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domingo, 16 de junho de 2013

'Tive dificuldades, mas superei ', diz down formada em Biologia na Bahia

Amanda faz pose para foto
Amanda Amaral Lopes, 24 anos, vai se formar em licenciatura emBiologia, nesta quinta-feira (23). Ela mora em Vitória da ConquistaSite externo., cidade no sudoeste da Bahia, e é a primeira pessoa com síndrome de down, no estado, a concluir um curso superior. AAssociação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em SalvadorSite externo., e aAssociação Baiana de Síndrome de Dow (Ser Down)Site externo. afirmam que esse é o pirmeiro registro que as duas instituições tomaram conhecimento no estado. No Brasil já houve outros casos, afirmam as duas associações.


Para a mãe da jovem, Alba Regina Amaral, a formatura de Amanda é uma conquista de toda a família. O apoio dos familiares foi fundamental para que ela seguisse com os objetivos planejados. "É muito importante, foi uma conquista de todos. Todo mundo sempre participou, incentivou tudo. Sempre foi iniciativa dela, a gente sempre apoiou, mas ela fez as escolhas por ela. A dificuldade sempre existe, mas, na medida do possível, a gente precisa superar", disse Alba.

A mãe de Amanda destacou que o momento também é triste porque o pai da jovem morreu há pouco tempo, e não pôde compartilhar do momento de alegria da filha ao lado da família.
A colação de grau de Amanda é na noite desta quinta-feira (23). Ela cursou Biologia pela metodologia de ensino à distância (Ead), em uma faculdade privada. Pelo menos uma vez na semana, a jovem tinha aulas presenciais e diz que contou muito com o apoio de colegas e professores para superar dificuldades.

Antes de fazer Biologia, Amanda queria ser jornalista, mas como o curso não formou turma na faculdade escolhida, ela optou pela área de Ciências da Natureza. "A sensação [de se formar] é ótima, é a melhor possível, estou muito feliz. Na verdade, quando eu era criança eu lia muita poesia e pensei em ser jornalista, mas foi a força do destino me colocou na área de biologia. A professora [de biologia no Ensino Médio] me incentivou muito", revela.


Amanda nasceu na Bahia, mas morou durante boa parte da vida escolar em Divinópolis, em Minas Gerais. Lá ela foi alfabetizada em escolas convencionais da rede particular e cursou o Ensino Fundamental todo em uma escola municipal, também convencional. A jovem também sempre fez acompanhamento com fisioterapeuta e fonoaudiólogo. A mãe da jovem ressaltou toda a atenção que a agora licenciada em Biologia teve durante a vida escolar. "Ela sempre foi muito estimulada, desde pequena. Amanda foi alfabetizada por bons professores, teve bons profissionais acompanhando ela", disse Alba Regina Amaral.

Amanda diz que sempre que tinha dificuldades, mesmo na escola, contava com o apoio dos colegas e professores, o que a ajudou a superar qualquer tipo de obstáculo. Ela define a relação com os colegas e educadores como "ótima e legal". Sobre os preconceitos sofridos, ela afirma que preferiu relevar e não destaca nenhum. "Tive dificuldades, mas superei com meus colegas de de sala e professores, tanto na escola quanto na universidade. Tinha dificuldade em matemática", afirma.

No convite de formatura, Amanda conclui sua mensagem agradecendo a familiares, amigos, colegas e professores pela ajuda em realizar o seu grande sonho: "aprender e ensinar".
Amanda ainda não teve contato com a profissão fora da sala de aula. Antes de procurar um trabalho na área, ela quer alcançar outro objetivo, o de fazer uma pós-graduação na área de Libras (Língua Brasileira de Sinais). "Quero ajudar os outros que têm dificuldade", diz.

sábado, 15 de junho de 2013

Ceir Móvel entrega quase 500 meios auxiliares de locomoção

Quase 500 meios auxiliares de locomoção foram entregues, no último sábado (25/05), à população das cidades de Pedro II, Milton Brandão e Lagoa de São Francisco, localizadas na região Norte do PiauíSite externo.. A ação aconteceu através do Projeto Ceir MóvelSite externo., que descentraliza parte dos atendimentos do Centro Integrado de Reabilitação da capital para o interior do Estado. A solenidade de entrega, que aconteceu em Pedro II, contou com a presença de várias autoridades.
Uma das beneficiadas nesta etapa do Ceir Móvel foi a jovem Maria Alves Gomes, que mora na zona Rural de Pedro II. Aos 25 anos, Maria não anda e nem fala por conta de problemas de saúde apresentados desde o nascimento, que aconteceu prematuramente. Segundo sua mãe, a dona de casa Conceição Oliveira, a jovem teve apenas uma cadeira de rodas ao longo da vida, que foi doada quando ela tinha 7 anos de idade. Com o passar do tempo, o equipamento ficou pequeno para a estatura da jovem e esta só se locomovia arrastando-se pelo chão.
“Enquanto ela era menor, eu a carregava nos braços para irmos ao médico ou resolvermos alguma coisa aqui na cidade. Como ela está quase do meu tamanho e eu não tenho mais forças, passei a sair de casa somente quando conseguia a cadeira de rodas emprestada com alguém do povoado”, relata Conceição Soares. Maria foi uma das beneficiadas desta etapa do Ceir Móvel e recebeu, além da cadeira de rodas, outra cadeira para ajudar nas atividades higiênicas. “Agora, o que a gente espera é que a vida seja um pouco mais fácil. É muito ruim ficar sem ter como sair de casa”, diz Conceição.
Entre os 490 meios auxiliares de locomoção entregues pelo Ceir Móvel nesse sábado, estão as cadeiras de roda e higiênicas, além de calçados para o pé diabético,muletas e andadores. Praticamente todos os equipamentos são fabricados na Oficina Ortopédica do Ceir, em Teresina. No trabalho itinerante, os profissionais do Centro vão até as cidades e tiram as medidas da população para, posteriormente, fazerem a entrega das solicitações. Todo o atendimento é gratuito.
Entretanto, o superintendente multiprofissional do Ceir, Aderson Luz, lembrou, durante o evento, que a população não precisa esperar a equipe do Ceir Móvel chegar à sua cidade para fazer a solicitação e receber, gratuitamente, o equipamento auxiliar de locomoção. “Quem precisar do produto deve procurar a secretária de saúde do município para iniciar o processo. A diferença é que o órgão municipal é que fica responsável por enviar as informações do paciente e transportar a peça solicitada”, reforçou Aderson. O superintendente administrativo e financeiro do Ceir, Walter Oliveira, também acompanhou a solenidade.
A prefeita de Pedro II, Neuma Café, destacou a importância dos atendimentos do Ceir Móvel na região. “Como ouvimos aqui, boa parte destas pessoas nunca tiveram equipamentos parecidos antes. Ações como esta dão a elas a oportunidade de não viver prostradas dentro de casa e exercer com dignidade seu direito de ir e vir”, afirmou.
A solenidade de entrega dos meios auxiliares de locomoção solicitados pelo Ceir Móvel em Pedro II contou, ainda, com a presença de várias autoridades estaduais e municipais da região. O secretário estadual para a Inclusão da Pessoa com Deficiência, Hélder Jacobina representou o governador Wilson Martins no evento.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Educação inclusiva beneficia mais de 300 crianças da rede municipal

Há pouco mais de um ano o pequeno Felipe chegou à EM "Hélio Rosa Baldy", do Jardim São Guilherme 3, em Sorocaba (SP)Site externo.. Junto com as dificuldades e limitações impostas pelamielomeningocele (deficiências múltiplas), o garoto de 7 anos carregava o grande desejo de estudar, de aprender e conviver com outros garotos. Foi recebido pela professora Débora Cardoso Rodrigues, uma das especialistas em educação inclusiva da rede municipal, e sua vida começou a mudar.
Hoje, ele escreve e lê normalmente, não perde um só dia de aula e com ajuda da Sala de Recursos Multifuncionais consegue acompanhar os demais coleguinhas. A dedicação e força de vontade do menino para aprender deixam orgulhosa também a professora Adriana Gomes Traghetta Guidone, que trabalha com ele em classe. "Ele tem suas limitações e as vezes temos de adaptar tarefas para que consiga fazê-las, mas surpreende no desempenho", conta Adriana.
Aos 13 anos, Pedro conquistou o respeito e a admiração da equipe escolar e dos colegas da 8ª série da EM "Matheus Maylasky". A paralisia cerebral comprometeu por completo o movimento de seus membros inferiores e superiores, impedindo que possa se locomover ou escrever com as mãos. Com isso, para poder frequentar a escola, Pedro necessitava da ajuda permanente de uma auxiliar de educação que escrevia as lições passadas pela professora.
Sua vida começou a mudar no início do ano passado, quando recebeu um notebook e com esse equipamento ganhou a autonomia de poder estudar sozinho, fazer as lições. O nariz substitui os dedos para a digitação, enquanto o queixo controla o mouse. Seu desempenho nos estudos enche de orgulho não só a professora, Rosi Cruz Alexandre, a auxiliar Vilma Bombardelli, que o acompanha em classe, como também os demais educadores.
Inclusão é realidade
Pedro e Felipe estão entre as 328 crianças com deficiências, que frequentam a escola e estudam normalmente, graças ao trabalho desenvolvido em parceria pela equipe multidisciplinar do Centro de Referência em Educação (CRE), com gestores das unidades escolares e os professores que atuam no ensino regular nas escolas municipais. A secretária municipal da Educação, Dulcina Guimarães Rolim, ressalta o trabalho dos profissionais do CRE, que garante a essas crianças e adolescentes não só frequentar a mesma classe, mas acompanhar o mesmo nível de desenvolvimento dos demais alunos.
Moradora no Jardim Santa Cecilia, Zona Norte de Sorocaba, Cristiane Queiroz de Jesus, vibra a cada avanço, a cada conquista do filho Felipe. "Antes era difícil, ele queria ir à escola, mas não podia, porque não desenvolvia, não conseguia acompanhar, ficava triste. Hoje ele é alfabetizado, é outra criança. Tem até facebook para conversar com os amiguinhos", revela feliz.
Já Ezoil Benitez conta que o computador portátil se tornou as mãos e o caderno, um instrumento essecial na vida do filho Pedro. Graças ao equipamento cedido pelo Centro de Referência em Educação, pode fazer as lições e tirar boas notas, às vezes, superior aos demais alunos da classe. "Tratamos normalmente e exijo sempre boas notas dele na escola", afirma Benitez.
Escolas preparadas


Atualmente, são 29 escolas municipais equipadas e preparadas, que contam com o suporte da Sala de Recursos, criadas pelo Centro de Referência em Educação. Consiste na realidade em um espaço dotado de equipamentos voltados à acessibilidade, onde crianças que apresentam alguma deficiência podem estudar normalmente e o que é melhor, aprender ao lado das outras. Assim como Débora, outras 9 professoras do município fizeram o curso Atendimento Educacional Especializado (AEE), desenvolvido pelo Ministério da EducaçãoSite externo..

Além dos alunos da EM "Hélio Rosa Baldy", Débora atende também 14 crianças de unidades de bairros vizinhos. Juntamente com os profissionais do Centro de Referência (fisioterapeutas, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais e professores), entre outros, é estabelecido um plano de atendimento para cada aluno, respeitando suas dificuldades e habilidades.
As vezes demanda a aquisição de equipamentos diferenciados para que a criança tenha condições de estudar, como é o caso de Pedro. Pode ser uma cadeira especial, uma cadeira de rodas, uma mesa, um computador com configuração diferente ou utensílios. Toda essa preocupação é para que o mesmo trabalho aplicado aos demais alunos, possa ser acompanhado por aquele que tem alguma deficiência. "Essa é uma das ações do Centro de Referência que busca uma educação de qualidade na perspectiva inclusiva", afirma Miriam Rosa Torres de Camargo, responsável pelas Salas de Recurso Multifuncional.


Trabalho diferenciado atende 328

Funcionando na rede municipal desde 2010, as Salas de Recursos foram responsáveis por mais de 10 mil atendimentos só em 2012. Atualmente, são 328 crianças e jovens do ensino infantil, fundamental I e II, ensino médio e EJA, beneficiadas com esse trabalho diferenciado, realizado por profissionais especializados. "A inclusão é o melhor caminho. Aprender com as outras crianças, observar os demais alunos pode mudar a vida dessa criança e da escola toda", afirma a professora Débora.

Na rede municipal de ensino, a inclusão esteve sempre presente, porém a partir de 2009 por meio das ações da equipe multidisciplinar e dos programas desenvolvidos pela Secretaria da Educação, os alunos com necessidade educacional passaram a receber, por meio das salas de recursos multifuncionais, o apoio que é essencial para o seu desenvolvimento escolar no ensino regular. A rede foi dividida em setores, visitados regularmente pelas equipes, que trabalham individualmente cada aluno e com isso garantindo não só a frequência a sala de aula, mas também o aprendizado.
Além da capacitação contínua, professores que trabalham com esses alunos, recebem apoio integral dos profissionais do CRE, especialistas como: pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeuta, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, que atuam em sintonia com os educadores (professores, diretores, coordenadores e supervisores).

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ciclista implanta braço biônico em Sorocaba (SP)

David Santos Sousa
O ciclista David Santos Sousa, 21, que perdeu o braço ao ser atropelado na Avenida Paulista, na capital, no dia 10 de março, iniciou nesta sexta-feira (24) o processo deimplante de braço e mão biônicos, em SorocabaSite externo.(92 km de São Paulo).
O equipamento, com tecnologia avançada, vai permitir que Sousa volte a desenhar e andar de bicicleta. De acordo com o empresário Nelson Nolé, dono da clínica que doou a prótese, a mão biônica é dotada de 14 movimentos comandados por impulsos cerebrais. "Ele poderá segurar uma taça de cristal ou apanhar uma moeda sobre a mesa", descreveu.



O ciclista esteve na clínica de Sorocaba na companhia da mãe, Antônia Ferreira dos Santos, de 51 anos. O processo de adaptação à prótese deve levar de 15 a 20 dias. Otimista, disse que espera voltar a pedalar e pintar um quadro.

Os sensores serão instalados na parte que sobrou do braço direito, quase na altura do ombro. Os comandos cerebrais são enviados para pequenos motores que movimentam os dedos.

A prótese funciona com uma bateria recarregável, com autonomia para 18 horas. Sousa passou por tratamento preliminar na Universidade de São Paulo (USP) para areabilitação.

A prótese foi prometida por Nolé logo após o acidente em que Souza teve o braço arrancado. O equipamento é o de maior tecnologia disponível. Se a prótese e o tratamento tivessem de ser pagos, o valor passaria de R$ 200 mil, segundo o empresário.


O acidente aconteceu na madrugada de um domingo. Souza seguia de bicicleta para o trabalho quando foi atingido por um carro dirigido pelo estudante de psicologia Alex Siwek, de 21 anos. O atropelador fugiu do local do acidente, mas o braço do ciclista ficou preso no carro. Ele o atirou em um córrego, o que impossibilitou o reimplante.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

SP: programa do governo oferece 1.540 vagas para pessoas com deficiência

O programa Via Rápida EmpregoSite externo. oferece 1.540 vagas em cursos de capacitação profissional, específicos para pessoas com deficiência. As oportunidades estão disponíveis para moradores de 43 municípios paulistas.
Os postos foram definidos em conjunto com aAssociação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape)Site externo. e a Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva)Site externo.. Nível mínimo de escolaridade e de idade variam de curso para curso.
Os interessados devem ter idade mínima de 16 anos, ser alfabetizados e residir no Estado de São Paulo. As inscrições são realizadas somente pelo site do Via Rápida. Para conhecer os cursos oferecidos para pessoas com deficiência, acesse a lista no site do Via Rápida EmpregoSite externo..

terça-feira, 11 de junho de 2013

Hortolândia (SP) inaugura novas instalações das oficinas terapêuticas do Cier

O prefeito Antonio Meira, de Hortolândia (SP)Site externo., inaugurou, nesta quarta-feira (22/05), às 8h, o complexo que abriga asOficinas Terapêuticas de Capacitação e Adaptação do Cier (Centro Integrado de Educação e Reabilitação) Romildo Pardini, órgão da Secretaria de Educação da Prefeitura de Hortolândia. A instituição atende aproximadamente 110 pessoas de 7 a 45 anos de idade, com algum tipo de deficiência.
Com a obra de ampliação, o espaço passa a ter cerca de 500 m², onde vão funcionar seis novas salas: duas para marcenaria, uma de produção de mosaico, uma de costura, uma sala de encadernação e uma para padaria. Além disso, o complexo ganha sala para exposição de trabalhos, vestiários feminino e masculino, despensa, lavanderia, banheiro adaptado e anfiteatro com capacidade para aproximadamente 50 pessoas, que atenderá às necessidades da escola como um todo, incluindo reuniões e cursos oferecidos aos profissionais da rede municipal de ensino. O investimento da Administração é da ordem de R$ 542.231,51.
A Ampliação proporcionará o atendimento de até 100 jovens com idade acima de 16 anos com deficiência intelectual e auditiva. Antes, havia apenas duas salas compartilhadas pelos matriculados nas oficinas. Com isso, a Administração garante mais oportunidade e qualidade de vida aos alunos com deficiência intelectual, auditiva ou visual atendidos pelo CIER.
Mini padaria e sala de exposições são novidades
Uma das novidades do novo espaço é a mini padaria, que dará a 20 jovens – dez no período da manhã e dez no da tarde --, a oportunidade de qualificação profissional para inserção no mercado de trabalho. Além da reativação da cozinha experimental, a sala de exposições é outro destaque. Ela será usada tanto para a exibição dos trabalhos dos alunos quanto para comercialização dos artigos. Tudo o que for arrecadado será revertido para compra de material ou como bolsa-auxílio para os alunos.
“Isto representa um melhor atendimento para os nossos aprendizes e um maior número de jovens atendidos neste espaço”, afirma a diretora do CIER Educação, Zilda Rodrigues Rossi. “É um ganho em qualidade e atende a uma demanda dos profissionais da escola e também da comunidade. Com as salas mais amplas e um espaço maior dá para fazer trabalhos mais diferenciados do que fazíamos anteriormente”, explica.
“Com a ampliação, haverá espaços individualizados para os que estão sendo atendidos, o que permite aumento no número de vagas e um melhor atendimento”, explica Kelly Harumi Lírio Tamashiro, diretora do Ensino Fundamental. “Oferecemos a eles espaço educativo e oportunidade de vivência social, para além do espaço familiar. Nosso objetivo é fazer parceria com as empresas para que haja também possibilidade de inserção no mercado de trabalho”, acrescenta.
“A ampliação representa melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam no CIER, bem como melhores condições pedagógicas para nossos alunos, que merecem todo nosso carinho e atenção. É a oportunidade de fazer um trabalho diferenciado por meio de novas oficinas”, avalia a secretária de Educação Cleudice Baldo Meira. “Além desta nova padaria, que era uma demanda antiga, estamos estudando a possibilidade de implantar outras”, adianta a secretária.

domingo, 9 de junho de 2013

Aprovado projeto que regulamenta revisor de textos em braile e transcritores

SenadoSite externo.deu um passo em 22/05 para regulamentar as profissões detranscritores erevisores de textos em braile – sistema de escrita em relevo que permite o acesso de deficientes visuais e auditivo à leitura e à comunicação.
O projeto de lei que prevê a medida foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais e agora será remetido à apreciação da Câmara dos DeputadosSite externo..
“Os livros sonoros e a informática são importantes, mas não substituem o sistema braile tradicional, que é um modelo lógico, simples e polivalente, adaptável a todas as línguas e a todas as espécies de grafia”, destacou a relatora Angela Portela (PT-RR).
O Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Site externo. constatou que havia 45,6 milhões de pessoas com deficiências visual, auditiva, motora e mental – o que representa 23,9% da população.
Para ela, a regulamentação dos revisores e transcritores desse tido de leitura vai estimular a profissionalização.
“Em última instância, o conhecimento e a cidadania das pessoas com deficiência visual estão diretamente vinculados aos produtos culturais colocados à disposição com o uso da técnica.”

sábado, 8 de junho de 2013

Recurso tecnológico atenderá alunos com deficiência auditiva

Estudantes com deficiência auditiva, na faixa de cinco a 17 anos, matriculados nas redes públicas, terão acesso ao sistema de frequência modulada pessoal (FM) a ser fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse recurso tecnológico visa melhorar a comunicação e interação de deficientes auditivos com professores, colegas e família, e ajudá-los a desenvolver mais rapidamente as competências sociais e a linguagem oral.
Dados da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MECSite externo., indicam que 70 mil estudantes apresentam deficiência auditiva e poderão ser atendidos pelo SUS. De acordo com Martinha Clarete Dutra dos Santos, diretora de políticas da educação especial da Secadi, para se beneficiar do sistema pessoal FM, a criança ou adolescente precisa ser usuário de aparelho de amplificação sonora individual (Aasi) ou implante coclear (IC).
A decisão de oferecer o recursos tecnológico para estudantes está na Portaria nº 21, do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União em 8 de maio deste ano. A execução do projeto é dos ministérios da Educação e da Saúde, em parceria com as redes de educação e saúde de estados e municípios.
Martinha Clarete explica que o sistema pessoal FM é composto de um microfone ligado a um transmissor de frequência modulada portátil, usado pelo professor, que capta sua voz e transmite diretamente ao receptor de FM conectado ao aparelho (Aasi ou IC) do estudante. A transmissão direta permite ao aluno ouvir a fala do professor de forma mais clara, eliminando o efeito de ruído ou reverberação do ambiente escolar, além de suprimir a distância entre o sinal de fala do educador e o aluno.
Pesquisa – Para identificar os benefícios pedagógicos do uso do sistema pessoal FM no contexto escolar, e definir os critérios de indicação, o MEC desenvolveu, em 2012, o projeto uso do sistema de FM na escolarização de estudantes com deficiência auditiva em escolas públicas. A pesquisa envolveu 106 escolas, 202 estudantes e 99 professores do atendimento educacional especializado, nas cinco regiões do país.
Martinha Clarete informa que a pesquisa comprovou a eficácia do sistema FM por usuários de Aasi e IC na promoção de acessibilidade no contexto escolar, ampliando as condições de comunicação e interação entre alunos e professores. Ficou claro que o sistema FM agrega uma melhora na comunicação entre os alunos que o utilizam e os demais colegas, professores e pais. Ao melhorar a interação e comunicação oral, diz Martinha, eles desenvolvem mais rapidamente as competências sociais, resultando em exposição maior à linguagem oral.
Articulação – Para que a tecnologia chegue aos alunos será necessária uma articulação entre as redes de educação pública e o SUS, em estados e municípios. Cabe ao MEC qualificar os professores para identificar os potenciais usuários; será responsabilidade das escolas encaminhar os estudantes aos postos de saúde do município. No posto de saúde, a criança ou jovem será examinado por um médico otorrino, que vai fazer a configuração do aparelho e definir a faixa de frequência individual, para que a voz do professor chegue limpa e o aparelho cumpra sua função.
Martinha Clarete diz que é importante o esforço de todos para que a tecnologia chegue aos estudantes que dela precisam e que seu uso amplie as possibilidades de aprendizado. “Não adianta ter um recurso de alta tecnologia se não soubermos usá-lo adequadamente”, explica.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Marcelo Yuka, ex Rappa, lança DVD com audiodescrição e legendas

Marcelo Yuka num estúdio
Yuka no caminho das setas”, documentário sobre o ex-integrante doRappa, será lançado em DVD no dia 3 de junho, após exibições em festivais e salas de cinema desde 2012. O foco é a vida do músico após sair do grupo, em 2001. Um ano antes, ele ficouparaplégico após ser baleado em um assalto no Rio. Desentendimentos que levaram à saída de Yuka do Rappa são mostrados. Foram gravadas "mais de 10 horas de depoimentos" dos músicos do Rappa, conta ao G1 a diretora Daniela Broitman.
Em entrevista ao G1 publicada no dia 15 de maio, Marcelo Falcão, cantor do Rappa, disse: “Fazer filme falando mal, criar polemicazinha, é feio, injusto. Ainda mais na situação em que ele está (...). Se essa diretora que fez o documentário fosse educada, como fomos com ela, botaria na íntegra no YouTube o que cada um do Rappa falou”.


Daniela Broitman responde aos comentários de Falcão sobre o filme:  “Eu fiz um longa-metragem para cinema e para TV. Não é meu dever colocar depoimentos no YouTube. E também não seria 'educado', um termo que ele usou. Pelo contrário. Foi minha educação e ética que me fizeram excluir alguns trechos com ofensas e agressões entre eles”, diz a cineasta, paulista radicada no Rio, na entrevista abaixo.

A diretora não acredita em reconciliação profissional da banda com Yuka. "Não que não possa perdoar, talvez até tenha perdoado. Mas voltar a ser do Rappa, isso não." A banda lança em agosto seu primeiro disco de inéditas em cinco anos, que inclui a já divulgada faixa "Anjos".

G1 - O documentário tem uma discussão bastante aberta sobre os motivos da saída do Yuka no Rappa. Como você, como diretora, chegou a este resultado?

Daniela Broitman - Nas entrevistas que eles me concederam, cada um falou por cerca de duas horas. O Falcão falou por quase três. Foram mais de 10 horas de depoimento, inclusive do Yuka. Eu pedi que todas fossem transcritas. Durante semanas me debrucei sobre elas e cheguei a editar diversas vezes no papel. Com esse material eu queria chegar numa sequencia que fosse clara, justa e mais objetiva possível. E principalmente que não fosse apelativa nem ofensiva. Tinha que condensar todas essas falas e sentimentos em poucos minutos. O filme não era sobre a separação da banda, sim sobre a transformação na vida do Yuka desde que ele foi baleado. Foi um trabalho árduo.

G1 - Por que você resolveu fazer um filme sobre o Yuka?
Daniela Broitman - O Yuka é um artista, poeta, músico, ativista, um cidadão que está lutando pela melhoria de qualidade da vida no Rio, principalmente das minorias. Ele tem ideais e propósitos muito similares aos meus. Além de a história ser interessante e ele ser carismático, achava que precisava ser contada. Abre discussões muito pertinentes da atualidade. Questões sociais, de direitos humanos, segurança pública, música, direitos autorais, casamento, amor, até as células troncos, tema que não tinha visto ainda, e achava importante.

G1 - Como será o lançamento do DVD?
Daniela Broitman - Vai ser uma conquista grande, pois conseguimos fazer “audiodescrição” para pessoas comdeficiência visual ou cegos. E resolvi incluir legendas em português, para que pessoas com problemas deaudição possam ler as cenas. E outra coisa do DVD é que vai ter um “making of” inédito, que não passou na TV, não está em nenhum lugar. Tem falas muito interessantes do Yuka sobre o processo de fazer o filme, o incômodo dele ao ser filmado, umas cenas bem legais.

G1 - O que achou da repercussão até agora?

Daniela Broitman - Pelos depoimentos que recebemos do público, matérias e críticas na imprensa, estou muito satisfeita com o resultado do filme e a sequência do Rappa em particular. Porque tem fãs que saíram do cinema dizendo que o Falcão e o Xandão estão certos, que o grupo precisava continuar, pagar suas contas, não podiam ficar esperando ele se recuperar. E outros que falaram que o Falcão foi para um lado totalmente comercial, que não condizia os preceitos do Rappa, ou do Yuka, e por isso a banda acabou. Isso mostra que cada um pode chegar à própria conclusão. Parece-me que a sequência está bem equilibrada e dando voz a todos os pontos de vista. Queria dizer ao Falcão que, apesar das inúmeras solicitações de jornalistas para que eu contasse tudo o que eu ouvi nas entrevistas, foi justamente pela minha ética e educação que eu me mantive calada, e acho que ele deveria aprender a fazer o mesmo.

G1 - Você acha que existe alguma possibilidade de reconciliação entre o Yuka e o Falcão?
Daniela Broitman - Na minha opinião, eu acho que não, pelo que eu conheço do Yuka. Não que não possa perdoar, talvez até tenha perdoado. Mas voltar a ser do Rappa, isso não.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Kartódromo dispõe de karts adaptados para pessoas com deficiência

Pessoas com deficiência também podem brincar e competir nas pistas dokartódromo internacional de Nova OdessaSite externo., instalado a 100 km de São Paulo, às margens da rodovia Anhanguera.  O local conta com dois kartstotalmente acessíveis. “As funções dos pedais foram transferidas para uma alavanca de freio, acionada pela mão direita, e para uma borboleta de aceleração, acionada pela mão esquerda. Os dois recursos foram instalados próximos ao volante”, explica Moacir Vieira, o Moa, ex-piloto e um dos sócios do Kartódromo. “Estas adaptações não alteram em nada o desempenho dos karts”, afirma.
Moa conta que as facilidades de acesso às dependências internas do kartódromo, os elevadores e helipontos – estes ainda em fase de construção -  e os karts adaptados foram contemplados por ele quando começava a riscar as ideias no papel. “Um projeto dessa envergadura tem de ser obrigatoriamente inclusivo”, afirma o ex-piloto. “Um espaço moderno, agradável e bonito como o do kartódromo internacional de Nova Odessa tem de estar aberto a todas as pessoas. Inclusive as pistas de corrida, que são superseguras,” acrescenta.
O kartódromo internacional de Nova Odessa tem 2780 km de extensão e pistas com 9 metros de largura. Além disso, ele conta com uma frota de 50 karts para locação, com motores de 13 HP, e frota de 6 karts infantis com motores de 5 HPs. Além disso, o kartódromo conta com ambulatório médico e ambulância, salas de imprensa e de comissários, duas salas de cronometragem, sala de briefing, área de escape, 65 boxes, estacionamento para 1000 veículos, lanchonete e deck.
Serviço

Local: Nova Odessa, a 100 km da cidade de São Paulo
Endereço: Rod. Anhangüera, Km 116 – sentido interior
Telefones: (19) 9706-0817 / (19) 3466-5506
Tipo de Kart: 13 HP (Para-choque Emborrachado)
Duração da Bateria: 25 Minutos (5 de tomada de tempo e 20 de corrida)
Incluso: Macacão, Capacete, Luvas e Balaclava
Valor: R$ 100,00
Obs.: Guarda volumes fica disponível nos vestiários.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Convênio: Seleção Brasileira de Natação participa de Open, na Alemanha

Vinte e quatro atletas daSeleção Brasileira de natação estão em Berlim para participar doOpen da Alemanha, que ocorre a partir desta quinta-feira, 23, e vai até domingo, 26. Esta será a primeira vez que a equipe competirá internacionalmente após os Jogos Paralímpicos de Londres, no ano passado. No Brasil, o grupo já havia se reunido para o Open, realizado em São Paulo, em abril.
Entre os nadadores da Seleção que vão entrar na piscina na Alemanha estão os campeões paralímpicos Daniel Dias e Andre Brasil, integrantes do Time São Paulo. A dupla tem como foco principal na temporada o Mundial de Natação, em Montreal, em agosto. Em Berlim, o objetivo principal, portanto, basicamente avaliar o desempenho individual e o treinamento realizado até agora em vista da competição no Canadá.
“Essa competição já virou tradição e tem um importante papel no cenário mundial da natação. É uma oportunidade para competir ao lado dos meus grandes adversários e ver como eu e eles estão”, argumenta Daniel Dias. “A minha expectativa é baixar os tempos que fiz nos Estados Unidos, em janeiro, e no Open do Brasil, em abril”, comenta o nadador, que irá competir nos 50m e 100m livre e nos 50m costas e 100m borboleta.
Ao contrário de Daniel, André acredita que não será possível baixar as próprias marcas, pois voltou a treinar de forma intensiva há apenas três meses. De “ressaca” paralímpica, ele conta que tirou férias por um período maior que o normal e, nesta competição, a intenção é apenas “chegar perto das melhores tempos”. “Não vou bater recorde mundial ou brasileiro, por exemplo. Mas, me sempre me cobro muito, então vou buscar medalhas”, afirma.
Convênio:

A participação dos atletas brasileiros na competição da Alemanha está sendo custeada por um convênio do Comitê Paralímpico Brasileiro com o Ministério do Esporte. Outras 15 modalidades adaptadas também são contempladas pelo acordo.

Confira a relação dos atletas que vão competir em Berlim:

Adriano Gomes de Lima
Daniel de Faria Dias (Time São Paulo)
Andre Brasil Esteves (Time São Paulo)
Carlos Alonso Farremberg (Time São Paulo)
Joana Maria Jaciara da silva Neves Euzébio
Matheus Henrique da Silva (Time São Paulo)
Roberto Alcalde Rodriguez
Phelipe Andrews Melo Rodrigues
Elson Batista da Silva
Vanilton Antônio do Nascimento Filho (Time São Paulo)
Ítalo Gomes Pereira
Edênia Gomes Pereira
Susana Schnarndorf Ribeiro
Matheus Rheine C. de Sousa
Marcelo Hiroshi Sugimori
Ruiter Antônio Gonçalves Silva
Talisson Henrique Glock (Time São Paulo)
Ronystony Cordeiro da Silva
Verônica Mauadie de Almeida
Camille Rodrigues Ferreira Cruz
Caio Amorim M. de Oliveira
Fabiano Aparecido de Toledo
Letícia de Oliveira Freitas
Maria Dayanne da Silva

Profissionais sentem necessidades dos cadeirantes


Um dos momentos mais delicados de todo o processo é o desembarque. Onde os funcionários precisam ter muita atenção para evitar acidentes

- Motoristas e cobradores passam por treinamento de acessibilidade cidadã no transporte público de Teresópolis


Um dos maiores desafios da chamada mobilidade urbana sustentável talvez seja garantir a acessibilidade plena dos cadeirantes e portadores de necessidades especiais no âmbito do transporte público. Desafio que se transformou em meta estipulada por Lei, o processo de adaptação dos veículos conta com inovações tecnológicas e programas específicos em todo país. Mas uma arma muito conhecida do brasileiro pode ser a saída para a implantação eficiente dessas alterações: a criatividade.
Um programa implantado em nossa cidade pergunta: o que você sentiria se visse o ato de utilizar um ônibus da perspectiva de um cadeirante? Essa é a proposta de um treinamento adotado pela empresa Dedo de Deus para capacitar seus funcionários quanto à garantia da acessibilidade dos cadeirantes em suas linhas. Nele, motoristas e cobradores recebem instruções teóricas, discutem as necessidades dos cadeirantes e experimentam a sensação da privação dos movimentos e utilização da cadeira de rodas.
Além dos funcionários de frente, ou seja, motoristas, cobradores e fiscais, todo o efetivo da Viação passa pelo programa de treinamento para cadeirantes

Como é ser um cadeirante

Para garantir esse treinamento, a empresa contratou um cadeirante que além de explicar técnicas de segurança e utilização do equipamento mostra aos profissionais como é ser de verdade um cadeirante. Walace Cabral, foi o escolhido para essa missão e falou da responsabilidade e privilégio de participar do programa. “É muito importante a gente poder promover a acessibilidade em todos os sentidos, e esse é um exemplo para todo o Brasil, haja vista que nós estamos efetivamente promovendo a acessibilidade, não só como um simples conceito. Os profissionais estão sendo treinados dentro da forma exigida pelos padrões de segurança e atendimento, tanto no embarque quanto no desembarque destes cadeirantes. Para mim, especialmente, é um desafio muito grande, um privilégio maior ainda, mas acima de tudo uma responsabilidade grandiosa. Mas como vivo estes problemas todos os dias posso passar com mais espontaneidade para nossos companheiros profissionais esses problemas”, enalteceu Cabral.

Dimensão

Muito conhecido na cidade, Walace ainda falou da outra dimensão dessa iniciativa, o cunho social da ação. “O legal da iniciativa da empresa, e queria dar os meus parabéns, é justamente o fato dos motoristas e cobradores estarem curiosos, ou seja, essa curiosidade foi despertada, e eles perguntam muito, cobram explicações sobre algumas práticas, enfim, é muito bacana essa interação. Depois que iniciamos o processo tenho usado o transporte público todos os dias e percebo que já há mudança de comportamento. É claro que a plenitude do atendimento capacitado é algo que virá com o tempo, ainda temos muitas turmas para participar desse programa, mas hoje já temos algo muito positivo acontecendo na cidade”, explicou.
Nossa equipe acompanhou todo o processo de experimentação dos funcionários da Dedo de Deus no pátio da empresa. Motoristas e cobradores revezavam na função de funcionário e usuário, desde o momento da parada no ponto, até o delicado desembarque, que precisar ser precedido de cuidados especiais.
Na simulação, Walace Cabral, propõe o exercício de mentalização dos processos dificultosos vividos pelos cadeirantes quando usam o transporte público

Reação imediata

Quem explicou o fato motivador do projeto foi a coordenadora de treinamentos da empresa, Tatiana Veiga. “Essa iniciativa do treinamento com um cadeirante surgiu depois de um fato que aconteceu na cidade, quando um cadeirante não conseguiu ser atendido como nós entendemos que seja o ideal. Ele tentou embarcar e não conseguiu por uma série de motivos despertando assim nossa reação imediata. A diretoria se reuniu e decidimos procurar uma pessoa que pudesse nos dizer exatamente o que precisa para ser bem atendido, em sua plenitude, um cadeirante. Entramos em contato com o Walace que se prontificou a organizar o treinamento e decidimos implantar não só na área de frente, ou seja, motoristas e cobradores, mas a empresa toda. Todos os nossos funcionários estão sendo treinados”, disse Tatiana.
O caso citado por Tatiana foi registrado por nossas lentes em fevereiro deste ano, quando o aposentado Ronald da Silva, tentou usar um dos ônibus que passam pelo Centro e depois de sinalizar para dois veículos e receber repetidamente a notícia de que os elevadores hidráulicos estavam quebrados, não se conteve e protestou colocando sua cadeira na frente do coletivo.
Na simulação, Walace Cabral, propõe o exercício de mentalização dos processos dificultosos vividos pelos cadeirantes quando usam o transporte público

Elevador quebrado

“Eu estava aguardando o ônibus e veio um que estava com o elevador quebrado. O motorista me pediu desculpas e disse que estava vindo um outro logo atrás. Esperei e não veio. Depois de muito tempo, o ônibus seguinte também estava com o elevador quebrado”, reclama Ronald. Indignado, o homem tratou de colocar sua cadeira de rodas na frente do coletivo. “Isso não pode continuar assim. Tive de tomar essa atitude porque é a única forma das pessoas nos ouvirem. Ninguém quer ouvir os deficientes, as pessoas de idade. Não há interesse”, disse na época Ronald. O aposentado ainda disse que aquela não era a primeira vez que isso acontecia. “Teve uma vez aqui que eu fiquei parado e foram cinco ônibus que passaram com os elevadores quebrados”, garantiu.
Mas a inciativa da empresa acabou provocando também uma mudança na parte técnica e da manutenção, como explica Marcelino Ferreira, um dos coordenadores de instrução da casa. “A empresa tem a missão de transportar com responsabilidade. O que é isso? É atender bem o cliente na pontualidade, na segurança e no cuidado com a frota, que deixa o transporte mais confortável e confiável. Nós nos preocupamos acima de tudo, na segurança do transportado, e o público de cadeirantes é uma prioridade para a empresa. Nesse sentido estamos desenvolvendo no intenso calendário de treinamentos que nossos funcionários recebem, esse programa especifico para proporcionar mais segurança e conforto para os cadeirantes. Também podemos proporcionar maior durabilidade aos equipamentos instalados nos coletivos, que são delicados e exigem cuidado especial para garantir o seu pleno funcionamento. Se a rampa não estiver funcionando, todo o trabalho de capacitação é jogado fora. Nesse sentido mantemos uma equipe dedicada a manutenção diária dos equipamentos, como forma de garantia que nenhum carro saia da garagem com a falta da funcionalidade destes equipamentos. Queremos que nossos clientes se sintam felizes durante o transporte, a ponto de querer deixar o carro ou a moto em casa e optar pelo transporte público”, enalteceu Marcelino.
Motoristas e cobradores recebem instruções teóricas, discutem as necessidades dos cadeirantes e experimentam a sensação da privação dos movimentos

Mudança

O motorista Renato César explicou que a categoria gostou da mudança e tem usado os botons, que ilustram os que já passaram pelo curso, com muito orgulho. “Acho que os profissionais estão muito felizes com essa oportunidade. Faz toda a diferença enxergar o ato de entrar no ônibus do ponto de vista dos cadeirantes. Mesmo que dominando todo o funcionamento do equipamento não é possível entender o que sente o cidadão que precisa desse serviço diferenciado, estar no lugar do cadeirante faz toda a diferença no momento da prestação do serviço. Acho que os motoristas e cobradores hoje são pessoas mais sensíveis ao problema, não por não entenderem essa necessidade antes, mas por poderem sentir na pela essa mudança”, disse o motorista. A empresa estuda implantar posteriormente ao termino do programa de acessibilidade motora, um programa de capacitação em Libras, para que a acessibilidade se dê de maneira mais eficaz.
O instrutor Walace agora espera que o poder público também faça a sua parte nesse processo. “Nós agora esperamos que a via pública esteja preparada para receber essa tecnologia de acessibilidade e, assim, o poder público faça efetivamente a sua parte. Hoje nós temos motoristas e cobradores preparados para atender bem esse público e veículos inteiramente adaptados para o transporte seguro e confortável dessas pessoas, mas falta que nossas calçadas e pontos de ônibus estejam preparadas para que o equipamento funcione, e essa é uma prerrogativa do Executivo municipal, a nossa parte, enquanto ente privado está sendo feita, e muito bem feita diga se de passagem”, finalizou Walace.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Espaços acessíveis para pessoas com deficiência é possível

Como ter uma casa que acolha com segurança e acessibilidade tanto às crianças, aos idosos e às pessoas com deficiência? A solução de um espaço acessível está no projeto que, ao ser idealizado por um arquiteto ou um designer de interiores, deve considerar as diversas etapas da vida de um ser humano e os variados tipos de usuários, sejam eles moradores ou visitantes, seja um bebê ou um idoso, sejam pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ou não.

Todos têm direito a espaços adaptados e seguros. Segundo define a norma técnica 9050, da ABNT, a acessibilidade é a possibilidade e a condição de alcance, percepção e entendimento para o uso com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos. 

A NT 9050 se baseia nos conceitos do Desenho Universal, que estabelece parâmetros para o design e a arquitetura, de modo a garantir autonomia e segurança a mais pessoas.

Adotado inicialmente pelos EUA, nos anos 1980, o Desenho Universal surgiu para atender as necessidades não só de cadeirantes, mas de todos aqueles que têm algum tipo de deficiência, assim como os idosos e os que usam muletas ou andador.

O Desenho Universal, expressão usada pela primeira vez pelo arquiteto americano Ron Mace, também considera os usuários com deficiência temporária e a diversidade humana e suas características antropométricas e sensoriais.

"Quando se executa um projeto com base no Desenho Universal, levamos em conta que o ser humano evolui ao longo da vida e suas necessidades e características mudam conforme a faixa etária", explica a arquiteta Daniela Velloza.

Espaços democráticos

Para que o espaço seja acessível e de uso abrangente, seu dimensionamento deve estar correto. Veja algumas funções que o projeto de arquitetura deve cumprir, segundo os conceitos do Desenho Universal:

- Permitir o acesso e uso confortáveis para os usuários, sentados ou em pé;
- Possibilitar o alcance visual dos ambientes e produtos a todos os usuários, sentados ou em pé;
- Acomodar variações ergonômicas, oferecendo condições de manuseio e contato para usuários com as mais variadas dificuldades de manipulação, toque e pegada;
- Permitir a utilização dos espaços por pessoas com órteses, como cadeira de rodas, muletas, entre outras, de acordo com suas necessidades para atividades cotidianas.

Projeto adequado
No projeto de arquitetura, vários itens de acessibilidade podem ser contemplados. Confira abaixo dicas dos profissionais Daniela Velloza, Robson Gonzales e da arquiteta do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito:

Arquitetura inclusiva
- 0,90 m é a largura mínima de corredores e portas de passagem
- 0,80 m é a largura mínima do vão de outras portas
- 0,80 x 1,20 m é o maior módulo referência pois comporta um cadeirante
- 1,50 x 1,20 m é a área necessária para a rotação de 180 graus de uma cadeira de rodas
- Entre 0,60 m e 1,00 m do piso é a altura média de interruptores e comandos
- 0,50 cm é o desnível máximo permitido
- 0,60 m é a altura máxima para os peitoris de janelas

Decoração inclusiva
- Prefira mesas em geral sem quinas retas e que não sejam de materiais cortantes, evitando acidentes
- 0,73 m é a altura média de mesas de cozinha e/ou jantar
- Escolha sempre estofados e colchões firmes que facilitam a pessoa a se levantar
- 0,46 m é a altura média de camas e estofados
- Evite armários altos
- Use gabinetes com rodízio
- O fogão tipo cooktop permite cozinhar sentado

Banheiro para cadeirantes
- Para a instalação do vaso sanitário, consideram-se as áreas de transferência lateral, perpendicular e diagonal
- Instale as barras de apoio na lateral e no fundo do vaso sanitário que devem ter no mínimo 0,80 m de comprimento mínimo e a 0,75 m do piso acabado
- 1,5 cm é o desnível máximo permitido entre o piso do boxe e do restante do banheiro
- Aplique piso antiderrapante em todo o banheiro
- Os módulos com rodízios embaixo da pia em vez de marcenaria facilitam a retirada, aumentando a  circulação de uma cadeira de rodas

Segurança
A arquiteta do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito, elenca alguns dispositivos e soluções que evitam ou alertam para possíveis acidentes:

- Use grade/telas nas janelas
- Instale corrimão com duas alturas para o alcance dos adultos e das crianças
- Não coloque mobiliário perto de janelas para evitar o efeito "escadinha"
- Utilize tapa-tomadas como as cantoneiras plásticas para as quinas de móveis
- Opte por corrediças com amortecedor para as gavetas
- Os armários e gavetas que guardem medicamentos, materiais de limpeza e os talheres devem ser fechados à chave
- Coloque luminária de emergência e luz de balizamento nas áreas de circulação
- Instale sensor de presença nas luminárias em áreas de circulação noturna
- Os abajures devem ser acionados por interruptor
- Use os Interruptores com led
- O topo de degraus ou desníveis devem ter cor contrastante com o piso
- Coloque piso antiderrapante e eliminar o uso de tapetes
- Prefira o mobiliário robusto, pesado e sem quinas retas

Fonte: Mulher UOL