexta-feira (8), o Sambódromo de São Pauloterá um brilho diferente durante o desfile da Rosas de OuroSite externo.. A escola de samba, que terá como tema algumas festas mais comemoradas nos cincos continentes, contará com a presença de pacientes cadeirantes da AACDSite externo. na Ala Natal Luz, e mostrará as luzes de Natal de Gramado, no Rio Grande do Sul. Os participantes estarão trajados de Papai e Mamãe Noel e serão conduzidos por seus acompanhantes.

A parceria teve início há cerca de 10 anos, quando a paciente Nathalia Lopes tinha o sonho de desfilar em uma escola de samba. O sonho foi realizado após divulgar seu desejo no Teleton. Neste ano, Nathalia brilhará com outros sete pacientes da AACD, além de pessoas com deficiência de outras instituições de São Paulo.

Ônibus terão de ser acessíveis até 2014, diz secretária


Até o fim de 2014, todos os ônibus terão de ofereceracessibilidade a deficientes físicos. A obrigatoriedade, estipulada em decreto federal, será cobrada pela secretária especial da Pessoa com Deficiência, Marianne Pinotti (PMDB). Nesta segunda-feira (4), em entrevista à TV Estadão, ela disse que São Paulo está no caminho certo, mas, por enquanto, só alcançou metade do índice. Hoje, 8,9 mil veículos dos 15 mil estão adaptados.
— Há outros problemas: as pessoas precisam chegar até o ponto de ônibus e as interligações com metrô ou trem são feitas em estações não completamente acessíveis.
Para acelerar uma reforma ampla no calçamento público, a secretária defende ainda uma mudança na atual legislação que impõe multa ao contribuinte que não faz manutenção de sua calçada. Para Marianne, a autuação não deveria ser imediata, como ocorre hoje. — Dessa forma, ele poderia usar o dinheiro para arrumar a calçada.

A secretária ainda planeja espalhar pela cidade novas rotas de acessibilidade. — Elas visam a atender os centros dos bairros, onde estão comércio, sistema de saúde e de educação.

Em função da Copa de 2014, rotas sairão do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, com destino ao Vale do Anhangabaú, onde será montado um telão, e ao Itaquerão, estádio que receberá a primeira partida do Mundial.
Com R$ 12 milhões de orçamento, a pasta espera ter financiamento federal. A ideia é receber uma fatia do programa Viver sem Limite, que prevê R$ 7,6 bilhões em ações afirmativas. — Vamos elaborar os projetos e buscar os recursos.