Contato

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Escola particular cobra taxa ilegal para matricular criança com síndrome de down

Uma escola de educação infantil de São Paulo pediu à mãe de uma criança de dois anos, que tem síndrome de down, o pagamento de um adicional na mensalidade para receber o menino. O valor seria utilizado na contratação de um profissional para acompanhar o menino durante o período em que estivesse na escola.
O caso aconteceu na escola Infantus, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista, no início de agosto. Depois de consultar algumas escolas da região, a engenheira civil Mônica Burin, mãe de Gabriel, de apenas dois anos, chegou à instituição particular sem agendar visita, conforme explicou ao R7, e ao dizer que procurava uma escola para matricular o filho, que a acompanhava na visita, foi informada pela funcionária que a atendeu que, para aquele caso, a escola precisaria contratar alguém para acompanhar o menino e que isso acarretaria um acréscimo na mensalidade. O valor seria empregado nas despesas desse profissional.  A atitude é ilegal do ponto de vista da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), a partir do que define o artigo 209 da Constituição Federal de 1988.
— Eu disse [à escola] que isso não seria uma inclusão, e sim uma exclusão, porque ele vai ficar no cantinho com uma babá, e nesse caso eu contrato uma babá e o deixo em casa — avaliou Mônica, ao ser informada sobre o funcionário que precisaria ser contratado.
Ela lembra que, sob a orientação de terapeutas, fisioterapeutas e fonoaudiólogo, decidiu matriculá-lo em uma escola para que ele aprenda, em contato com outras crianças, “a marcha, que é o andar, a comer sozinho, o que toda criança nessa faixa-etária já faz um pouco”.
Segundo Mônica, a funcionária da escola que a atendeu informou que o acompanhamento de um profissional era norma da casa, independentemente da deficiência apresentada pela criança. E que ele daria suporte à professora para as atividades do dia a dia. A funcionária disse ainda que outros casos de inclusão na escola foram realizados da mesma maneira.
— Acho um desrespeito o que a escola fez, uma falta de consideração. E se a diretora tem um filho com síndrome de down, como ela vai encarar o mercado? [...] Foi um dia muito triste para mim. Não pensei que fosse me deparar com esse preconceito da sociedade tão rápido.
Os valores da mensalidade mais o adicional referente à contratação de um profissional foram enviados a Mônica por e-mail pela escola. De acordo com o email enviado, caso a mãe optasse por matricular o filho em meio período, os custos seriam R$ 630 da mensalidade mais R$ 300 relativos ao auxiliar; se decidisse pelo período integral, os valores seriam R$ 970 mais R$ 500.
Há cerca de duas semanas, Mônica matriculou o filho em uma outra escola particular da região. Segundo a mãe de Gabriel, não houve cobrança pelo pagamento de um profissional que auxiliasse no atendimento ao filho.
— Hoje ele está em uma classe com inclusão, sem cobrar nada. Estou super feliz.
Ilegal
Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação de São PauloSite externo., a cobrança da taxa é ilegal. O órgão informa que, se a escola entender que precisará de um profissional para auxiliar o professor no atendimento a uma criança com algum tipo de necessidade especial, o custo deste profissional é de responsabilidade da escola. E que o fato de ser uma instituição privada não dá a qualquer escola o direito de se negar a matricular um aluno por algum tipo de deficiência. A secretaria informou também que a diretoria regional da educação sob a qual a escola está submetida já informou à instituição que a prática é ilegal.
Em nota, a Ampid (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência) destaca que o artigo 209 da Constituição Federal de 1988 esclarece que o ensino é livre à iniciativa privada, desde que sejam cumpridas pela instituição as normas gerais da educação nacional, previstas na LDB. Atualmente, o artigo 58 define que “entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação”. A Meta 4 do PNE (Plano Nacional de Educação), que aguarda votaçao no Senado, pede, entre outras coisas, a retirada da expressão "preferencialmente" e propõe a universalização do atendimento a portadores de deficiência em instituições do ensino regular.
Aline Maria Fernandes Morais, coordenadora do núcleo especializado nos direitos do idoso e da pessoa com deficiência da Defensoria Pública de São Paulo, destaca que a cobrança é discriminatória, uma vez que a lei pretende incluir a criança com deficiência no ensino regular.
— A partir do momento que você cobra desse pai um custo por conta de um atendimento especializado, você está discriminando e dificultando essa inclusão.
Outro lado
A diretora da escola Infantus, Marisy Dellarett Aguiar Sousa, disse ao R7 que não tinha informações sobre a ilegalidade do adicional sugerido à mãe de Gabriel. Segundo ela, tratou-se de sugestão feita de modo a oferecer bem estar ao menino, e nega que a atitude tenha sido tomada com base no preconceito ou com objetivo de explorar a condição da criança.
Marisy avisa que a escola, que tem menos de 100 alunos, tem um casal de gêmeos com suspeita de autismo e uma outra criança com síndrome de Sturge Weber, rara, que afeta o sistema vascular cefálico. E que nenhuma das famílias dessas crianças paga adicionais na mensalidade para o atendimento dos filhos.
— De forma alguma foi questão de preconceito, pelo contrário. Sempre estamos disponíveis para ajudar no que for possível, pois muitas escolas, neste caso, alegariam não ter vaga sabendo da situação, e nós nos colocamos à disposição para ajudar, receber a criança, apenas com essa observação dessa pessoa a mais, mas pensando no bem estar do aluno.
A diretora informou também que a escola, que funciona há 17 anos, conta com o trabalho parceiro de psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas para orientar os funcionários da escola no atendimento aos alunos com deficiência. E que estaria disposta a rever o valor adicional passado caso Mônica tivesse retornado à escola para discordar da adição à mensalidade.
Fonte: R7 EducaçãoSite externo.

domingo, 15 de setembro de 2013

Subprefeituras de São Paulo terão supervisor de acessibilidade

As Secretarias Municipais da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED)Site externo. e de Coordenação das Subprefeituras publicaram, no dia 21/8, Portaria no Diário Oficial do Município estabelecendo que um servidor público (arquiteto ou engenheiro) de cada uma das 32 subprefeituras da cidade será designado como responsável por acompanhar os projetos e obras, observando os critérios básicos para a promoção daacessibilidade das pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida, incluindo a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos.

Será criado também um grupo formado por integrantes das duas secretarias e que coordenará as atividades realizadas pelos Responsáveis Técnicos para Assuntos de Acessibilidade das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, como serão denominados os supervisores nas subprefeituras. Na prática, esses profissionais farão a interlocução com a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão vinculado à SMPED, que oferecerá o suporte técnico e legal referente às normatizações vigentes sobre rampascalçadaspiso tátil, inclinações, espaçamentos, dentre outras. Os supervisores não terão o papel de fiscalização, que já é feito pelos agentes vistores das subprefeituras, mas poderão fornecer os subsídios técnicos do que deverá ser fiscalizado.

De acordo com o engenheiro da CPA, Oswaldo Fantini, o intercâmbio de informações entre os técnicos da SMPED e os profissionais em acessibilidade nas subprefeituras servirá para desmistificar esse assunto e agilizar a resolução de problemas. “Esses profissionais estarão melhor preparados para realizarem e acompanharem desde pequenas reformas e manutenções até novas obras”, afirmou.

sábado, 14 de setembro de 2013

Cadeirantes enfrentam dificuldades com falta de acessibilidade

Cadeirantes do Alto Tietê reclamam das dificuldades enfrentadas por eles no dia a dia com a falta de acessibilidade em algumas cidades. Em Mogi das Cruzes (SP)Site externo., boa parte das pessoas que utiliza cadeira de rodas reclama das calçadas irregulares da cidade. Por causa disso, tem cadeirante que prefere andar na rua, disputando espaço com os carros.
É o caso do jovem Ruan Deivis Martins. Ele tem 20 anos e há de anos usa cadeira de rodas, por causa de uma distrofia. Ele, que vive em Mogi das Cruzes, diz que as calçadas da cidade são irregulares. "Ainda é melhor andar pela rua mesmo com o risco de ser atropelado. Na calçada temos que ficar tentando descobrir se do outro lado terá acessibilidade", explica o cadeirante.
Este mesmo drama é vivido pelo cadeirante Jackson Baptista. Ele diz que sente dificuldades em Mogi das Cruzes, principalmente quando precisar atravessar uma rua. "Saio de uma calçada com uma rampa e quando chego do outro lado dou de cara com a guia. Eu fico até com medo quando alguém vem me ajudar porque já houve casos de eu cair na hora de empinar a cadeira", detalha.
Baptista, que é jogador da equipe paraolímpica de basquete da cidade, diz que Mogi das Cruzes, mesmo em expansão, ainda caminha em passos lentos quando o assunto é acessibilidade. "É uma cidade com duas universidades, um shopping e com várias indústrias, mas mesmo assim, ainda tem muita falta de acessibilidade. As melhorias até podem estar acontecendo, mas caminham em passos lentos", diz.
Prefeitura de Mogi
Em nota, a Prefeitura de Mogi das Cruzes afirmou que tem estudos para ampliar a acessibilidade em calçadas no município e que todas as novas avenidas, que estão sendo construídas, já contam com acessibilidade. Garantiu, também, que vai estudar o caso específico citado na matéria
Ação judicial
Em Ferraz de Vasconcelos, o cadeirante Tadeu Guerra teve de entrar na Justiça para tentar um conseguir transporte para fazer um tratamento de saúde em São Paulo. Ele sofreu uma trombose e teve de amputar as pernas e as mãos. Em 2012, ele, que usa cadeira de rodas há dez anos, conseguiu um tratamento na capital para colocar uma prótese, mas acabou perdendo a vaga pois não conseguiu transporte. "Um dia era o carro que quebrava. No outro ninguém me avisava nada e o transporte não vinha. Com isso, eu tive de faltar várias vezes no tratamento", detalha Guerra.
O cadeirante acabou perdendo a vaga e a chance de tratamento. Ele registrou dois boletins de ocorrência e acinou o Ministério Público pedindo um transporte adaptado para comparecer às consultas e uma cadeira motorizada. "Eles me negaram. Isso não é só para mim, mas para todas as pessoas que passam por essas dificuldades", detalha.
Prefeitura de Ferraz
A produção da TV Diário  questionou a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos sobre o problema de Guerra. A Secretaria de Saúde informou que ele é quem teria se recusado a usar o transporte oferecido pela Prefeitura. De acordo com a administração municipal, o município tem a intenção de adquirir mais carros adaptados, mas não deu uma previsão de quando eles vão estar disponíveis.
Fonte: G1Site externo.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Justiça condena empresa de ônibus por acidente com cadeirante em SP

A Justiça de São PauloSite externo. condenou a empresa de ônibus Viação Gato Preto a pagar R$ 15 mil de indenização a uma passageira cadeirante, com paralisia cerebral, que sofreu uma queda dentro do veículo. A cadeira de rodas não estava presa corretamente e, em uma curva, a passageira foi lançada para frente. Ela teve os óculos quebrados, o que provocou lesões no rosto e traumas psíquicos, que retardaram o tratamento.
A empresa alegou que o motorista não era culpado pelas consequências da queda, pois teria tomado todos os cuidados necessários. A companhia ainda afirmou que o acidente aconteceu por culpa da mãe da cadeirante, que não teria prestado atenção para evitar a queda.
Os magistrados condenaram a empresa por considerarem que ela assume uma obrigação de resultado - de transportar o passageiro são e salvo ao seu destino. Caso isso não aconteça, significa o rompimento do contrato, sobre o qual a companhia deve ser responsabilizada.
Fonte: Terra BrasilSite externo.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Campeão paralímpico participa de Caravana da Inclusão em Pirassununga (SP)

A Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com DeficiênciaSite externo., juntamente com a  União dos Vereadores do Estado de São Paulo (UVESP), está na sua quarta edição, percorrendo dez cidades do interior paulista. Pirassununga Site externo.é o 6º município a receber o encontro.
A Caravana consiste em uma série de encontros regionais, com o objetivo de conscientizar os participantes sobre os direitos das pessoas com deficiência, que incluem: educação inclusiva, trabalho, cidadania, reabilitação, entre outros.
O atleta do Time São Paulo na modalidade natação, Andre Brasil, estará presente na Caravana de Pirassununga. André tem 29 anos e teve poliomielite aos seis meses de idade. Como consequência, ele sofreu uma pequena sequela na perna esquerda. A natação começou muito cedo em sua vida, com a finalidade de reabilitação. Aos nove anos de idade, começou a participar de competições, com outros atletas sem deficiência. Descobriu o Esporte Paralímpico ao assistir as Paralimpíadas de Atenas em 2004 e, desde 2005, compete no desporto Paralímpico. O atleta compete pelas classes S10, SB9, SM10 nas respectivas provas: 50m Livre, 100m Livre, 400m Livre, 100m Costas, 100m Borboleta, 100m Peito e 200m Medley . O atleta defende o ECP - Esporte Clube Pinheiros de São Paulo, SP.
André foi medalha de ouro no Mundial de Natação em Montreal em 2013, jogos paralímpicos em Londres, em 2012, nos jogos Parapan-americanos de Guadalajara em 2011, no mundial da Holanda em 2010, no German Championship de Berlin em 2009 e nos jogos paralímpicos de Pequim em 2008.
Além da novidade, ligada ao esporte, neste ano declarado pela 22ª Cúpula Iberoamericana, como Ano Iberoamericano para Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho, vem somar-se aos parceiros da Caravana da Inclusão a Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho - SERT, por meio do PADEF e o Poupatempo.
Além das atividades de exposição de temas e debates, haverá o "Mutirão do Emprego" e o apoio ao esporte, por meio do Time São Paulo, em todos os municípios que sediarão os encontros. Durante as Caravanas serão disponibilizados: emissão de carteira de trabalho (1ª e 2ª via); cadastro para vagas de emprego; encaminhamento para processo seletivo, mediante oportunidades de emprego disponibilizadas pelas empresas parceiras da região; e captação de currículos de pessoas com deficiência.
Para efetuar o cadastro e encaminhar para as vagas de emprego é necessário que o cidadão tenha 16 anos ou mais e apresente RG, CPF, Carteira de Trabalho e quando possível laudo médico. Para emissão da Carteira de Trabalho é necessário ter 14 anos ou mais: para 1ª Via - RG, Certidão de Nascimento e/ou Casamento original e 1 foto 3x4; para 2ª via - RG, Certidão de Nascimento e/ou Casamento original, 1 foto 3x4, carteira anterior ou qualquer documento que contenha o número e a série da carteira anterior.
A Caravana é aberta ao público, as inscrições são gratuitas e podem ser realizadas na abertura de cada evento. O objetivo é fomentar políticas públicas que assegurem a cidadania e os direitos das pessoas com deficiência. A Caravana também apresenta ao público as ações e programas da Secretaria voltados às pessoas com deficiência.
Haverá Desfile de Moda Inclusiva e a mostra itinerante do Memorial da InclusãoSite externo..
SERVIÇO:
4ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania
Data: 13 de setembro - sexta-feira
Horário: das 09h às 13h
Local: Centro de Convenções Professor Dr. Fausto Victorelli - Av Painguás n. 2014 - Pirassununga - SP
Inscrições: gratuitas, no local.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Projeto ensina pessoas com síndrome de Down a atuar no mundo da beleza

Cabelo tipo Chanel, óculos moderninhos, Bárbara Sagula espia, por cima da armação, dedos deslizarem sobre cabelos longos, o secador revirar mechas, pentes e escovas remodelarem penteados. Presta atenção às clientes.
São quase 18h e o salão Blend, no Itaim Bibi (na zona oeste de São PauloSite externo.), está agitado. Bárbara também.  "A pior experiência do curso que estou fazendo foi ter que lavar os cabelos de uma boneca", diz, séria, para emendar com um sorriso: "Prefiro a cabeça do Rodrigo", conta, referindo-se a um dos instrutores, Rodrigo Nóbrega.
Bárbara, 30, e outros 11 estudantes de 17 a 47 anos fazem parte do "Beleza em Todas as Suas Formas", que capacita pessoas com síndrome de Down para atuar como auxiliares em salão de beleza. O projeto começou no início deste ano com uma equipe multidisciplinar que se debruçou sobre o seguinte tema: o que é belo?
"O primeiro passo foi desconstruir os conceitos preestabelecidos pelo mercado da moda", explica Kátia Coutinho, diretora da Alfaparf Group, empresa de cosméticos italiana que, ao lado do Instituto Meta SocialSite externo., desenvolve o trabalho.
Um dia na semana, eles passam por aulas práticas e teóricas por quatro horas e meia. Cartoons ajudam a construir diferentes situações vivida num salão de beleza.  Por meio deles, os estudantes aprendem tarefas como sentar direito, locomover-se, atender um cliente, lavar a cabeça de uma madame, deixar a mesa do cabeleireiro arrumada e limpa etc.
A primeira turma se forma em dezembro. Hoje, seis estudantes paulistanos terminam mais uma maratona: ajudar cabeleireiros a fazer a cabeça de modelos na Beauty Fair, em São Paulo. Para o ano que vem, a meta é capacitar 156 alunos com deficiência intelectual em cinco capitais (mais informações em belezaprojeto.orgSite externo.).
"A gente sabe que pode haver rejeição. O curso inclui vivência no salão, onde simulamos uma série de situações nas quais a cliente não quer ser atendida", explica o cabeleireiro Roberto Martins, 50.
Mãe de uma menina com síndrome de Down e integrante do projeto, a psicóloga Andréa Barbi, 43, explica que os alunos enfrentam situações reais de rejeição e preconceito. "Confie em suas potencialidades", ensina.
Mônica Helena Babbi, 44, uma das alunas, trabalhou dois anos num salão no Morumbi. Diz não se importar em lavar cabelo, do tipo que for. "Só fico muito triste em ainda ter que lidar com o preconceito."

Menino autista de 10 anos faz amigo inusitado e tem a vida transformada

Próxima

Callum Lake foi diagnosticado com autismo há 2 anos, depois de quase 4 anos de investigação médica. O garoto de 10 anos sofre da síndrome de Asperger e sempre teve problemas para se relacionar e se comunicar na escola e com outras pessoas. Porém essa situação se alterou profundamente quando conheceu seu melhor amigo: um lagarto chamado Spike, dado de presente pela sua mãe.
“Callum sempre teve um interesse muito grande por dinossauros. Um dia ele me pediu um e eu achei que um lagarto era a coisa mais parecida para dar”, explicou ao “Dailymail” a mãe da criança, Karen, de 38 anos. “Assim que ganhou o presente, ele se apaixonou imediatamente. Spikeé seu melhor amigo”, completou.
A mãe do menino notou mudanças drásticas no comportamento de seu filho nos últimos meses. Spike o ajuda a se concentrar quando fica ansioso – melhorando sua calma – e foi um jeito de Callum ter mais iniciativa para começar conversas com seus colegas de escola.
“Cuidar de Spike é muito divertido. Eu até comecei a me levantar mais cedo para dar comida para ele antes de ir para escola”, disse Callum. “Eu dou vermes de comida para ele,  e deixo para minha mãe dar grilos, porque não gosto deles pulando”, explicou.
“Spike pode ser pequeno, mas ele teve um impacto enorme na vida de Callum. É muito emocionante vê-lo mais confiante e independente. Quando ele era jovem, pensamos que ele era uma pessoa extremamente tímida e que tinha um jeito peculiar de gostar das coisas. Ele não lidava bem com mudanças e quando ele foi para escola, os professores notaram seu problema de comunicação, o modo como ele evitava olhar as pessoas nos olhos. Foi aí que começamos a correr atrás do problema”, disse a mãe de Callum.
Os pesquisadores do Centro de pesquisas médicas de Brest, na França, acreditam que as habilidades sociais de crianças com autismo melhoram muito com animais de estimação. O cientistas descobriram que as crianças ficam mais capazes de compartilhar seus objetos e consolar outras pessoas.
“Dar apoio às pessoas com autismo, como Callum, que podem e querem criar amizades, é um bom caminho para tentar acabar com o isolamento de muitas dessas pessoas”, refletiu Karen.