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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Especialistas da ONU elogiam OEA por aprovação de convenções sobre racismo, discriminação e intolerância

Foto: ACNUDH

Foto: ACNUDH
Especialistas independentes em direitos humanos da ONU elogiaram nesta quarta-feira (12) os Estados-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), reunidos na Guatemala no último dia 6 de junho, pela aprovação de dois tratados-chave sobre racismo e discriminação e intolerância.
Os países aprovaram a Convenção Interamericana contra o Racismo, Discriminação Racial e Formas Relacionadas de Intolerância e a Convenção Interamericana contra Todas as Formas de Discriminação e intolerância.
De acordo com os peritos, os documentos fortalecerão o “reconhecimento, aproveitamento, exercício e proteção de todos os direitos humanos e as liberdades fundamentais dos povos indígenas, pessoas de ascendência africana”, entre outros grupos que enfrentam o racismo, a discriminação racial e a intolerância correlata.
Os especialistas ressaltaram a progressividade da Convenção, visto que ela se tornou o primeiro instrumento que vincula juridicamente a discriminação com base na “nacionalidade, idade, sexo, orientação sexual, identidade de gênero ou expressão, língua, religião, identidade cultural, política ou outra opinião, origem social, posição socioeconômica, nível de educação, status de migração, estatuto de refugiado ou repatriados, apátridas, pessoas internamente deslocadas, deficiência, característica genética, mental ou estado de saúde física, incluindo o estado de doença infecciosa ou contagiosa, ou condição psicologicamente incapacitante, ou por qualquer outra razão”.
O grupo de peritos pediu uma ratificação rápida das Convenções, que na opinião do grupo “consolidarão o Estado de Direito, da justiça, da democracia e da paz na região”.
O comunicado foi emitido pelo Grupo de Peritos sobre Pessoas de Ascendência Africana da ONU; por James Anaya, relator especial sobre os direitos dos povos indígenas; Rita Izsák, perita independente sobre as questões das minorias; e Mutuma Ruteere, relator especial sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata.

Conselho de Direitos Humanos condena discriminação contra albinos

Resolução foi aprovada em Genebra nesta quinta-feira; países pedem medidas que garanta a segurança das pessoas com a condição. 
(imagem - fotografia colorida do amplo salão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, com as mesas em formato arredondado e concêntricas, com um belo teto onde o azul é predominante)
O Conselho de Direitos Humanos adotou uma resolução que condena ataques e discriminação de pessoas albinas. O documento foi aprovado nesta quinta-feira, em Genebra.
O órgão também pede medidas para garantir a proteção de pessoas com albinismo. A resolução foi uma proposta das nações africanas.
Investigação
Na alteração genética, ocorre uma falha na produção de melanina, causando ausência parcial ou total da pigmentação da pele, olhos e cabelos.
Os países que fazem parte do Conselho de Direitos Humanos pedem garantias da prestação de contas, através de uma conduta imparcial e da investigação rápida e eficaz dos ataques contra albinos.
Objetivos
O embaixador de Angola junto às Nações Unidas em Genebra, Apolinário Jorge Correia, destacou em entrevista à Rádio ONU a promoção dos direitos dos albinos como objetivo fundamental da resolução.
"Ainda há tendências, em algumas sociedades, onde é visível a discriminação contra os albinos. Estes têm dificuldades de encontrar emprego e de se inserir na sociedade, porque ainda há preconceitos. Esta resolução visa, precisamente, acabar com esses estereótipos. É uma resolução do grupo africano que foi apoiada por outros países fora do continente e passou por consenso."
Bruxaria 
Segundo a ONU, na Tanzânia, onde os ataques contra albinos são recorrentes, houve 72 homicídios desde 2000. Os casos estão geralmente ligados à bruxaria.
A resolução prevê ainda que seja garantido o acesso das vítimas e das suas famílias a remédios apropriados e à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Resposta
O embaixador Correia falou da situação dos albinos em Angola.
"A importância é lutar para a promoção e igualdade para os direitos dos Albinos. Em Angola estamos avançados, já temos a Associação de Apoio aos Albinos de Angola, para combater este tipo de discriminação e marginalização que ainda existia."
O Conselho pediu ao Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos que apresente um relatório preliminar sobre os ataques e a discriminação contra as pessoas com albinismo na próxima sessão.

Ciclista implanta braço biônico em Sorocaba (SP)

David Santos Sousa
O ciclista David Santos Sousa, 21, que perdeu o braço ao ser atropelado na Avenida Paulista, na capital, no dia 10 de março, iniciou nesta sexta-feira (24) o processo deimplante de braço e mão biônicos, em SorocabaSite externo.(92 km de São Paulo).
O equipamento, com tecnologia avançada, vai permitir que Sousa volte a desenhar e andar de bicicleta. De acordo com o empresário Nelson Nolé, dono da clínica que doou a prótese, a mão biônica é dotada de 14 movimentos comandados por impulsos cerebrais. "Ele poderá segurar uma taça de cristal ou apanhar uma moeda sobre a mesa", descreveu.



O ciclista esteve na clínica de Sorocaba na companhia da mãe, Antônia Ferreira dos Santos, de 51 anos. O processo de adaptação à prótese deve levar de 15 a 20 dias. Otimista, disse que espera voltar a pedalar e pintar um quadro.

Os sensores serão instalados na parte que sobrou do braço direito, quase na altura do ombro. Os comandos cerebrais são enviados para pequenos motores que movimentam os dedos.

A prótese funciona com uma bateria recarregável, com autonomia para 18 horas. Sousa passou por tratamento preliminar na Universidade de São Paulo (USP) para areabilitação.

A prótese foi prometida por Nolé logo após o acidente em que Souza teve o braço arrancado. O equipamento é o de maior tecnologia disponível. Se a prótese e o tratamento tivessem de ser pagos, o valor passaria de R$ 200 mil, segundo o empresário.


O acidente aconteceu na madrugada de um domingo. Souza seguia de bicicleta para o trabalho quando foi atingido por um carro dirigido pelo estudante de psicologia Alex Siwek, de 21 anos. O atropelador fugiu do local do acidente, mas o braço do ciclista ficou preso no carro. Ele o atirou em um córrego, o que impossibilitou o reimplante.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

SP: programa do governo oferece 1.540 vagas para pessoas com deficiência

O programa Via Rápida EmpregoSite externo. oferece 1.540 vagas em cursos de capacitação profissional, específicos para pessoas com deficiência. As oportunidades estão disponíveis para moradores de 43 municípios paulistas.
Os postos foram definidos em conjunto com aAssociação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape)Site externo. e a Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva)Site externo.. Nível mínimo de escolaridade e de idade variam de curso para curso.
Os interessados devem ter idade mínima de 16 anos, ser alfabetizados e residir no Estado de São Paulo. As inscrições são realizadas somente pelo site do Via Rápida. Para conhecer os cursos oferecidos para pessoas com deficiência, acesse a lista no site do Via Rápida EmpregoSite externo..

terça-feira, 11 de junho de 2013

Hortolândia (SP) inaugura novas instalações das oficinas terapêuticas do Cier

O prefeito Antonio Meira, de Hortolândia (SP)Site externo., inaugurou, nesta quarta-feira (22/05), às 8h, o complexo que abriga asOficinas Terapêuticas de Capacitação e Adaptação do Cier (Centro Integrado de Educação e Reabilitação) Romildo Pardini, órgão da Secretaria de Educação da Prefeitura de Hortolândia. A instituição atende aproximadamente 110 pessoas de 7 a 45 anos de idade, com algum tipo de deficiência.
Com a obra de ampliação, o espaço passa a ter cerca de 500 m², onde vão funcionar seis novas salas: duas para marcenaria, uma de produção de mosaico, uma de costura, uma sala de encadernação e uma para padaria. Além disso, o complexo ganha sala para exposição de trabalhos, vestiários feminino e masculino, despensa, lavanderia, banheiro adaptado e anfiteatro com capacidade para aproximadamente 50 pessoas, que atenderá às necessidades da escola como um todo, incluindo reuniões e cursos oferecidos aos profissionais da rede municipal de ensino. O investimento da Administração é da ordem de R$ 542.231,51.
A Ampliação proporcionará o atendimento de até 100 jovens com idade acima de 16 anos com deficiência intelectual e auditiva. Antes, havia apenas duas salas compartilhadas pelos matriculados nas oficinas. Com isso, a Administração garante mais oportunidade e qualidade de vida aos alunos com deficiência intelectual, auditiva ou visual atendidos pelo CIER.
Mini padaria e sala de exposições são novidades
Uma das novidades do novo espaço é a mini padaria, que dará a 20 jovens – dez no período da manhã e dez no da tarde --, a oportunidade de qualificação profissional para inserção no mercado de trabalho. Além da reativação da cozinha experimental, a sala de exposições é outro destaque. Ela será usada tanto para a exibição dos trabalhos dos alunos quanto para comercialização dos artigos. Tudo o que for arrecadado será revertido para compra de material ou como bolsa-auxílio para os alunos.
“Isto representa um melhor atendimento para os nossos aprendizes e um maior número de jovens atendidos neste espaço”, afirma a diretora do CIER Educação, Zilda Rodrigues Rossi. “É um ganho em qualidade e atende a uma demanda dos profissionais da escola e também da comunidade. Com as salas mais amplas e um espaço maior dá para fazer trabalhos mais diferenciados do que fazíamos anteriormente”, explica.
“Com a ampliação, haverá espaços individualizados para os que estão sendo atendidos, o que permite aumento no número de vagas e um melhor atendimento”, explica Kelly Harumi Lírio Tamashiro, diretora do Ensino Fundamental. “Oferecemos a eles espaço educativo e oportunidade de vivência social, para além do espaço familiar. Nosso objetivo é fazer parceria com as empresas para que haja também possibilidade de inserção no mercado de trabalho”, acrescenta.
“A ampliação representa melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam no CIER, bem como melhores condições pedagógicas para nossos alunos, que merecem todo nosso carinho e atenção. É a oportunidade de fazer um trabalho diferenciado por meio de novas oficinas”, avalia a secretária de Educação Cleudice Baldo Meira. “Além desta nova padaria, que era uma demanda antiga, estamos estudando a possibilidade de implantar outras”, adianta a secretária.

Entenda a diferença entre deficiência intelectual e doença mental

Luana Marinho e Renato Oselame

redacao@correio24horas.com.br

Muitos sentem dificuldade para se relacionar com pessoas com deficiência intelectual por não saber como se referir a elas ou mesmo compreender quais são as condições que afetam o seu desenvolvimento. Uma das confusões mais comuns é chamar os indivíduos com necessidades especiais de "doentes mentais". Esta noção está arraigada no imaginário popular, mas tem sua base na discriminação que estes sofriam no passado. Os dois problemas, contudo, são completamente diferentes.

A doença mental é, na verdade, um transtorno psiquiátrico que engloba uma série de alterações que modificam o humor e o comportamento da pessoa, podendo afetar seu desempenho. Tal distúrbio deve ser tratado com psiquiatras e o uso controlado de medicamentos.

Já a deficiência intelectual representa um atraso no desenvolvimento, o que gera dificuldades de aprendizado e na realização de coisas simples do cotidiano. Neste caso, há um comprometimento cognitivo, que ocorre antes dos 18 anos de idade.

"Deficiência mental"
Segundo a educadora Ana Beatriz Araújo, da Apae Salvador, as deficiências intelectual e mental são sinônimas. O último termo, porém, foi banido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2004. “São dois termos que querem dizer a mesma coisa. Houve uma mudança de nomenclatura em relação à deficiência intelectual para não confundir com o transtorno mental”, afirma. 

A ONU optou por excluir a expressão "deficiência mental" para evitar a confusão e a discriminação destas pessoas, que representam 5% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Características
Segundo descrição da Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do Desenvolvimento (AIDD), pessoas com déficit intelectual possuem o Quociente de Inteligência (QI) inferior à média. Elas possuem limitações em ao menos dois tipos de habilidades: comunicação, autocuidado, funções acadêmicas, adaptação social, vida no lar, segurança e saúde, dentre outras.

De acordo com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), quase sempre a deficiência intelectual costuma ser resultado de uma alteração no cérebro causada por condições genéticas. Mas uma pessoa com necessidades especiais também pode ter sofrido com distúrbios na gestação, problemas no parto e até mesmo após o nascimento. Dentre os principais tipos de deficiência intelectual estão as síndromes de Down, X-Frágil, Prader-Willi, Angelman e Williams.

Deficientes intelectuais são invisíveis em suas próprias universidades

Luana Marinho e Renato Oselame

Invisíveis. Assim são pessoas com deficiência intelectual no ensino superior na Bahia. Em busca de um panorama da inclusão de pessoas com necessidades especiais no estado, nossa reportagem apurou que a maioria das principais universidades sequer reconhece a presença destes estudantes em seus corpos discentes. Algumas ainda nem possuem uma mecanismo oficial no ato de matrícula para que os alunos se identifiquem enquanto pessoas com deficiência intelectual.
Em âmbito federal, o principal estudo que relaciona alunos a partir de suas deficiências e instituições de ensino é o Censo da Educação Superior, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC). A pesquisa é realizada anualmente com o apoio das faculdades e universidades, que informam ao MEC dados relativos aos seus cursos de graduação, professores e alunato. 
A edição mais recente do estudo promove um raio-x nos dados referentes ao ano de 2011 e indica a existência de 435 pessoas nestas condições matriculadas em cursos de graduação no país. A Bahia, que é o terceiro estado em números absolutos de pessoas com deficiência mental (211.402, segundo o IBGE), tem apenas 19 desses estudantes. Destes, somente cinco conseguiram aprovação em uma universidade pública - nenhum deles em uma instituição federal.
Apesar dos números ainda serem irrisórios, eles já representam uma mudança importante no quadro do ensino superior baiano. No estudo de 2009, o estado contava com apenas cinco pessoas com necessidades especiais intelectuais matriculadas em cursos de graduação.
Os Censos do Ensino Superior também revelam um dado inédito: entre 2009 e 2011, três pessoas com deficiência intelectual se formaram no Brasil: todas em faculdades privadas.
Apesar da riqueza de detalhes do Censo federal, a realidade por aqui é bastante diversa. É praticamente impossível levantar os mesmos dados junto às pró-reitorias responsáveis por prestar atendimento aos estudantes e garantir a permanência dos mesmos nos cursos de graduação. Como resultado disso, os alunos em questão correm o risco de serem desconsiderados em ações afirmativas em suas instituições de ensino.


Bahia é o terceiro estado em número de pessoas com deficiência intelectual
Cenário estadual
Na Bahia, onde cerca de 1,5% da população possui algum tipo de deficiência intelectual, é impossível precisar o número absoluto de estudantes do tipo. Numa tentativa de mapear parte deste panorama, nossa reportagem procurou as principais universidades públicas da Bahia e se deparou com uma realidade pouco animadora. 
Das sete maiores instituições de ensino superior da Bahia, apenas uma conseguiu confirmar a existência de pelo menos um estudante portador deste tipo de necessidade especial - e a descoberta só foi feita a partir de uma estimativa não-oficial. Isso porque a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Praes) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) realizou inscrições para o seu programa de bolsas-auxílio e, durante o processo, um aluno se qualificou como deficiente intelectual. 
Apesar disso, nem a Uneb e nem a Universidade Federal da Bahia (Ufba) possuem mecanismos oficiais que contribuam para o registro e o reconhecimento destas pessoas. É o que denuncia a pesquisadora Jaciete Barbosa dos Santos. "Na Ufba e na Uneb, você tem a identificação de estudantes com deficiências física, auditiva e visual. Mas a intelectual, os transtornos das áreas de desenvolvimento e as necessidades educacionais especiais não são identificadas institucionalmente", afirma ela, que é doutora em Educação pela Uneb e hoje trabalha como professora na mesma instituição, coordenando o grupo de pesquisa em Inclusão e Sociedade. 
Questionada pela reportagem sobre a existência de alunos especiais no seu corpo discente, a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (Proae) da Ufba afirmou que desconhece estudantes que se enquadrem nesta classificação, mas que oferece suporte a alunos com sofrimento mental. Isto é, com condições específicas que são adquiridas no decorrer da vida, como esquizofrenia e a paranóia. 
Já a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que foi criada em 2006 a partir da Escola de Agronomia da Ufba, parece ter herdado e crescido com os mesmos vícios. Informações do Núcleo de Políticas de Inclusão da Pró-Reitoria de Graduação não dão conta de nenhum estudante com deficiência intelecual. São apenas atendidos dez alunos, com as seguintes necessidades especiais: cegueira, surdez, baixa visão, deficiência física e auditiva. 
A situação é similar na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), onde o Setor de Atendimento Educacional Especializado presta serviços a cinco pessoas com diferentes tipos de deficiência: cegueira, baixa visão, paralisia cerebral, dislexia e surdez. Responsável pela área, em que trabalha desde 2008, a ledora e transcritora Meire Lúcia até hoje não conheceu nenhum aluno com este tipo de necessidade e acredita que a educação básica é o entrave para o ingresso deles na universidade: "Falta ao estudante de déficit intelectual um trabalho nos ensinos fundamental e médio que, de certa forma, 'segura' o aluno", afirma. 
Na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), o Serviço de Atendimento Psicopedagógico da Unidade de Organização e Desenvolvimento Comunitário (Undec) afirma só ser procurado por alunos com "dificuldades leves de aprendizagem" e com problemas em disciplinas específicas. Já na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) é ainda mais complicado obter esse tipo de informação. Isso porque o Núcleo de Ações Inclusivas para Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais atende apenas aos campi de Vitória da Conquista e Jequié e só repassou a informação referente ao primeiro campus: são 60 deficientes, nenhum deles com déficit intelectual. Já em Itapetinga, o apoio aos estudantes se dá através da Assessoria Acadêmica, que não foi encontrada para fornecer os dados. 
A pesquisadora acredita que essa falta de esmero na coleta de dados tem relação direta com o preconceito que estes indivíduos sofrem na sociedade: "A deficiência intelectual inicialmente era chamada de deficiência mental e havia uma relação muito tênue entre ela e a loucura. Por conta disso, há uma resistência muito grande", explica. "Por outro lado, tem também a questão do desenvolvimento cognitivo. Há um preconceito muito grande em considerar essa pessoa, porque ela tem dificuldade de aprender", complementa, afirmando que acredita que estes universitários existem, mas que não são identificados pelas instituições. 
Apesar das dificuldades encontradas para mapear os alunos, Barbosa afirma que não irá desistir. "Meu projeto agora é exatamente identificar estes estudantes", pontua, informando que já preparou um questionário e agora busca apoio da reitoria da Uneb para aplicá-lo em todos os departamentos. "Uma outra iniciativa que estamos tentando é fazer com que conste na própria ficha de matrícula esta informação, para o aluno se identificar, como no Enem".

Confira infográfico com resumo dos resultados obtidos: