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segunda-feira, 26 de março de 2012

Manual de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down é definido pelo governo

O Diário Oficial da União publica nesta quarta-feira - Dia Mundial da Síndrome de Down - um anexo que define o Manual de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down. Os detalhes contidos no texto serão publicados no site do Ministério da Saúde. No Brasil há cerca de 4,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o manual, o governo espera esclarecer dúvidas e colocar à disposição do público informações detalhadas sobre como proceder quanto ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas com deficiência. O texto da cartilha foi elaborada com o apoio do Sistema Único de Saúde (SUS), que forneceu dados sobre o atendimento e a qualificação de profissionais e equipes públicas.

Em comemoração à data de hoje, o Senado promove sessão especial. É a primeira vez que o dia será celebrado em 193 países, após a aprovação de uma moção apresentada pelo Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU).

A sessão no Congresso será comandada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e deve contar com a presença dos ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Alexandre Padilha (Saúde). No ano passado, a presidenta Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional da Pessoa com Deficiência – Viver Sem Limite. O objetivo é proporcionar autonomia e inclusão social aos por tadores de deficiência.

Fonte: http://www.pernambuco.com

Porto Alegre vai ganhar 85 táxis adaptados para cadeirantes

O temporal que caiu em Porto Alegre (RS) nessa quarta-feira provocou um debate se o número de táxis circulando na Capital é suficiente para atender a demanda, já que pedestres reclamaram que os veículos "sumiram" das ruas ontem. A única certeza é que a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) vai lançar concurso público para o preenchimento de 85 novas placas de carros adaptados para o transporte de cadeirantes.

A frota de táxis em Porto Alegre é de 3.921 automóveis. O número de permissionários supera os 10 mil. De acordo com o presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari, o total de carros está acima do recomendado por parâmetros internacionais. “O recomendado é um táxi por mil habitantes. Porto Alegre possui um para 360 habitantes. Portanto cerca de mil automóveis poderiam ser retirados sem prejuízo”, disse.

Conforme Nozari, em situações excepcionais como o temporal registrado na quarta-feira e nos horários de pico, o problema está na mobilidade urbana. “Atualmente, o taxista consegue fazer somente uma corrida em um período de 60 minutos, contra três há tempos atrás. A população cresceu, existe uma frota imensa de veículos particulares e a malha viária é praticamente a mesma em 60 anos”, afirmou.

Para o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, o atual número atende bem a demanda. “A Capital tem uma das mais altas taxas de ocupação do Brasil, mesmo assim opera abaixo da capacidade em dias normais e com boa ocupação nos horários de pico, que totalizam menos de quatro horas”, explicou. “Na chuva de quarta-feira 85% da frota estava em operação”, completou. Cappellari frisou que as 85 novas placas são para reposição de licenças cassadas. Ele ponderou que mais veículos podem prejudicar o trânsito e a qualidade do serviço.

“O Rio de Janeiro tem um táxi para 177 habitantes. O resultado é que a qualidade do serviço caiu. Os passageiros podem negociar o valor das corridas fora da tabela, diminuindo o ganho dos permissionários”, ponderou.

Do outro lado, o vereador Adeli Sell tem convicção de que a cidade pode ter a frota aumentada. “Projetos como o Balada Segura e a redução do consumo de álcool são exemplos de como a demanda por táxis pode aumentar”, justificou o vereador que, e há três semanas, iniciou uma mobilização para que Porto Alegre tenha pelo menos mais 500 táxis. “Recebo uma enxurrada de e-mails com reclamações sobre o tema”, observou.

A presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidores do Rio Grande do Sul, Edy Mussoi, reforçou a necessidade de aumento de carros. “Fiquei mais de 30 minutos tentando falar com uma operadora de tele-táxi e desisti. Peguei dois ônibus.

Projeto prevê circulação de táxis em corredores de ônibus na Capital

Tramita na Câmara Municipal projeto do vereador Mauro Pinheiro que permite a circulação de táxis dentro dos corredores de ônibus de Porto Alegre nos horários de pico. Na avaliação da Associação dos Permissionários Autônomos de Táxi de Porto Alegre (Aspertáxi), o projeto vai facilitar o trabalho da categoria, permitindo a escolha de trajetos menos congestionados.

De acordo com a proposição, a permissão valerá em dias úteis, das 7h às 8h e das 18h às 19h30, desde que o veículo transporte passageiro. Fica proibido o embarque ou desembarque de passageiros em trechos do corredor de ônibus. Pinheiro argumentou que o uso dos corredores não é obrigatório. “O taxista vai escolher o trajeto que lhe parecer mais desimpedido. A intenção é proporcionar conforto ao usuário e maior circulação da frota de táxis”, salientou. O projeto determina período experimental de três meses, para avaliação da prefeitura e eventuais alterações.

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br

A Apae Salvador abre exposição “A arte de ser diferente” no Pelourinho

A Apae Salvador apresentou na sexta-feira (16/03), às 16h, a exposição a “Arte de ser diferente”, no Museu Udo Knoff de Cerâmica e Azulejaria (Rua Frei Vicente, nº 3 – Pelourinho). A mostra reúne quadros e objetos confeccionados com papel reciclado utilizando a técnica do mosaico. Segundo a professora Cleonice Oliveira, que orientou o grupo formado 27 aprendizes do Centro de Formação e Acompanhamento Profissional (Cefap), a exposição surgiu como resultado do Projeto Reciclando com Arte e Cidadania, onde foram trabalhados temas ligados a educação ambiental.

A professora Cleonice explicou que entre os ganhos conquistados pelos jovens artistas com o projeto estão a percepção visual e sensorial, o espírito coletivo, ampliação da capacidade criativa das redes neuronais, capacidade de concentração e autoestima. “É fantástico ver o que antes era lixo virar arte”, afirma contente Cleonice.

Dividida em quatro categorias temáticas a exposição “A arte de ser diferente” apresenta ao público a flora, representando a beleza do meio ambiente; a fauna que ilustra a vida selvagem; a infância que simboliza a necessidade de educar as futuras gerações para a sustentabilidade e a cultura afro representando a descendência e a influência africana no cotidiano dos baianos.

Entusiasmada com o resultado do projeto a aprendiz Débora Calheiros, uma das artistas da exposição, falou da alegria de participar da oficina de reciclagem “Eu gostei muito de fazer as colagens dos quadros e dos objetos. Eu procurei inspiração nas borboletas para criar o quadro. Borboleta Vermelha”, conta.

Já a aprendiz Crispiniana Nogueira destacou as práticas empreendedoras adquiridas durante o projeto com a possibilidade de incremento da renda com a criação de objetos e utensílios, utilizando material reciclado. “O que eu mais gostei de fazer foram os quadros e os porta-lápis”, explica.

Serviço:
O quê? Exposição A arte de ser diferente
Quando: De 17 de março a 17 de maio
Onde: Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica
Entrada gratuita a exposição pode ser conferida de terça a sexta-feira das 10h às 18h, sábado, domingo e feriado das 13 às 17h.

Fonte: http://www.apaesalvador.org.br

Dia Mundial do Autismo



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Belo Horizonte fortalece políticas públicas destinadas às pessoas com deficiência

Pensando na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência, a Prefeitura de Belo Horizonte oferece programas, serviços e projetos inclusivos voltados a esse segmento da população. Na capital, de acordo com pesquisa realizada em 2011, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12,4% dos residentes, o que corresponde a aproximadamente 280 mil pessoas, possui algum tipo de deficiência. As ações do município mobilizam tanto a área da Saúde, como as áreas de Educação, Esportes, Assistência Social e mobilidade urbana.

O programa Núcleo de Inclusão de Alunos com Deficiência, realizado pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), é um dos exemplos destas iniciativas bem sucedidas. Atualmente, atua nas nove regiões da capital e atende, aproximadamente, 3 mil alunos com deficiência. Além disso, a Smed conta com os serviços do Centro de Apoio Pedagógico (CAP) para alunos com deficiência visual (rua Carangola, 288, Santo Antônio). O espaço produz material didático em braile e oferece ensino de informática adaptado às necessidades dos alunos.

Outro bom exemplo é o programa Superar, coordenado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel), com colaboração das secretarias municipais de Saúde, Direitos da Cidadania e Assistência Social, além da Fundação Municipal de Cultura. O projeto concentra esforços na valorização desse público, focando suas ações no desenvolvimento de potencialidades e na redução de limitações das pessoas com deficiência. Cerca de 750 pessoas participam de atividades esportivas, como natação, futsal e basquete em cadeira de rodas, entre outras modalidades.

Para se inscrever no projeto, os interessados devem comparecer ao Centro de Referência de Esportes da Pessoa com Deficiência (avenida Nossa Senhora de Fátima, 2.283, Carlos Prates), das 8h às 22h. É preciso apresentar o documento de identidade e o laudo médico com a liberação para atividades físicas. Os eventos esportivos também ocorrem nas escolas municipais de ensino especial de Venda Nova (rua Carlos Torrezani, 190, Letícia) e na escola Frei Orlando (rua Clóvis Cyrilo Limonge, 141, Havaí), além de clubes parceiros.

Saúde e emprego
Na área da Saúde, as pessoas com deficiência e as que precisam de tratamento de reabilitação podem usufruir dos três Centros de Reabilitação de Belo Horizonte (Creab). No ano passado, mais de 130 mil pessoas foram atendidas, cerca de 25 mil consultas a mais do que em 2010. Para dar início ao tratamento, o interessado deve comparecer a um dos Creabs portando documento de identidade, comprovante de endereço e solicitação médica.

Os Creabs (confira os endereços abaixo) oferecem tratamentos nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e nutrição. Também oferecem, gratuitamente, órteses e próteses, como bengalas, cadeiras de rodas comuns e personalizadas. Além dos atendimentos na rede própria de reabilitação, o usuário pode ser encaminhado para clínicas contratadas e conveniadas pela Prefeitura.

A PBH ainda oferece, por meio da Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social, o Programa de Mercado de Trabalho Inclusivo (Prometi), que disponibiliza cursos de qualificação profissional e encaminhamento para o mercado formal de trabalho para mais de 3 mil cadastrados. Os interessados podem se informar pelo telefone 3277-4483. Esta secretaria também coordena o serviço de Proteção à Pessoa com Deficiência, que através de visitas domiciliares faz acompanhamentos periódicos aos deficientes e seus familiares, além de proporcionar o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), em parceria com o INSS.

Para o coordenador municipal da Coordenadoria de Direitos das Pessoas com Deficiência, José Carlos Dias Filho, mesmo com todo o apoio e atenção dados pela PBH para o processo de inclusão deste segmento é necessário romper muitas barreiras que ainda impedem o acesso social. “É preciso que empresários, familiares e profissionais da área se dediquem ainda mais. Contudo, não podemos negar a significativa importância dos projetos da Prefeitura e, além disso, é preciso chamar a atenção das próprias pessoas com deficiência para que acessem cada vez mais os nossos serviços, forçando-nos a novos investimentos, visando à maior qualidade e o maior alcance destes programas”, afirma.

Endereços dos Creabs

Leste (Rua Bicas, 58, Sagrada Família) Leste, Nordeste e Venda Nova Segunda a sexta-feira, das 7h às 17h
Noroeste (Rua Padre Eustáquio, 1.951, Noroeste e Oeste Segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30 – Padre Eustáquio)
Centro-Sul (Rua Domingos Vieira, 463, Centro-Sul, Norte, Pampulha Segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30 Santa Efigênia) e Barreiro

Fonte: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/

'Disciplina garantiu a vaga dele no vestibular', diz mãe de jovem com síndrome de Down aprovado na UFG

Primeiro candidato com síndrome de Down aprovado no vestibular da UFG (Universidade Federal de Goiás), o estudante Kallil Assis Tavares, de 21 anos, pegou a família de surpresa quando saiu o resultado do processo seletivo. Para a mãe do vestibulando, a pedagoga Eunice Tavares, a dedicação com os estudos foi um dos fatores que fez a diferença.

"Ele sempre foi um aluno muito disciplinado, mas as notas dele não eram as melhores. Tanto que a sua colocação no vestibular foi a última. Ele tirava o suficiente para passar", explica.

Eunice conta que a aprovação de Kallil no vestibular foi um processo natural. Ele frequentou um colégio regular durante o ensino médio e assistia às aulas todos os dias de manhã e três vezes por semana também durante o período da tarde. Nos outros dias da semana, ele fazia apenas as lições de casa. "Ele decidiu sozinho que iria prestar o vestibular e escolheu o curso. A gente não planejou, não forçou nada. Então ficamos muito felizes, surpresos e até assustados. A gente não pensou que ele seria aprovado. É difícil passar em uma universidade federal", conta.

O jovem de Jataí, no interior de Goiás, concorreu ao vestibular este ano pela primeira vez. Ele não participou de nenhum programa de cota e foi aprovado na primeira chamada de 2012, para o curso de geografia.

Por ter necessidades educacionais especiais, ele teve o direito de ter a prova lida por um assistente de vestibular e também recebeu um caderno de questões com letras maiores, que facilitam a leitura por quem tem baixa visão.

Kallil também teve uma hora a mais que os outros candidatos para terminar a prova, mas não precisou usar o tempo extra.

Apoio e paciência

Para Eunice, o apoio da família e da escola foram fundamentais na educação do filho. Kallil estudou durante dois anos da educação básica em uma escola para surdos mudos, única do tipo na cidade, que também recebia alunos com outros tipos de deficiência.

"Ele não chegou onde ele está sem apoio. Tem família que pensa que não adianta investir, que é um caso perdido. É limitado? É. É diferente dos outros? É. Mas ele tem a condição dele", explica.

Na escola, ela conta que o filho contou com a ajuda de professores e diretores, sem que passassem “a mão na cabeça”. Muitas vezes, o tempo de avaliação de Kallil era maior que a de outros alunos.

"Ele pode fazer tudo que quiser dentro do limite dele. Eles [jovens com a síndrome] são mais dependentes, mas têm capacidade de desenvolver qualquer trabalho. Eles têm o tempo deles e a escola tem um papel fundamental nisso", afirma.

Kallil vai estudar no campus da universidade que fica na mesma cidade, a quatro quadras da casa onde mora com o pai, a mãe e a irmã mais velha. Depois de entrar na faculdade, ele pretende tirar a carteira de motorista, mas a família prefere não fazer planos para o futuro.

"A gente vai deixando as coisas acontecerem e damos apoio no que ele precisa. Não planejamos que ele iria até o oitavo ano, nem que ele terminaria o ensino médio. As coisas foram acontecendo", aponta.

Fonte: http://noticias.r7.com/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012