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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Unicef seleciona vídeos sobre habilidades das pessoas com deficiência

O Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef)Site externo. vai selecionar vídeos produzidos por crianças, adolescentes e jovens de até 25 anos sobre o tema deficiência. O vídeo vencedor do concurso "Tem a ver com habilidade!" será usado no lançamento, em maio, do relatório Situação Mundial da Infância 2013: crianças com deficiência. Pela primeira vez, o documento, apresentado anualmente, abordará esse assunto.
De acordo com o escritório do Unicef no Brasil, os interessados devem enviar os filmes até o dia 15 deste mês para a sede do Fundo, em Nova Iorque. Os filmes podem ser de qualquer gênero – drama, comédia, documentário, ter duração de um minuto, tratar de experiências pessoais, dos direitos das pessoas com deficiência, além dos desafios que enfrentam.
Não há obrigatoriedade de idioma, mas, caso os filmes não sejam em inglês, devem estar acompanhados da transcrição do texto ou ser legendados. A análise caberá a um painel global, formado por comunicadores e jovens. O responsável pela obra vencedora será premiado com uma filmadora. O regulamento do concurso pode ser conferido no site do Unicef.
Iniciativas como essa, destinadas a valorizar as habilidades e potencialidades das pessoas com deficiência em vez de evidenciar suas limitações, são fundamentais para a consolidação da inclusão, no entendimento da professora Maria Izabel Tafuri, do Departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília (UnB). Ela enfatizou que crianças, com ou sem deficiência, devem ter assegurado o direito ao pleno desenvolvimento físico e emocional.
“Muitas vezes, essas crianças são olhadas com pena e não pode ser assim. Devem ser identificadas as características que permitem que elas se desenvolvam na sociedade por suas habilidades, que são individuais”, disse.
“Geralmente a inclusão é entendida como o processo de colocar para dentro quem é considerado diferente, mas não é só isso. Trata-se de um esforço de combate ao preconceito que vivenciamos ao longo da vida, porque a maioria dos adultos de hoje não teve oportunidade e não aprendeu a conviver com pessoas com deficiência quando crianças e não estão prontos para a diversidade”, acrescentou.
A professora da UnB também enfatizou que a família tem papel fundamental nesse processo, porque é ela que “vai ter que estar preparada” para enfrentar e dar suporte a essas crianças, quando se depararem com situações capazes de prejudicar o pleno desenvolvimento do seu potencial.
A presidenta do Centro de Apoio a Mães de Portadores de Eficiência (Campe), que atua há 10 anos no apoio a famílias cearenses cujos filhos tenham algum tipo de deficiência, Keila Chavez, ressaltou que todas as crianças, qualquer que seja sua condição, têm aptidões, sonhos e anseios. Segundo ela, as famílias devem se esforçar para identificá-los e estimular seu desenvolvimento.
Como exemplo, ela citou o caso de seu filho, David Chaves, 16 anos. Com uma síndrome ainda não identificada pelos médicos, ele tem comprometimento intelectual e motor. Mesmo sem falar ou escrever, não deixa dúvidas sobre um sonho pessoal: envolver-se na atividade circense.
“Ele é muito divertido e, principalmente quando chega visita aqui em casa, gosta de se exibir, com malabarismos e equilibrando-se nos móveis e na rede. Na cadeira de balanço, por exemplo, ele fica bastante tempo testando em que ponto, com o peso do corpo, ela para de se mover”, disse.
Dados do Censo 2010 mostram que o Brasil tem mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência: quase um quarto da população.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

'Precisamos evoluir nossa compreensão de acessibilidade', defende arquiteto

Seja na rua, ao entrar em um ônibus, na hora de pagar uma conta no banco ou mesmo em casa, encontrar espaços que possam ser compartilhados por todos ainda não é tão frequente quanto deveria. Pessoas com deficiência, além de idosos e obesos, convivem todos os dias com diversas limitações, tanto pela ausência de estruturas acessíveis quanto pela falta de integração entre as que já existem com os demais ambientes das cidades em que vivem. Uma solução para essa lacuna é a arquitetura inclusiva, sensível às diferenças entre os cidadãos. Para falar sobre o tema, a repórter Luanda Lima, do Portal EBC, entrevistou o arquiteto Marcelo Guimarães, que é professor da UFMGSite externo. e lidera o laboratório Adaptse, que desenvolve projetos voltados para a acessibilidade.
Portal EBC - O que é a arquitetura inclusiva e qual é o ponto de partida para se projetar ambientes acessíveis, considerando os vários tipos de deficiência e também as pessoas que têm alguma dificuldade de locomoção, como os idosos?
Marcelo Guimarães - A ideia de uma arquitetura inclusiva é recente, embora a acessibilidade exista desde que a arquitetura surgiu. A questão é: acessibilidade para quem? Muitas vezes, pensa-se no conceito de deficiência como algo paralelo à “normalidade”. E aí está o primeiro aspecto importante ao pensar na arquitetura inclusiva: entender qual é o conceito de deficiência, que está vinculado ao desajuste da pessoa com o uso do ambiente. Um exemplo simples é que basta que um ambiente não tenha luz para que tenhamos problemas visuais, mesmo que nossos olhos não tenham problema algum. A acessibilidade é possível quando consideramos a deficiência que cada um pode ter em um ambiente. Uma boa solução na arquitetura inclusiva é aquela que se preocupa em entender como as pessoas conseguem realizar suas atividades no dia-a-dia e, a partir dessa experiência, como podemos transferir isso para o maior número de pessoas. Então, um dos pontos importantes a se considerar, inicialmente, é o dimensionamento das coisas. No passado, quando se começou a pensar em uma arquitetura acessível para as pessoas com deficiência, era pensado só na cadeira de rodas, mas uma visão inclusiva é de um espaço em que todos possam se beneficiar. Se a gente pensa assim, todos os espaços considerados hoje mínimos passam a ser confortáveis para que, por exemplo, uma mãe possa dar banho em seu filho ou mesmo para a locomoção de uma pessoa vulnerável ou obesa. Ou seja, o espaço pensado inicialmente para a movimentação de uma cadeira de rodas passa a ser para todos.
Portal EBC - Fale um pouco sobre o Adaptse e os projetos que vocês desenvolvem lá.
Marcelo Guimarães - O Adaptse é um laboratório que envolve pesquisa, ensino e extensão. Procuramos fazer com que os estudantes que trabalham lá aprendam na prática como a acessibilidade pode ser desenvolvida e aprimorada. Hoje existe uma pressão para que empresas e outras instituições procurem uma maior acessibilidade e, com isso, temos a oportunidade de explorar uma ideia inovadora que possa influenciar novas técnicas, mais abrangentes.
Portal EBC - O que não pode faltar em uma loja, um banco ou uma escola, por exemplo, para que ela seja inclusiva?
Marcelo Guimarães - A primeira coisa em que podemos pensar é que acessibilidade não é só construção, mas também gerenciamento do espaço. Para quem oferece serviços, o importante é entender como se pode prestá-los da maneira mais confortável. Precisamos romper com essa solução paralela. Filas exclusivas separadas das convencionais não são uma solução de acessibilidade. Isso só demonstra que o sistema não funciona. Você pode eliminar filas fazendo com que quem esteja ali receba o que precisa por meio de um atendimento direcionado. Um exemplo simples é quando, em um aeroporto, pelo interesse da companhia aérea em embarcar todos no menor tempo possível, os funcionários não ficam atrás do balcão, mas vão até os passageiros para perguntar a eles como poderiam ser mais eficientes ao fazer o embarque. É assim que a acessibilidade passa a ser algo a ser desejado por todos, que devem pensar: como a acessibilidade nos atinge?
Portal EBC - E em casa, quais são os pontos a que arquitetos devem estar atentos? Existem adaptações e soluções simples que possam ser aplicadas no ambiente doméstico para facilitar o dia-a-dia da pessoa com deficiência?
Marcelo Guimarães - É importante ressaltar que a legislação simplesmente ignora a acessibilidade da casa. No Decreto Federal 5.296, define-se que todos os espaços coletivos de um prédio sejam acessíveis, mas não menciona a casa. O arquiteto deve mostrar ao cliente que investir em ampliar o espaço de movimentação vai possibilitar que as pessoas possam viver melhor. Se alguém estiver construindo sua própria casa, deve entender que aquele espaço irá acomodar as diferentes etapas da vida e que, por exemplo, crianças e idosos precisam de mais espaço. Se temos um corredor mínimo de 1,20 m, as pessoas podem pensar que ele é muito largo e, caso não precisem de tanto espaço, podem pôr uma prateleira ali e, ainda assim, caminhar. Se o espaço é necessário, o móvel sai. Portanto, deve-se pensar na flexibilidade das estruturas, em como elas podem ser adaptadas, como banheiros que possam acomodar armários, mas também garantir espaço de movimentação. Soluções simples que podem ser implementadas são, para evitar acidentes, tapetes emborrachados e produtos acessíveis.
Portal EBC - O que a gente pode falar hoje das ruas e dos transportes públicos no Brasil? O que pode ser feito para tornar esses espaços universais?
Marcelo Guimarães - É importante fazer com que as pessoas sintam que aquele espaço é de todos. É preciso garantir que as calçadas sejam mais seguras e que as ruas não sejam meros corredores de veículos. Edifícios que se vinculam à calçada devem ser preparados para receber veículos, e assim garantir que a acessibilidade seja uma conexão integrada de espaços acessíveis, em vez de uma situação isolada, confinada apenas ao espaço da casa ou da calçada. No caso dos transportes acessíveis, podemos pensar desde um táxi, que hoje é feito a partir de um veículo inacessível, e pensar em como esses espaços podem ser integrados a um sistema de transporte que seja confortável para todos. Nem todos os ônibus acessíveis podem subir em todas as ruas, então vans poderiam ser estruturas suplementares para que as pessoas tivessem a opção de sair de casa e andar pela cidade.
Portal EBC - Como as tecnologias digitais podem se aliar à arquitetura inclusiva?
Marcelo Guimarães - Trabalho bastante com a construção de modelos que possam sugerir como os espaços podem ser mais acessíveis, representando o processo de aprimoramento de qualidade e da experiência das pessoas. Hoje, é possível também ter a experiência prévia de como um espaço vai ser. Um dos trabalhos que desenvolvi é a elaboração de uma escala de qualidade de acessibilidade, em que as pessoas podem registrar como foi sua experiência. Se você transfere isso para outros sistemas de navegação e até para as redes sociais, podemos fazer com que as pessoas deem seu depoimento sobre a acessibilidade de determinados espaços, o que pode ser estimulante para que o investimento nesse campo seja cada vez maior. A acessibilidade no Brasil tem muito a evoluir porque nós também precisamos evoluir na nossa compreensão de acessibilidade, não para as pessoas com deficiência, mas para as deficiências que existem no dia-a-dia de todos.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Campo Grande (MS) é destaque nacional com a Educação Inclusiva

A capital sul-mato-grossenseSite externo. será uma das cidades premiadas pelo Projeto “Compromissos da Gestão Pública com a Educação Inclusiva” promovido pelo Instituto Rodrigo Mendes (ONG)Site externo. em parceria com o Ministério da EducaçãoSite externo.. Além do reconhecimento público nacional, entre os prêmios concedidos estão 30 livros técnicos e a publicação do trabalho premiado em livro pela Editora Summus.
O projeto faz parte da plataforma web diversa (www.diversa.org.brSite externo.), criada em 2011 pelo Instituto Rodrigo Mendes em parceria com o MEC. Com objetivo de dar visibilidade a práticas de educação inclusiva que já estejam sendo desenvolvidas e transformá-las em fonte de referências, por meio de estudos de caso, vídeos e relatos de experiências. O projeto, que obteve participação inicial de 55 municípios (Secretarias Municipais de Educação), selecionou cinco para serem premiados, entre eles Campo Grande.
Para alcançar este resultado, a Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande por meio da Divisão de Educação Especial passou por uma avaliação acerca de todos os compromissos assumidos, sendo avaliada nos critérios: relevância dos compromissos, quantidade e implementação das ações. Entre os itens considerados destacaram-se ações para a promoção de acessibilidade, formação de professores, permanência e qualidade de ensino, autonomia para definir a quantidade de compromissos, investimento na proximidade com as famílias por meio de compartilhamento de informações em seminários e cartilhas.
De acordo com o secretário Municipal de Educação, Volmar Vicente Filippin a premiação representa o compromisso da atual administração com a inclusão na educação. “O prefeito Nelson Trad Filho nos deu a autonomia e a liberdade de desenvolver os trabalhos e o resultado disso é o comprometimento com a inclusão no educação, o que representa que toda família que procura a rede municipal é atendida”, salienta. Ele ressalta que o número de alunos especiais triplicou na rede municipal. Em 2005, eram 439 e somente uma sala de recurso multifuncional. Atualmente, a Rede Municipal de Educação (Reme) atende uma demanda de 1.800 alunos especiais que utilizam 58 salas de recursos.
O reconhecimento vem do esforço de manter as salas multifuncionais, os núcleos pedagógicos entre eles o Núcleo de apoio pedagógico ao aluno com surdez, os núcleos de deficiência física e Paralisia cerebral, o Núcleo Municipal de Apoio Psicopedagógico, o Núcleo de produção braille e tipos ampliados e o Núcleo de Apoio aos Centros de Educação Infantil.
Para atender os alunos, a Reme disponibiliza os Serviços de Apoio Pedagógico Especializado que se caracterizam pelos recursos humanos e materiais. Nas unidades escolares são 50 intérpretes de libras, 147 professores auxiliares, 90 estagiários do curso de Pedagogia e ainda assistentes de Inclusão Escolar que atuam no desenvolvimento de atividades auxiliares de caráter socioeducacionais.
Conheça os Núcleos de Apoio
- Núcleo de apoio pedagógico ao aluno com surdez (Naps) – objetivo é garantir o apoio pedagógico ao educando com surdez, de forma mais adequada possível às necessidades lingüísticas, educacionais e culturais. Acompanhamento dos alunos, orientação aos familiares e professores regentes tradutores intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
- Núcleo de deficiência física (DF) e paralisia cerebral (PC) - formado por equipe multi e interdisciplinar composta por fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, com finalidade de minorar as dificuldades encontradas por estes alunos e também pelos profissionais de educação, promovendo a interação no meio escolar, facilitando o processo de ensino e aprendizagem e, por fim, a inclusão.
- Núcleo de Produção Braille e tipos ampliados (NPBTA), constitui-se em um Centro de Referência da Reme na área da deficiência visual com equipamentos, tecnologias e recursos humanos especializados. É resultado do trabalho em conjunto entre a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (SEESP/MEC), do projeto CAP - Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual em parceria com a Associação Brasileira de Educadores de Deficientes Visuais (Abedev) e Prefeitura.
- Núcleo Municipal de Apoio Psicopedagógico (Numaps) - organizados em pólos sediados nas unidades escolares para subsidiar o atendimento educacional especializado acompanhado de forma sistemática e dinâmica, implementando orientações de apoio preventivo e interventivo.
- Núcleo de Apoio aos Centros de Educação Infantil - realiza atendimento especializado e orientações pedagógicas.
- Núcleo de Educação Profissional Inclusiva (DEE) - é o mediador de inserção da pessoa com deficiência não limitante ao mercado de trabalho.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Nova lei obriga diretor de escola a matricular autista

Gestores de escolas que se recusarem a matricular alunos com autismo serão punidos com multa e, em caso de reincidência, poderão perder o cargo. A regra integra a Política de Proteção dos Direitos de Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, sancionada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff.
"A lei representa um passo importante, mas, agora, tem de ser colocada em prática", afirmou a presidente da Associação Brasileira de Autismo, Marisa Furia Silva. O texto prevê a participação da sociedade em todas as etapas da política: desde a implementação até o controle da execução das ações.
Para Marisa, um dos maiores avanços do texto é deixar claro que o autista deve ser considerado como deficiente. "Até hoje, pessoas com transtorno estavam à margem do sistema de atenção", avalia.
Ela conta que em muitos casos havia dúvida se o tratamento deveria ser feito na área de saúde mental, se o autista deveria ter asseguradas todas as garantias previstas na política de pessoas deficientes. "Isso agora está resolvido", diz.
O mesmo ocorre com o acesso à educação. "Como todo cidadão, o autista deveria ter assegurado todo atendimento e assistência. Mas isso, muitas vezes, ficava apenas no papel, incluindo as vagas nas escolas."
A lei assegura a participação da comunidade na elaboração e no controle da política. As ações deverão ser feitas de forma intersetorial. "A ideia é criar estratégias dentro de várias áreas: saúde, educação, previdência", completa a presidente da associação.
A lei foi batizada de Berenice Piana, em homenagem à autora do projeto apresentado no Congresso, também mãe de autista. A ideia é assegurar, com a norma, acesso a ações e serviços de saúde, educação, ensino profissionalizante, moradia, mercado de trabalho, previdência e assistência social.
Diagnóstico precoce. Marisa considera essencial garantir o diagnóstico precoce da doença. "Há ainda muito o que melhorar", avalia. Ela observa que quanto melhor a qualidade da assistência, menor o gasto, tanto do governo quanto das famílias de autistas.
Outro ponto importante, completa, é a formulação de um sistema de tratamento para pacientes em todas as fases da vida: desde a infância até a terceira idade. "Quem vai cuidar do idoso autista? Os pais morrem, os irmãos possivelmente também já estarão na terceira idade. É preciso ações para crianças, para estudantes, jovens e idosos."
De acordo com o governo, para o cumprimento das diretrizes de saúde, educação e ensino profissionalizante, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Feliz 2013 para todos os nossos leitores

Aqui começa mais um ano com muitas novidades em materia de noticias, espero que vcs comentem.

Em Brasília, Central oferece Intérpretes de Libras para acompanhar pessoas com deficiência auditiva

A Central de Intérpretes de Libras, instalada na estação do metrô da quadra 114 sul, conhecida como Praça do Cidadão, em BrasíliaSite externo., tem facilitado a vida de pessoas com deficiência auditiva. O local funciona como ponto de apoio a pessoas que precisam se comunicar com ouvintes e falantes. Um dos principais serviços oferecidos no órgão é acompanhamento a bancos, fóruns, delegacias, hospitais, universidades, delegacias, consultórios médicos, reuniões e palestras, entre outros. O local funciona na de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Para receber atendimento, é preciso agendar pelos e-mails gecil.gdf@hotmail.com e gdf.cil@gmail.com (com webcam por meio da Língua Brasileira de Sinais), pelos telefones (61) 2104-1185 e 9298-7750, nas redes sociais da central, ou ainda pessoalmente. A equipe conta com cinco intérpretes, um assessor surdo, um auxiliar administrativo com conhecimentos básicos em Língua Brasileira dos Sinais e um gerente - também intérprete.
Os intérpretes também fazem, quando solicitados, a mediação da comunidade surda com órgãos públicos e concessionárias de serviços do GDF. A comunicação é feita sempre por meio da linguagem de sinais. O gerente da Central de Intérpretes de Libras do GDF, Alexandre Ferreira de Castro, explica que os agendamentos devem ser feitos com, no mínimo, dois dias de antecedência, salvo em casos de emergência. Assim, a escala dos intérpretes será organizada e haverá acompanhamento do carro que faz o transporte do intérprete e do solicitante até o local de atendimento.
A média é de 36 atendimentos por dia, entre externos e internos. Um projeto de descentralização da Central de Intérpretes de Libras do GDF prevê abertura de filiais nas cinco regiões com maior demanda e a implantação de tecnologia de intermediação por vídeo. Também existem planos de ampliar o atendimento para sábados e domingos e para tempo integral. A central é vinculada à Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania.
Autonomia
De acordo com dados do Censo Demográfico realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)Site externo. em 2010, no Distrito Federal existem mais de 82 mil pessoas com deficiência auditiva.
A intérprete Alessandra Maysa trabalha na central desde 2010. Ela atende, em média, 10 pessoas por dia. A especialista em Libras começou a aprender a Língua de Sinais quando estudou em uma escola com turmas especiais.
— Ajudar os outros é um trabalho muito gratificante. Você sai de casa feliz.

Viracopos ganha aparelhos para pessoas com deficiência

O diretor-presidente da Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (SP), Luiz Alberto Küster, recebeu hoje, no aeroporto de ViracoposSite externo., o secretário-adjunto do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Antônio Pellegrini. Participaram ainda da reunião, os diretores da Concessionária e o diretor técnico da Coordenadoria de Acessibilidade do Estado de São Paulo, Roque Eduardo Cruz.
No encontro com o secretário, Küster anunciou a compra de cinco cadeiras de rodas para atender pessoas com deficiência, que ficarão no balcão de informações do terminal de passageiros. O presidente da concessionária determinou também a compra de um ambulift – espécie de ônibus que tem um elevador, usado para mover do avião passageiros com dificuldades de locomoção. O equipamento deve ser adquirido neste semestre.
Outra ação é a criação de um local especial para que estes passageiros possam descer de veículos no acesso ao terminal do aeroporto. Mais um destaque da reunião foi a discussão sobre a adaptação dos banheiros do saguão.
“Temos que nos preocupar com as pessoas com deficiência, que devem ser tratadas com dignidade. Também procuramos fazer o treinamento adequado de funcionários para o atendimento de pessoas com deficiência”, conclui Küster.
Fonte: http://www.panrotas.com.br/Site externo.