Pessoas com deficiências, pessoas da terceira idade e aquelas que estiverem momentaneamente com problemas de mobilidade serão beneficiadas na cidade: Seropédica (RJ) acaba de lançar a cartilha para mobilidade urbana. O projeto é da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). E foi apresentado nesta terça-feira (29) no Auditório da Associação Comercial Industrial e Agropastoril de Seropédica (ACIAPS). A cartilha trata-se de um guia a ser seguido pelo poder público, empresários e moradores que forem fazer mudanças em suas calçadas. Segundo o secretário Executivo Davi Maciel, que participou da reunião representando o prefeito Alcir Fernando Martinazzo, afirmou que a próxima etapa é criar um projeto de lei de padronização das calçadas para ser enviado à Câmara de Vereadores. “Com a lei, todos terão que seguir as recomendações da cartilha. É importante que as calçadas sigam as normas que permitam a todos utilizarem com segurança, principalmente os que possuem dificuldades de se movimentarem”, disse. Segundo o arquiteto Alessandro Clementino, a cartilha permitirá também que a Prefeitura busque recursos junto aos órgãos públicos federais para fazer essas mudanças necessárias na cidade. “Com a cartilha e a aprovação da lei, Seropédica poderá requisitar do Ministério das Cidades fomento para obras que tornem as calçadas da cidade acessíveis a todos”, informou. Alessandro enfatizou a importância do projeto não só para pessoas com deficiências, mas também para aquelas com dificuldade momentânea de se locomover. “A gente quer mais estrutura. Queremos mostrar à população que é possível. Muitas pessoas não conseguem ir ao posto de saúde, bancos, mercados porque não tem o acesso correto. Algumas não têm autonomia para se locomover. O projeto não é apenas para as pessoas com deficiência, mas também para idosos, cadeirantes, carrinhos de bebê, e outros”, destacou De acordo com Luiz Gustavo Guimarães, representante da ABCP, a prefeitura está de parabéns. Muito bom o que está na cartilha e no projeto. “O pessoal focou, estão acreditando, pois é um instrumento legal para a cidade”, declarou. Fonte: http://noticias.sitedabaixada.com.br
sexta-feira, 8 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Rede varejista abre 40 vagas para pessoas com deficiência
Estão abertas as inscrições para o processo seletivo que selecionará 40 profissionais com deficiência para a rede varejista Pontofrio. Há vagas para auxiliares de estoque, vendedores e operadores de caixa para a capital paulista e Grande São Paulo. Para participar, é preciso ter ensino médio incompleto e disponibilidade de horário. Não é exigida experiência na função. Os currículos devem ser cadastrados no site www.vagas.com.br/pontofrio ou enviados para o e-mail diogo.oliveira@viavarejo.com.br. O cadastro está aberto até as vagas serem preenchidas.
Fonte: http://classificados1.folha.com.br/empregos
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Estreia do filme 'Hasta la vista' desafia o politicamente correto com pessoas com deficiência
Desafiar as boas maneiras do politicamente correto para fazer humor em cima da dificuldade de três jovens com deficiências — um cego, um paraplégico e um tetraplégico — em perder a virgindade é o grande desafio vencido pela comédia belga "Hasta la vista, venha como você é", de Geoffrey Enthoven. Que ninguém pense que a vida do trio principal é moleza. O roteiro de Pierre de Clercq não doura a pílula, mostrando em detalhes as restrições da vida cotidiana de cada um dos três marcantes protagonistas, o tetraplégico Philip (Robrecht Vanden Thoren), o deficiente visual Jozef (Tom Audenaert) e Lars (Gilles de Schrijver), que tem um tumor que o tornou paraplégico, além de provocar-lhe convulsões. Os rapazes são amigos e têm uma boa condição financeira que lhes permite, por exemplo, cultivar o gosto por vinhos. Mas, de todo modo, vivem numa espécie de redoma, hipercuidados pelos pais, o que torna sua vida amorosa praticamente impossível, ainda mais diante dos inevitáveis preconceitos que cercam sua aceitação pelas garotas. Além de sua própria timidez para aproximar-se delas. O mais saidinho do trio, Philip, decide que é hora de eles conhecerem o sexo, custe o que custar. E descobre que existe na Espanha um bordel moldado exatamente para atender às necessidades de pessoas como eles. Com um motorista especializado e uma van adaptada, eles vencem a resistência de seus pais para deixá-los viajar sozinhos, o que acontece pela primeira vez na vida. Na véspera da viagem, o motorista ideal cai fora e o sonho fica ameaçado. Por uma série de circunstâncias, eles acabam fazendo a viagem na marra, escondidos e contando com Claude (Isabelle de Hertogh), uma motorista substituta gordinha e enfezada. Um dos grande trunfos desta comédia delicada está em criar simpatia para seus protagonistas — inclusive Claude, que, começando na trupe sem dizer a que veio, consegue pouco a pouco impor-se no jogo, a princípio desigual, de piadinhas machistas, liderado por Philip. De origem proletária, Claude acaba sendo também um contraponto a certas manias de mauricinhos que afetam os rapazes, o que se torna motivo para algumas situações divertidas no cotidiano. Outro ponto de equilíbrio está no ritmo das peripécias, distribuídas ao longo do caminho. O mais difícil foi arriscar-se no desafio ao politicamente correto, inclusive na paródia que os protagonistas fazem o tempo todo das próprias deficiências e das dos outros. E aí reside o grande acerto do filme. (Por Neusa Barbosa, do Cineweb) Fonte: http://g1.globo.com
terça-feira, 5 de junho de 2012
Conheça os cinemas, teatros e museus mais acessíveis a deficientes em São Paulo
Altura de obras de arte em exposições e balcões de informação, intérpretes de libras, folheador eletrônico, informações em braile, maquetes táteis, guia especializados… A lista de adaptações para se tornar verdadeiramente acessível aos mais diversos públicos é imensa. Na cidade de São Paulo, 61 bibliotecas, três casas de espetáculos, 37 centros culturais, 11 cinemas de rua, 44 museus e 30 teatros possuem estrutura para receber pessoas com algum tipo de deficiência. É o que mostra o Guia de Acessibilidade Cultural. Para criar esse guia online foram avaliados 315 equipamentos. No final chegou-se a 186 estruturas adequadas a receber públicos com deficiências. A nova ferramenta foi criada pelo Instituto Mara Gabrilli, criado pela deputada federal. “Tem mais coisa do que eu imaginava”, diz Mara, mas pondera que ainda há muito a ser feito. A análise considerou não só os aspectos arquitetônicos, mas também os conteúdos e a disponibilidade de profissionais capacitados. O público-alvo do guia ultrapassa os mais de 1,5 milhão de paulistanos com algum tipo de deficiência. Segundo a deputada, “o guia pode ser muito útil também para idosos, grávidas, pessoas engessadas, mulheres com carrinho de bebê”. O site permite aos usuários fazer comentários e avaliações sobre os locais. “O guia é só o começo e queremos expandir para outras cidades de São Paulo e até outros estados”, diz Mara. Em setembro serão lançados aplicativos para iPhone e iPad. Já no primeiro semestre de 2013, equipamentos de todo o estado poderão solicitar sua inclusão. Em 2014, o site se tornará nacional. A compilação do guia acabou revelando um ranking com as 20 estruturas mais acessíveis. Conheça abaixo os locais mais acessíveis de cada categoria: Museus mais acessíveis Museu de Arte Moderna de São Paulo O MAM foi classificado como equipamento cultural mais acessível, em primeiro lugar com o Museu da Inclusão. Para a coordenadora de acessibilidade do museu, Daina Leyton, isso é fruto de um trabalho de dez anos. Em 2002 surgiu o Programa “Igual Diferente” que promove cursos regulares de diferentes modalidades artísticas. As inscrições são gratuitas e abertas ao público em geral. Além do programa, o museu é todo adaptado. Lá, seguranças e recepcionistas aprendem a falar na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e como conduzir e orientar corretamente deficientes visuais. O espaço conta também com intérprete de Libras, acervo em braile, áudio e vídeo guias, profissionais para receber deficientes intelectuais e arquitetura adequada para facilitar a mobilidade. Em julho, o MAM oferecerá o curso “Acessibilidade na Prática” voltado para arquitetos, engenheiros, designers, educadores e para quem mais quiser seguir o exemplo do museu. Nos encontros serão discutidas formas de implementar espaços mais acessíveis. “As pessoas pensam que acessibilidade é um anexo, que vem de fora, mas é possível manter o espaço e adaptá-lo melhor”, afirma a coordenadora. Memorial da Inclusão (empatado em 1º lugar no ranking) O Memorial da Inclusão, que fica dentro do Memorial da América Latina, ocupa também o primeiro lugar do ranking. Ele reúne fotografias, documentos, manuscritos, áudios, vídeos e referências aos personagens, às lutas e às várias iniciativas que viabilizaram conquistas e oportunidades às pessoas com deficiências. O local é o maior e o mais completo memorial das pessoas com deficiência da América Latina. Como não podia ser diferente, o local tem toda a estrutura necessária para receber diferentes tipos de deficiência física, como balcão de atendimento em altura ideal para cadeirante, informativo nos formatos braile, áudio e ampliado e intérprete de Libras. Centro cultural mais acessível SESC Itaquera (2º lugar no ranking) A estrutura da Zona Leste é a mais bem qualificada dentre os centros culturais. No SESC Itaquera, as obras estão dispostas em altura acessível e profissionais audiodescritores e guias-videntes estão a postos para ajudar. Alguns espetáculos da casa contam com intérprete de Libras em espetáculos e legenda closed caption. Além disso, podem ser agendadas visitas inclusivas. Biblioteca mais acessível Biblioteca São Paulo (13º lugar no ranking) Situada na Zona Norte da capital, a biblioteca dispõe, além de mobiliário especial para cadeirantes, de equipamentos para auxiliar a leitura de deficientes visuais (cegos ou pessoas com baixa visão): aparelhos com lupas possantes, computadores com leitores de tela, mouse ergonômico e mesas de altura regulável e adaptável. Merece destaque o Poet Scan, instrumento que escaneia páginas de livros, faz a leitura na velocidade desejada e escreve em braile. O local conta com funcionários capacitados para comunicar-se em Libras (Língua Brasileira de Sinais) para prestae assistência aos usuários. Sala de espetáculos mais acessível Salar São Paulo (14º lugar no ranking) O espaço tradicional de óperas e apresentações de música erudita afasta a ideia de que locais tombados não podem se tornar acessíveis. Reformada em 1999, a Sala São Paulo tornou-se uma das mais modernas e equipadas salas de concerto do mundo. Para contemplar o público deficiente possui intérprete de Libras, elevador com aviso e sinalização braile, acervo nos formatos digital, braile e áudio, além de profissionais guias-videntes. Seu estacionamento possui 16 vagas reservadas. Sala de cinema mais acessível Cinesesc (15º lugar no ranking) A sala de exibição do SESC oferece oito lugares reservados para cadeirantes com acompanhante ao lado, bilheteria acessível e sinalização para deslocamento às salas para deficientes visuais. De todas as salas da cidade, somente o CineSabesp oferece eventualmente legenda closed caption. Teatro mais acessível Teatro Alfa (17º lugar no ranking) O teatro possui 16 lugares para cadeirantes com acompanhante ao lado, além de elevador com botoeiras internas e externas. Há material informativo em áudio para deficientes visuais e profissionais guias-videntes. Algumas apresentações contam com legenda closed caption. *O Guia de Acessibilidade Cultural. Fonte: http://epocasaopaulo.globo.com (Por Marina Ribeiro)
sábado, 2 de junho de 2012
Candidatos com deficiência enfrentam dificuldades para fazer a inscrição no site do Enem
As pessoas com deficiência visual ou auditiva enfrentam algumas dificuldades ao tentar fazer a inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012 no site da organização. As inscrições tiveram início na última segunda-feira (28) e se estendem até o dia 15 de junho. De acordo com o auxiliar administrativo, Carlos Viana, 25, deficiente visual, o site não disponibiliza a opção para aumentar e diminuir o tamanho da letra e o programa que, geralmente é utilizado nos computadores das pessoas com deficiência, não consegue ler os botões para voltar e continuar no portal. "Pensei que conseguiria fazer a minha inscrição sozinho, mas não foi possível. Precisei chamar uma pessoa que enxergasse para poder me orientar e prosseguir com a inscrição", informa o auxiliar administrativo. Outra dificuldade relatada pelo candidato foi no momento de marcar a opção para prova especial. "Quando marquei essa opção, o cursor vai para o final da página e, para continuar com o processo, temos que ir para o início da página", explica Viana. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC), o site disponibilizado para a inscrição do Enem, realmente não possui nenhuma ferramenta de acessibilidade para os candidatos que apresentam deficiência visual e auditiva, mas informa que, no dia da prova, para esses alunos, é entregue material específico. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) disponibiliza ainda um passo a passo da inscrição pelo hotsite do Enem, onde estão disponíveis orientações de como deve ser preenchida cada uma das etapas da inscrição e dicas voltadas para o dia do exame. Entenda o exame As provas do Enem avaliam o desempenho dos alunos do ensino médio nacional cujas notas são usadas para o ingresso em algumas faculdades. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro. O valor da taxa de inscrição é de R$ 35 e pode ser insenta para os alunos que estejam cursando o 3º ano do ensino médio em escola pública ou mediante declaração de carência. Fonte: http://diariodonordeste.globo.com
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Comissão quer classificar crimes contra pessoas com deficiência como crimes contra os direitos humanos
A comissão de juristas instituída pelo presidente do Senado, José Sarney, para elaborar um anteprojeto de novo Código Penal decidiu nesta segunda-feira (21) sugerir a criação de um novo capítulo na lei penal para tratar os crimes contra pessoas com deficiência como crimes contra os direitos humanos. Segundo o relator, mesmo sendo o primeiro a receber status de norma constitucional no Brasil, o tratado não encontra aplicação prática por não ter sido incorporado ao Código Penal. – A doutrina brasileira entende que os tratados obrigam a tipificação dos crimes, mas não permitem a criminalização imediata. Então, a partir do tratado, os países que o celebram têm que adaptar a sua legislação interna aos seus comandos — disse Luiz Carlos Gonçalves. Crimes cibernéticos A comissão aprovou ainda a criação de um capítulo especial relacionado aos crimes da internet, baseado no projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada, porém com dispositivos mais abrangentes. — Criamos um capítulo especial relacionado aos crimes da internet, inclusive com definições penais. E, além disso, demos destaque, por exemplo, à conduta de falsa identidade, que já é crime, mas não a falsa identidade na internet, quando uma pessoa se faz passar por outra — explicou o relator. Outra alteração proposta pelos juristas foi com relação ao crime de interceptação telefônica, que foi tornado mais grave, tendo sua pena aumentada, especialmente quando o crime for praticado por meios que permitam a ampla divulgação da informação Fonte: Cenário MT
Novo tratamento ajuda ratos paralisados voltarem a anda
Cientistas europeus anunciaram nesta quinta-feira (31) ter descoberto uma forma de ajudar ratos paralisados aprenderem a andar de novo, graças a um tratamento que combina estímulo da medula espinhal e suporte robótico. Os ratos também demonstraram um aumento quatro vezes superior nas conexões entre o cérebro e a medula espinhal após o tratamento, segundo pesquisa de cientistas na Suíça e publicada na revista científica americana Science. A chave do sucesso da terapia foi conseguir fazer com que os ratos participassem de sua própria reabilitação, explicou o autor do estudo, Gregoire Courtine, presidente da Fundação Paraplégica Internacional (IRP) e diretor do departamento de tratamento de lesões na medula espinhal da Escola Politécnica Federal de Lausanne. Ver em tamanho maior Imagens do mês (maio/2012) Foto 62 de 63 - Cientistas europeus anunciaram uma forma de ajudar ratos paralisados aprenderem a andar de novo, graças a um tratamento que combina estímulo da medula espinhal e suporte robótico. Os ratos também demonstraram um aumento quatro vezes superior nas conexões entre o cérebro e a medula espinhal após o tratamento, segundo pesquisa de cientistas na Suíça e publicada na revista científica americana Science Ecole Polytechnique Federale de Lausanne/AP "No começo, o animal se esforça e é muito difícil", explicou à AFP. "Então, acontece pela primeira vez e o animal fica surpreso. Ele olha para você: 'Uau. Eu andei!'", relatou. O tratamento combina estímulo eletroquímico da medula espinhal, imitando os sinais que o cérebro normalmente envia para dar início ao movimento dos membros, e um equipamento de reabilitação que ajuda os ratos a se levantarem. Os roedores conseguiram ficar em duas patas com a ajuda de uma armadura robótica que, embora não os faça se mover para frente, os estabiliza, evitando que saiam andando de lado, de forma que possam caminhar sem cair. Uma recompensa de chocolate foi colocada diante deles. Logo, os animais conseguiram dar alguns passos e entre duas a três semanas, à medida que suas habilidades aumentaram, os ratos voluntariamente subiram escadas, desviaram de obstáculos e até mesmo correram. "Tivemos um percentual muito elevado de sucesso com estes animais. Sempre observamos, em todos os animais que tratamos, a recuperação do movimento voluntário", disse Courtine, acrescentando que mais de 100 ratos de laboratório foram testados. Referindo-se aos resultados da pesquisa, destacou: "Em alguns animais foi fraco, em outros foi espetacular". Um tratamento similar foi testado em um indivíduo humano, um americano na casa dos 20 anos chamado Rob Summers, que ficou paralisado da cintura para baixo em um acidente de carro, e cujos progressos foram tema de um artigo publicado no ano passado na revista científica britânica The Lancet. O estudo de caso forneceu a primeira prova de que estes tratamentos podem ajudar a restaurar o movimento voluntário em humanos. Courtine disse que espera começar os testes em humanos usando a técnica de sua equipe nos próximos dois anos.
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