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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Deficientes visuais encenam Paixão de Cristo nas ruas de Fortaleza

Um grupo de 53 deficientes visuais encenou a Paixão de Cristo na tarde desta terça-feira (3) pelas ruas de Fortaleza. O espetáculo começou a ser interpretado há 15 anos como atividade da Sociedade de Assistência aos Cegos (SAC) e, atualmente, é um dos momentos mais esperados pelos alunos da instituição e por espectadores do Bairro Monte Castelo, zona norte da cidade.

“É gratificante sentir que a gente está contando a história de Jesus e está passando emoção para as pessoas”, conta Márcio Wanderson do Nascimento, 20 anos, que interpreta Jesus Cristo pela primeira vez neste ano depois de se destacar em espetáculos passados. Mesmo com a visão parcial, o protagonista diz que não teve nenhuma dificuldade para percorrer as ruas durante as 14 estações da Via Sacra e carregar a cruz de madeira na Avenida Bezerra de Menezes, uma das mais movimentadas de Fortaleza.

Mensagem
Antes de Márcio Wanderson assumir o papel, o professor de informática da SAC, Paulo Roberto Cândido de Oliveira, interpretava Jesus desde 2007, ano em que a encenação passou a ser feita nas ruas ao redor da instituição. “Por sair do padrão, a mensagem da Paixão de Cristo é muito mais forte. Mostramos que todas as pessoas são iguais e podem construir seu próprio caminho”, afirma o professor de 51 anos formado em engenharia elétrica e com baixa visão.

A encenação nesta terça-feira (3) durou 45 minutos e foi audiodescritiva para que os atores e espectadores com deficiência visual compreendessem cada estação da Via Sacra. De acordo com a coordenadora pedagógica da SAC, Rutilene Sousa, os alunos vinham se dedicando há mais de um mês para a apresentação. Nos primeiros anos, a coordenadora lembra que os participantes tinham de ser escolhidos e que o figurino era emprestado das igrejas.

“Hoje, os alunos pedem para fazer parte da encenação e já temos nossas roupas. Com essas atividades, a gente consegue resgatar a autoestima e eles acabam percebendo que podem muito mais”, diz. A SAC foi fundada em 1942 e, atualmente, atende 256 alunos com deficiência visual de três anos a 83 anos do Ceará.

Fonte: http://g1.globo.com/ceara/

Fotógrafa que nasceu cega registra uma imagem por dia

A fotógrafa americana Amy Hildebrand nasceu cega por causa do albinismo. Na infância e na adolescência, ela passou por tratamentos médicos e passou a enxergar algumas cores, formas e sombras. Apesar das limitações de sua visão, Amy optou por se graduar em fotografia.

Em 2009, a fotógrafa iniciou um projeto de publicar mil fotos em mil dias no blog With Little Sound (em inglês). A cada 30 dias, ela escreve um pequeno texto no site.

'Eu quero me refletir como uma só pessoa; alguém que vai crescer, ter filhos, envelhecer e morrer. Nem todos os meus dias serão bons, nem todas as minhas fotos serão boas, mas elas irão me refletir', Amy escreveu em um dos textos do blog.

'Para mim, o período mais dificil de fotografar foi quando meu padastro foi diagnosticado com câncer terminal. Mas, depois de sua morte, tentei ser o mais positiva possível', disse à BBC Brasil.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/

Cegos e cadeirantes enfrentam ‘maratona de obstáculos’ em SP

Vicente Aparecido caminha diariamente, e com cautela, pelas ruas e avenidas do bairro Vila Remo, na Zona Sul de São Paulo. Como a maioria dos pedestres, ele se irrita com os obstáculos encontrados pelo caminho, como buracos, lixo e fezes de cães. Por ser cego, o homem de 38 anos considera um verdadeiro desafio andar pela região, principalmente pela Estrada do M’Boi Mirim.

Na via, a principal e mais movimentada do bairro, os perigos são constantes. Enquanto agita rente ao chão e de um lado para o outro sua bengala, ele logo encontra lixo e entulho no meio da calçada. Para superar o obstáculo, se aproxima da rua. “Coisas assim são arriscadas. Eu fico muito perto dos carros e posso ser atropelado”, disse, enquanto caminhava a centímetros do meio-fio.

Aparecido é apenas um dos cerca de 1,35 milhão de pessoas com algum tipo de deficiência que vivem na capital paulista. O número corresponde a 12% da população paulistana, segundo a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Os que mais sofrem são os cadeirantes e os cegos. Enquanto os primeiros precisam muitas vezes mudar o trajeto por conta de obstáculos como entulho no meio da calçada ou buracos, os deficientes visuais dependem da boa vontade de outras pessoas para caminhar.

Atravessar uma movimentada via como a Estrada do M’Boi Mirim, por exemplo, tarefa arriscada até para quem enxerga, torna-se algo quase suicida para pessoas como Aparecido. “Você também depende de ajuda para pegar ônibus e para descer no ponto certo. O pessoal do bairro é bem legal comigo. Mas também não tenho vergonha de pedir ajuda”, disse.

Uma medida paliativa e necessária é a instalação de mais semáforos sonoros pela cidade. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), apenas um dos 6.146 cruzamentos com semáforos existentes em São Paulo conta com esse equipamento especial. Em fase de testes, ele está situado na Rua Conselheiro Brotero, na Barra Funda, Zona Oeste. De acordo com a CET, a rua foi escolhida para abrigá-lo por ficar próximo à Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual (Laramara).

Especialistas ouvidos pelo G1 disseram, no entanto, que isso não garante a segurança dos cegos, pois há sempre a possibilidade de um “apressadinho” desrespeitar as regras de trânsito e parar em cima da faixa de pedestre ou, situação pior, ultrapassar o sinal vermelho. “A falta de educação, que para a gente que enxerga é ruim, para eles é impraticável”, disse a ortoptista (especialista em distúrbios visuais) Eliana Cunha Lima, gerente de serviços especializados da Fundação Dorina Nowill. “Na correria, esbarram e quebram bengalas sem querer. Ainda há muito para desenvolver.”

Até quem tem boa vontade precisa tomar cuidado para não prejudicar o deficiente visual. “Cego não é surdo. As pessoas chegam berrando para conversar com a gente”, disse Aparecido. “E quando alguém quer ajudar, à vezes vem pegando no braço. O deficiente visual não vê que tem alguém se aproximando. Quando a pessoa chega, pega no meu braço, eu acabo levando susto.” Apesar dessas ações atrapalhadas, ele disse apreciar o auxílio recebido. “Costumo dizer que não tem gente ruim. O que tem no mundo é gente despreparada.”

A abordagem ideal é simples. “Não precisa berrar nem pegar no braço. Basta perguntar se preciso de ajuda. Eu respondo que sim e peço para pegar no braço dela, não o contrário. Assim eu fico mais seguro”, afirmou Aparecido. “O pior é quando a pessoa já pega no braço e sai andando. Assim eu me sinto muito inseguro.”

Mas o que mais Aparecido teme dentre todos os obstáculos existentes são os orelhões. “A gente não consegue localizar com a bengala. Eu já acabei entrando no orelhão. Às vezes a gente se machuca”, afirmou o homem, que por causa de um glaucoma, começou a perder a visão aos 16 anos e ficou totalmente cego no começo de 2011.

A melhor solução apontada é a instalação de pisos táteis ao redor do orelhão – como ocorre em todos os equipamentos instalados na Avenida Paulista. Os pisos táteis são facilmente identificáveis pela cor amarelada e pelo formato: tracejado (direcional, que serve para indicar o caminho do deficiente) ou pontilhados (para alertar a respeito de obstáculos como rampas e degraus).

“Quem deve fazer isso é o munícipe, desde que o orelhão esteja em sua calçada, ou a Prefeitura, quando ela reforma toda a calçada”, disse a arquiteta cadeirante Silvana Cambiaghi, secretária-executiva da Comissão Permanente de Acessibilidade da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Além da Paulista, a secretária citou como exemplo de via adequada aos deficientes a Avenida Brigadeiro Faria Lima. Na reforma que atualmente é feita em suas calçadas, a Prefeitura instalou pisos táteis em toda sua extensão

Mobilidade
Quem também sofre com os costumeiros buracos nas calçadas e outras barreiras é o remador Luciano Luna de Oliveira, de 34 anos. Cadeirante desde os 17 anos, quando foi baleado na porta da escola em que estudava, na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, o atleta chega a se irritar ao circular pela Vila Mariana, na Zona Sul da capital.

Mesmo no bairro de classe média, os problemas nas vias são semelhantes aos encontrados na periferia: degraus, buracos, árvores e postes no meio do passeio. Todos esses obstáculos aumentam a probabilidade de acidentes.

“Temos muitos relatos de queda. Pessoa que caiu em um buraco, ou que teve o andador ou a muleta chutado. De paciente que se assustou com carro quando atravessava a rua e que caiu por isso”, disse a fisioterapeuta Clarissa Barros, supervisora do setor de fisioterapia de adultos da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) central, também situada na Vila Mariana.

Oliveira disse já ter perdido a conta de quantas vezes caiu na rua. Fora os machucados, o que mais o incomoda são os danos que sua cadeira de rodas sofre nesses acidentes. “Já perdi muitas cadeiras por causa de buraco. Às vezes a cadeira não dura nem um ano”, disse. O prejuízo é grande. “A que eu uso atualmente, esportiva, custa R$ 3 mil. Mas tem uns modelos que valem uns R$ 4 mil, R$ 5 mil.”

As condições em que se encontram as calçadas, segundo a supervisora da AACD, acabam minando o entusiasmo dos deficientes. “Muitas vezes nós reabilitamos o paciente aqui na instituição, ele sai conseguindo se locomover, mas acaba ficando limitado, não saindo muito, não se socializando, porque tem receio do que vai encontrar na rua.”

De acordo com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, a responsabilidade pela construção e manutenção das calçadas é do proprietário e do locatário do imóvel. A largura mínima para garantir a passagem das pessoas deve ser de 1,20 metro. Quem descumpre a norma pode receber multa de R$ 300 por metro linear (o dono de uma loja que tem calçada danificada de 20 metros de extensão, por exemplo, receberá multa de R$ 6 mil).

Balcões
Além dos problemas nas vias já citados, os deficientes sofrem com balcões muito altos, portas de lojas estreitas que impossibilitam a passagem de uma cadeira de rodas e escadas em frente a estabelecimentos. Outro fator que os desestimula são as adaptações (muitas vezes malfeitas) em estabelecimentos como cinemas, teatros e bares, que geralmente separam os piores lugares para deficientes físicos. “Parece que as pessoas que fazem a adaptação não entendem exatamente as necessidades da nossa população”, disse a especialista.

Mas o que realmente tira do sério o atleta Oliveira é quando pessoas sem nenhuma deficiência utilizam espaços reservados a quem tem alguma dificuldade de locomoção. “Banheiro público é outro problema. Muitas vezes os adaptados estão ocupados. Então eu prefiro fazer as necessidades antes de sair de casa”, afirmou. Dono de um veículo adaptado, ele disse que é comum encontrar vagas especiais ocupadas em shoppings e supermercados. “Às vezes você vai estacionar e o cara para na vaga e sai andando do carro, sem nenhuma deficiência. Os caras não se ligam.”

Essa falta de consciência em relação às deficiências alheias, na opinião da fisioterapeuta Clarissa, decorre principalmente do desconhecimento das dificuldades enfrentadas. “As pessoas muitas vezes não conhecem as limitações físicas e isso faz com que elas não as respeitem. Isso [conhecimento das deficiências] devia vir desde a educação dentro de casa, nas escolas, e das leis que deveriam ser mais seguidas e mais rígidas.”

Transporte
Se a locomoção nas calçadas é complicada, a situação nos ônibus da capital, segundo os especialistas e os deficientes, não é tão diferente. O problema maior não é a quantidade de veículos adaptados - de acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), dos mais de 15 mil ônibus da cidade, 7.662 são acessíveis (o que corresponde a cerca de 51% da frota) -, mas a qualidade do serviço.

O cego Aparecido disse que, sempre que entra num coletivo, é auxiliado para sentar nos assentos reservados a deficientes e idosos. O problema ocorre quando ele precisa descer. Além da lotação acima da média, que dificulta sua locomoção no interior do veículo, motoristas geralmente param distantes dos pontos. “Para quem enxerga tanto faz se ele para a alguns metros da calçada ou fora do ponto, mas para mim isso dificulta muito.”

Quem tem dificuldade em se locomover também sofre, principalmente com os solavancos e as freadas bruscas. “Uma vez quase caí no ônibus. Se eu não me segurasse, teria caído”, contou Oliveira. Dependendo do horário – e da boa vontade do motorista e do cobrador –, ele acaba sem auxílio para amarrar sua cadeira ao espaço reservado aos cadeirantes.

Já as composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô recebem vários elogios. “Os deficientes têm assessoria maior no metrô e nos trens, com auxílio de funcionários”, disse a ortoptista Eliana.

Aparecido gosta dos serviços prestados pelos metroferroviários. Sempre que chega a uma estação, ele aguarda um funcionário levá-lo a uma plataforma até que uma composição chegue. Dentro do vagão, senta-se nos assentos preferenciais e se levanta assim que ouve o condutor anunciar a estação onde irá descer. “Quando eu saio, já tem outro funcionário me esperando para levar para a saída da estação. Eles são bem organizados.”

Fonte: http://g1.globo.com/ (Paulo Toledo Piza)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Manual de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down é definido pelo governo

O Diário Oficial da União publica nesta quarta-feira - Dia Mundial da Síndrome de Down - um anexo que define o Manual de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down. Os detalhes contidos no texto serão publicados no site do Ministério da Saúde. No Brasil há cerca de 4,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o manual, o governo espera esclarecer dúvidas e colocar à disposição do público informações detalhadas sobre como proceder quanto ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas com deficiência. O texto da cartilha foi elaborada com o apoio do Sistema Único de Saúde (SUS), que forneceu dados sobre o atendimento e a qualificação de profissionais e equipes públicas.

Em comemoração à data de hoje, o Senado promove sessão especial. É a primeira vez que o dia será celebrado em 193 países, após a aprovação de uma moção apresentada pelo Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU).

A sessão no Congresso será comandada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e deve contar com a presença dos ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Alexandre Padilha (Saúde). No ano passado, a presidenta Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional da Pessoa com Deficiência – Viver Sem Limite. O objetivo é proporcionar autonomia e inclusão social aos por tadores de deficiência.

Fonte: http://www.pernambuco.com

Porto Alegre vai ganhar 85 táxis adaptados para cadeirantes

O temporal que caiu em Porto Alegre (RS) nessa quarta-feira provocou um debate se o número de táxis circulando na Capital é suficiente para atender a demanda, já que pedestres reclamaram que os veículos "sumiram" das ruas ontem. A única certeza é que a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) vai lançar concurso público para o preenchimento de 85 novas placas de carros adaptados para o transporte de cadeirantes.

A frota de táxis em Porto Alegre é de 3.921 automóveis. O número de permissionários supera os 10 mil. De acordo com o presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari, o total de carros está acima do recomendado por parâmetros internacionais. “O recomendado é um táxi por mil habitantes. Porto Alegre possui um para 360 habitantes. Portanto cerca de mil automóveis poderiam ser retirados sem prejuízo”, disse.

Conforme Nozari, em situações excepcionais como o temporal registrado na quarta-feira e nos horários de pico, o problema está na mobilidade urbana. “Atualmente, o taxista consegue fazer somente uma corrida em um período de 60 minutos, contra três há tempos atrás. A população cresceu, existe uma frota imensa de veículos particulares e a malha viária é praticamente a mesma em 60 anos”, afirmou.

Para o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, o atual número atende bem a demanda. “A Capital tem uma das mais altas taxas de ocupação do Brasil, mesmo assim opera abaixo da capacidade em dias normais e com boa ocupação nos horários de pico, que totalizam menos de quatro horas”, explicou. “Na chuva de quarta-feira 85% da frota estava em operação”, completou. Cappellari frisou que as 85 novas placas são para reposição de licenças cassadas. Ele ponderou que mais veículos podem prejudicar o trânsito e a qualidade do serviço.

“O Rio de Janeiro tem um táxi para 177 habitantes. O resultado é que a qualidade do serviço caiu. Os passageiros podem negociar o valor das corridas fora da tabela, diminuindo o ganho dos permissionários”, ponderou.

Do outro lado, o vereador Adeli Sell tem convicção de que a cidade pode ter a frota aumentada. “Projetos como o Balada Segura e a redução do consumo de álcool são exemplos de como a demanda por táxis pode aumentar”, justificou o vereador que, e há três semanas, iniciou uma mobilização para que Porto Alegre tenha pelo menos mais 500 táxis. “Recebo uma enxurrada de e-mails com reclamações sobre o tema”, observou.

A presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidores do Rio Grande do Sul, Edy Mussoi, reforçou a necessidade de aumento de carros. “Fiquei mais de 30 minutos tentando falar com uma operadora de tele-táxi e desisti. Peguei dois ônibus.

Projeto prevê circulação de táxis em corredores de ônibus na Capital

Tramita na Câmara Municipal projeto do vereador Mauro Pinheiro que permite a circulação de táxis dentro dos corredores de ônibus de Porto Alegre nos horários de pico. Na avaliação da Associação dos Permissionários Autônomos de Táxi de Porto Alegre (Aspertáxi), o projeto vai facilitar o trabalho da categoria, permitindo a escolha de trajetos menos congestionados.

De acordo com a proposição, a permissão valerá em dias úteis, das 7h às 8h e das 18h às 19h30, desde que o veículo transporte passageiro. Fica proibido o embarque ou desembarque de passageiros em trechos do corredor de ônibus. Pinheiro argumentou que o uso dos corredores não é obrigatório. “O taxista vai escolher o trajeto que lhe parecer mais desimpedido. A intenção é proporcionar conforto ao usuário e maior circulação da frota de táxis”, salientou. O projeto determina período experimental de três meses, para avaliação da prefeitura e eventuais alterações.

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br

A Apae Salvador abre exposição “A arte de ser diferente” no Pelourinho

A Apae Salvador apresentou na sexta-feira (16/03), às 16h, a exposição a “Arte de ser diferente”, no Museu Udo Knoff de Cerâmica e Azulejaria (Rua Frei Vicente, nº 3 – Pelourinho). A mostra reúne quadros e objetos confeccionados com papel reciclado utilizando a técnica do mosaico. Segundo a professora Cleonice Oliveira, que orientou o grupo formado 27 aprendizes do Centro de Formação e Acompanhamento Profissional (Cefap), a exposição surgiu como resultado do Projeto Reciclando com Arte e Cidadania, onde foram trabalhados temas ligados a educação ambiental.

A professora Cleonice explicou que entre os ganhos conquistados pelos jovens artistas com o projeto estão a percepção visual e sensorial, o espírito coletivo, ampliação da capacidade criativa das redes neuronais, capacidade de concentração e autoestima. “É fantástico ver o que antes era lixo virar arte”, afirma contente Cleonice.

Dividida em quatro categorias temáticas a exposição “A arte de ser diferente” apresenta ao público a flora, representando a beleza do meio ambiente; a fauna que ilustra a vida selvagem; a infância que simboliza a necessidade de educar as futuras gerações para a sustentabilidade e a cultura afro representando a descendência e a influência africana no cotidiano dos baianos.

Entusiasmada com o resultado do projeto a aprendiz Débora Calheiros, uma das artistas da exposição, falou da alegria de participar da oficina de reciclagem “Eu gostei muito de fazer as colagens dos quadros e dos objetos. Eu procurei inspiração nas borboletas para criar o quadro. Borboleta Vermelha”, conta.

Já a aprendiz Crispiniana Nogueira destacou as práticas empreendedoras adquiridas durante o projeto com a possibilidade de incremento da renda com a criação de objetos e utensílios, utilizando material reciclado. “O que eu mais gostei de fazer foram os quadros e os porta-lápis”, explica.

Serviço:
O quê? Exposição A arte de ser diferente
Quando: De 17 de março a 17 de maio
Onde: Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica
Entrada gratuita a exposição pode ser conferida de terça a sexta-feira das 10h às 18h, sábado, domingo e feriado das 13 às 17h.

Fonte: http://www.apaesalvador.org.br

Dia Mundial do Autismo