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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Chip criado no Brasil pode permitir que pessoas com deficiência voltem a andar

Em Avatar, filme dirigido por James Cameron, o ex-fuzileiro Jake Sully (interpretado por Sam Worthington) é paraplégico. Mas, quando decide participar do programa que dá nome ao filme, suas conexões neurais o conectam a um avatar e então ele consegue andar. No cinema, isso só ocorre quando o cérebro de Sully consegue controlar, de forma virtual, o seu avatar no belo mundo de Pandora. No mundo real, apesar de muitos estudos científicos sobre o tema, ainda não é possível fazer uma pessoa com as limitações de Jake Sully voltar a andar. Mas cientistas brasileiros estimam que isso pode começar a ocorrer em 2030. A ideia de pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da Universidade de São Paulo (USP), é que um chip seja implantado na parte mais externa do córtex cerebral. Quando for ativado, esse dispositivo poderá comandar os movimentos de uma pessoa com deficiência física por meio de um exoesqueleto (espécie de esqueleto artificial feito de metais resistentes). "À medida que um campo magnético mantido fora da cabeça se aproximasse desse chip, ele iria se energizar e passaria a ler e enviar os comandos do cérebro para fora, utilizando essa mesma energia", explicou Mario Alexandre Gazziro, professor do Departamento de Ciência da Computação da USP. O mecanismo está sendo estudado por um grupo de pesquisadores de São Carlos, no interior de São Paulo, do qual participa Gazziro. A pesquisa está sendo desenvolvida em parceria com a Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, com a participação do professor Stephen Saddow. "Certamente essa é a solução mais promissora para fazer com que, por meio de esqueletos mecânicos ou robotizados, paraplégicos e pessoas com outras deficiências voltem a andar", disse o professor da USP. Atualmente, segundo ele, o que existe em termos de experimento nesse sentido é a instalação de eletrodos no cérebro. "O que se faz é colocar o eletrodo dentro do cérebro, diretamente, nos experimentos. Não está disponível comercialmente nem aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)", lembrou Gazziro. O novo chip, no entanto, funcionaria de forma semelhante ao sistema implantado no personagem Neo, do filme Matrix, mas sem o uso de um fio. "Imagine que aquela conexão na cabeça que é feita nos personagens do filme seria feita só de se chegar próximo à cabeça. Esta é a nossa proposta: uma interface em que colocamos um chip dentro do cérebro e 'conversamos' com o chip só de chegarmos próximo", disse. Além do chip sem fio, uma condição para que um paraplégico volte a andar, nessa situação, será o desenvolvimento de exoesqueletos. "Precisará ter um exoesqueleto, um esqueleto robótico para movimentar perna e braço. Esse exoesqueleto teria uma antena, escondida embaixo do cabelo. O chip seria colocado em uma região específica do córtex. E a pessoa aprenderia a usar aquele membro eletrônico. Seria como aprender a andar de novo", explicou o professor. Segundo Gazziro, a tecnologia de criação do exoesqueleto está bem encaminhada. A pesquisa, que será desenvolvida no instituto durante três anos, pretende focar no desenvolvimento de chips sem fio e de baixo consumo. Eles serão feitos com material biocompatível, como o carbeto de silício, que, segundo a equipe de pesquisa coordenada por Saddow, tem a propriedade necessária para desenvolver uma interface cerebral. "É um chip especificamente desenhado para ser interligado ao córtex motor. O que fazemos aqui é uma complementação do estudo do professor Miguel Nicolelis (que pretende construir um exoesqueleto robótico, comandado diretamente pelo cérebro, para que pessoas com paralisia voltem a andar), que tem conhecimento das pesquisas feitas em São Carlos. O que fazemos é propor uma solução para tirar o fio que atualmente seria usado em uma interface cerebral", disse o professor. O estudo está dividido em duas partes. A primeira aborda a questão da biocompatibilidade, que já foi resolvida pela universidade norte-americana. A outra, considerada um gargalo no mundo científico, trata da redução do consumo de energia pelo chip, o que ficará a cargo dos pesquisadores da USP. "Em parceria com o pessoal do sul da Flórida, estamos desenvolvendo novas técnicas para baixar o consumo do chip de forma que, nos próximos quatro ou cinco anos, consigamos ter um com pouca energia conseguindo funcionar dentro do cérebro", disse o professor. Depois de desenvolvido, o chip de baixo consumo será testado em ratos. "Nossa estimativa é que implantar o chip em ser humano com sucesso possa vir a se tornar corriqueiro no dia a dia em torno de 2030. O processo de validação para humanos leva mais de dez anos. Estamos com o plano de terminar nossos chips entre 2018 e 2020. A partir daí, serão mais dez anos de estudos clínicos para poder validar para uso comercial", explicou. O estudo, denominado Interface Neural Implantável, foi aprovado pelo programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, e tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). "Atualmente temos R$ 250 mil, que acabaram de ser aprovados. E estamos pleiteando mais R$ 2 milhões nos próximos anos. Mas, como vamos usar a fábrica de chip experimental da Flórida, esses R$ 250 mil já vão ser suficientes para fazer os primeiros. Não estamos com carência de recursos. Para cumprir essa meta, para os primeiros chips, esse orçamento já cobre. Mas estamos pedindo mais orçamento para aprimorar e construir processos de fabricação industrial aqui", disse Gazziro. Além de possibilitar que, no futuro, pessoas com deficiência possam voltar a andar, o projeto pretende impulsionar a pesquisa e a indústria nacional. "Se esse projeto for bem administrado, mantendo a propriedade intelectual e fazendo a transferência para a indústria, ajudará não só as pessoas, mas a indústria médica no país. O interessante seria dar incentivo para que empresas nacionais, via incubadoras, fabricassem esses sistemas, podendo gerar renda", destacou o professor. Fonte: invertia.terra.com.br/terra-da-diversidade

quarta-feira, 25 de julho de 2012

MP recomenda regularização na educação para pessoas com deficiência no Rio de Janeiro

A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital oficiou recomendação ao município do Rio de Janeiro, com 15 medidas a serem adotadas, para regularizar o sistema educacional para pessoas com deficiência. O município tem 120 dias de prazo para a comprovação das providências adotadas. A recomendação é uma medida jurídica extrajudicial prevista na Lei da Ação Civil Pública e tem como objetivo resolver problemas que afetem direitos coletivos sem a necessidade de acionar a Justiça. Segundo informações do Ministério Público Estadual, as ações recomendadas deverão ser executadas para facilitar o acesso de pessoas com deficiência às escolas. Elas abrangem desde a prioridade na matrícula até o número máximo de alunos com deficiência matriculados em creches da capital. A recomendação prevê ainda que o município disponibilize matrículas, também no horário diurno, para as pessoas com deficiência, maiores de 17 anos, em escolas perto de suas residências e que aloque, no máximo, dois alunos com deficiência nas classes regulares de creches até o 9° ano do ensino fundamental. Fonte: http://www.jb.com.br

terça-feira, 24 de julho de 2012

TAM será a primeira no mundo a ter banheiros com acessibilidade em aeronaves narrow body

A TAM será o primeiro cliente da Airbus em todo o mundo a receber aeronaves da Família A320 com uma nova opção de cabine que vai beneficiar o passageiro com mobilidade reduzida. A novidade da Airbus, chamada de Space-Flex, permitirá um uso mais eficiente do volume na parte traseira da cabine, com dois sanitários e uma galley (nome da área dedicada à armazenagem e manuseio de alimentos e bebidas nas aeronaves) menor. Pela primeira vez na história das aeronaves narrow body (de corredor único), o novo layout permite que os dois sanitários localizados na traseira do avião sejam facilmente convertidos em um, adaptado para pessoas com mobilidade reduzida. Ao todo, 39 novas aeronaves da TAM estarão equipadas com o Space-Flex e serão entregues à companhia a partir do último trimestre de 2013. Os aviões da Família A320 operam principalmente nas rotas domésticas da empresa.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pesquisa avalia impacto da educação inclusiva na pré-escola

Vivenciar a experiência da educação inclusiva na pré-escola pode promover a abertura em relação ao diferente e evitar o preconceito de forma duradoura, aponta uma pesquisa feita no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa qualitativa foi feita com seis alunos com idades entre 7 e 16 anos egressos de uma creche pública com características inclusivas e ambiente diversificado. Além de crianças com deficiência, a instituição situada na cidade de São Paulo atende alunos de diferentes classes sociais e etnias. “A ideia era entrevistar esses alunos, agora no ensino fundamental e em escolas diferentes, para avaliar se a experiência da educação inclusiva pré-escolar teve impacto em suas atitudes e valores”, contou Marie Claire Sekkel, coordenadora da pesquisa que teve apoio da Fapesp. Segundo Sekkel, a investigação teve como base diversas teorias da psicologia que apontam as experiências vividas na infância como fundamentais para definir as características mais marcantes do caráter de uma pessoa. “Todos os entrevistados demonstraram uma abertura para se relacionar com pessoas significativamente diferentes em suas novas escolas. Nesse conceito estão incluídas não apenas deficiências físicas e intelectuais, mas também orientação sexual, religião, etnia, classe social e demais questões que caracterizam o diferente”, disse. Também foi possível observar pelas entrevistas que os estudantes percebem claramente as situações que fogem da norma, mas não as veem como algo negativo. “Eles não têm a ideia preconcebida de que uma pessoa com deficiência, por exemplo, é triste ou insatisfeita. Percebemos nos relatos uma relação de respeito”, contou Sekkel. Os entrevistados também demonstraram agir de forma diferenciada no ambiente escolar. “Enquanto a maioria das pessoas se cala diante de uma cena de discriminação ou agressão, eles se preocupam e alguns interferem na tentativa de ajudar. Isso mostra que a formação foi capaz de criar uma consciência suficientemente forte para desencadear também ações e compromissos”, disse. Essa abertura para com o diferente, de acordo com a pesquisadora, manteve-se independentemente dos valores familiares. “Há algo comum na educação dessas crianças para o qual a escola exerce forte determinação. Isso mostra o potencial das instituições de educação na formação desses alunos”, disse. Sekkel pretende agora investigar também o impacto dessa experiência pré-escolar inclusiva nos pais dos alunos. “A fase pré-escolar é quando os pais estão mais próximos da criança e da escola. Então tudo o que acontece com os alunos acaba influenciando a vida familiar”, disse. Fonte: http://exame.abril.com.br/

domingo, 22 de julho de 2012

Lei de Cotas completa 21 anos e mostra que inclusão é possível

Na terça-feira (24 de julho), um ato público celebra os 21 anos da Lei de Cotas, com shows e feira de serviços no Pátio do Colégio, centro de São Paulo, das 10h às 14h. Atualmente, existem cerca de 306 mil pessoas com deficiência formalmente empregadas no Brasil. Desse total, mais de 223 mil foram contratadas graças à Lei de Cotas, que no próximo dia 24 de julho, completa 21 anos de existência. A chamada Lei de Cotas (artigo 93 da lei 8.213) estabelece que toda empresa com cem funcionários ou mais deve destinar 2% a 5% (numa escala crescente, proporcional ao número de funcionários) dos postos de trabalho a pessoas com deficiência. Desde que entrou em vigor, a lei já transformou a vida de milhares de brasileiros, que tiveram ampliadas as chances de entrar no mercado de trabalho, reduzindo o preconceito que imperava no ambiente profissional. Para comemorar a data, instituições públicas, privadas e da sociedade civil promovem um ato no Pátio do Colégio, região central de São Paulo. De 10h às 14h, artistas com deficiência e lideranças do segmento se revezarão num palco montado no local. Também haverá estandes de órgãos públicos esclarecendo sobre direitos e serviços voltados às pessoas com deficiência. Faltam 700 mil empregos Embora haja muito a comemorar, essas 306 mil carteiras assinadas ainda representam apenas 0,7% do total de empregos formais do país. Muito pouco diante dos 46 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, sendo 29 milhões em idade economicamente ativa. Além disso, se todas as empresas cumprissem a Lei de Cotas, deveríamos ter hoje no Brasil mais de 900 mil pessoas com deficiência empregadas. Ou seja, a legislação atingiu menos de um quarto de seu potencial. Mitos ainda atrapalham Especialistas em inclusão profissional avaliam que os resultados poderiam ser melhores se alguns mitos fossem derrubados e o país resolvesse problemas estruturais. Um desses mitos é o de que esses trabalhadores seriam menos produtivos que os demais e que a adequação do local de trabalho geraria custos excessivos ao empregador. Na verdade, o investimento para adequação do local de trabalho não costuma exigir mais que a mudança de altura de uma mesa para um cadeirante ou instalação de um software leitor de tela, permitindo o acesso de uma pessoa cega ao computador. Em outras palavras, a mudança mais importante é a de atitude. Com o tempo, o convívio diário com os colegas e a chefia trata de eliminar qualquer estranhamento. Outro argumento muito utilizado pelos críticos da Lei de Cotas é o de que não haveria candidatos com nível escolar e capacitação profissional para preencher as vagas oferecidas. Mas os organizadores do ato destacam que este é um problema que afeta todos os trabalhadores. Afinal, assim como a maioria dos brasileiros, muitas pessoas com deficiência não tiveram acesso a uma educação de qualidade ou não puderam avançar nos estudos. Por isso, sobram vagas no mercado de trabalho em geral e não entre as geradas pela Lei de Cotas. Serviço ATO EM COMEMORAÇÃO AOS 21 ANOS DA LEI DE COTAS Dia 24 de julho – 10h às 14h Pátio do Colégio – Centro - São Paulo Fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br

sábado, 21 de julho de 2012

Cadeirantes descem ladeira no III Skate na Velocidade

De 13 a 15 de julho, acontece em Santana de Parnaíba, São Paulo, o 3º Skate na Velocidade. Organizado pela Prefeitura da cidade, por meio da Coordenadoria Municipal da Juventude (COMUJUV). Será realizada competição internacional de Downhill e o evento ainda contará com campeonato de inclusão em que atletas com deficiência física participam. Por meio da parceria com o Movimento Superação, pelo segundo ano seguido, o evento recebe atletas cadeirantes. Eles descem os 500 metros de ladeira em cima de suas cadeiras das 15h30 às 16hs no domingo 15 de julho. Sobre o evento: Esse tipo de competição costuma acontecer em lugares montanhosos e afastados, a ideia do torneio é trazer para o centro urbano os campeonatos e permitir a proximidade do público. Em uma ladeira de 500 metros, localizada na Avenida Brasil, os atletas disputarão em três modalidades: Speed (amador e profissional), slide (amador) e Street Luge. A pontuação conquistada no Speed, que é uma das principais etapas do ano, será computada ao Ranking Brasileiro de Skate, que qualifica os principais atletas no programa do governo federal Bolsa Atleta. Com patrocínio das marcas Onbongo, Mad Rats e Skate Até Morrer, os oito atletas melhores classificados receberão troféu, medalhas, vestimentas e equipamentos para a prática do esporte, na categoria Speed Profissional haverá prêmio em dinheiro no valor total de R$ 5 mil. Os visitantes terão acesso livre e gratuito a Arena Extreme que contará com palco e apresentação do Grupo Z’África Brasil (ZuluZ'África, Gaspar, Pichô, Funk Buia e DJ Meio Kilo). Também ao logo do evento, intervenções de grafiteiros brasileiros acontecem na área, o público presente poderá assistir apresentações de Moto Cross Free Style e BMX que acontecem na mini rampa instalada no local. A edição de 2012 já conta com mais de 200 inscritos e vai reunir os melhores atletas do Brasil como o gaúcho Douglas da Lua, que é considerado o atleta mais rápido do planeta. Douglas fechou 2011 como penta campeão Brasileiro consecutivo, bi campeão Sul Americano e vice campeão Mundial entrando no ranking mundial IGSA em número 2. Sobre as Modalidades: Downhill significa: Down=descer; Hill=colina. O Speed é considerada a “Fórmula 1” do esporte, vence o atleta que descer a ladeira e cruzar a linha de chegada primeiro. Neste circuito, é possível chegar até 95 km/h. Já no Slide as manobras fazem as rodas do skate deslizarem no asfalto, incluindo rotações e variações do corpo na busca da técnica correta. O Longboard (Open) tem ganhando adeptos, o que muda em comparação ao skate tradicional é o tamanho do shape (prancha), o que conta nessa modalidade é o estilo. Street luge (Open) surgiu no sul da Califórnia – EUA, quando os atletas descobriram que poderiam alcançar velocidades maiores se descessem as ladeiras deitados em seus skates O recorde mundial de velocidade neste esporte já ultrapassa os 130km/h sem motor ou tração. Serviço: 3º Skate na Velocidade Data: de 13 a 15 de julho de 2012: Endereço: Avenida Brasil – Centro – Santana de Parnaíba – SP Horários: no dia 13, abertura das 19h a meia-noite; e 14 e 15 de julho, das 9h às 20h. Inscrições: devem ser feitas através do site http://www.skatenavelocidade.com.br/index.php?pag=cadastre-se. Podem participar dos torneiros maiores de 16 anos, menores de idade precisam de autorização dos pais ou responsáveis.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Projeto vai monitorar mercado para pessoas com deficiência

A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é um desafio para a sociedade brasileira, ainda mais depois que o último Censo (de 2010) feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)apontou que quase um quarto da população tem alguma deficiência. Para garantir a inclusão é preciso ter dados da realidade e monitorá-la. É isso que propõe o projeto Modem (Monitoramento da Inserção da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O projeto foi apresentado por Hélio Zylberstajn, da Universidade de São Paulo (USP), durante a palestra "A Lei de Cotas e a Inclusão de Trabalhadores com Deficiência nos Hospitais", realizado pela secretaria no último dia 22. O Modem tem dois principais objetivos. O primeiro deles é o de criar indicadores da inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Estes indicadores devem idealmente ter a propriedade de, ao mesmo tempo em que descrevam a inserção do grupo alvo, comparem-no com os demais grupos de trabalhadores. Com estes dados, será criado um mapa do emprego e o trabalho das pessoas com deficiência e também acompanhar sua evolução ao longo do tempo. O segundo objetivo é desenhar o perfil do emprego das pessoas com deficiência, para completar o mapa. Os dados atuais dizem pouco sobre as condições de trabalho oferecidas, apesar de serem bastante úteis para compreender onde as pessoas com deficiência trabalham, quais ocupações exercem e em quais atividades estão inseridas. Entre as perguntas que o projeto pretende responder, as empresas que contratam pessoas com deficiência oferecem a estas pessoas as mesmas oportunidades de crescimento na carreira? Oferecem as mesmas oportunidades de treinamento e desenvolvimento? As vagas ocupadas por essas pessoas são diferentes das vagas ocupadas pelos demais empregados? Os salários e benefícios são os mesmos para os dois grupos ou existe um diferencial na remuneração? Para alcançar o segundo objetivo e responder aos questionamentos citados, o projeto irá realizar pesquisa de campo junto a uma amostra de empresas. Em cada empresa selecionada, será feito um levantamento dos empregados com deficiência e será estabelecida a comparação desse grupo com os demais empregados, nos diversos aspectos da relação de emprego. Fonte: http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidade/ (Marina Pita)