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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

'Disciplina garantiu a vaga dele no vestibular', diz mãe de jovem com síndrome de Down aprovado na UFG

Primeiro candidato com síndrome de Down aprovado no vestibular da UFG (Universidade Federal de Goiás), o estudante Kallil Assis Tavares, de 21 anos, pegou a família de surpresa quando saiu o resultado do processo seletivo. Para a mãe do vestibulando, a pedagoga Eunice Tavares, a dedicação com os estudos foi um dos fatores que fez a diferença.

"Ele sempre foi um aluno muito disciplinado, mas as notas dele não eram as melhores. Tanto que a sua colocação no vestibular foi a última. Ele tirava o suficiente para passar", explica.

Eunice conta que a aprovação de Kallil no vestibular foi um processo natural. Ele frequentou um colégio regular durante o ensino médio e assistia às aulas todos os dias de manhã e três vezes por semana também durante o período da tarde. Nos outros dias da semana, ele fazia apenas as lições de casa. "Ele decidiu sozinho que iria prestar o vestibular e escolheu o curso. A gente não planejou, não forçou nada. Então ficamos muito felizes, surpresos e até assustados. A gente não pensou que ele seria aprovado. É difícil passar em uma universidade federal", conta.

O jovem de Jataí, no interior de Goiás, concorreu ao vestibular este ano pela primeira vez. Ele não participou de nenhum programa de cota e foi aprovado na primeira chamada de 2012, para o curso de geografia.

Por ter necessidades educacionais especiais, ele teve o direito de ter a prova lida por um assistente de vestibular e também recebeu um caderno de questões com letras maiores, que facilitam a leitura por quem tem baixa visão.

Kallil também teve uma hora a mais que os outros candidatos para terminar a prova, mas não precisou usar o tempo extra.

Apoio e paciência

Para Eunice, o apoio da família e da escola foram fundamentais na educação do filho. Kallil estudou durante dois anos da educação básica em uma escola para surdos mudos, única do tipo na cidade, que também recebia alunos com outros tipos de deficiência.

"Ele não chegou onde ele está sem apoio. Tem família que pensa que não adianta investir, que é um caso perdido. É limitado? É. É diferente dos outros? É. Mas ele tem a condição dele", explica.

Na escola, ela conta que o filho contou com a ajuda de professores e diretores, sem que passassem “a mão na cabeça”. Muitas vezes, o tempo de avaliação de Kallil era maior que a de outros alunos.

"Ele pode fazer tudo que quiser dentro do limite dele. Eles [jovens com a síndrome] são mais dependentes, mas têm capacidade de desenvolver qualquer trabalho. Eles têm o tempo deles e a escola tem um papel fundamental nisso", afirma.

Kallil vai estudar no campus da universidade que fica na mesma cidade, a quatro quadras da casa onde mora com o pai, a mãe e a irmã mais velha. Depois de entrar na faculdade, ele pretende tirar a carteira de motorista, mas a família prefere não fazer planos para o futuro.

"A gente vai deixando as coisas acontecerem e damos apoio no que ele precisa. Não planejamos que ele iria até o oitavo ano, nem que ele terminaria o ensino médio. As coisas foram acontecendo", aponta.

Fonte: http://noticias.r7.com/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Audiencia Publica



‘Balança, mas não cai’ arrasta multidão de deficientes (ALAGOAS)

Nosso bloco é pura alegria, é pura diversão, não existe preconceito, somos todos irmãos”. Foi ao som dessa marchinha de carnaval que centenas de deficientes físicos, acompanhados de parentes, amigos e funcionários da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), desfilaram por várias ruas do bairro do Farol, na tarde desta quinta-feira (16). O ‘Balança, mas não cai’ já existe há oito anos e não deixou ninguém parado.

O bloco levou às ruas duas bandas de frevo, da Polícia Militar e da Massagueira, e permitiu que os pacientes atendidos pela Adefal pudessem ter uma tarde regada a muita alegria. ‘Minha filha passou a semana inteira falando nesse desfile. É claro que eu tinha que trazê-la”, disse Rosane Gomes, que levou a pequena Beatriz para participar da festa.

Durante o trajeto percorrido pelo bloco, desfilaram o rei Momo, a rainha do carnaval e centenas de pacientes que fizeram questão de vestir, literalmente, a camisa do ‘Balança, mas não cai’.

E, entre os foliões, estavam também as alas infantis, de atletas, cadeirantes, dos funcionários dos pacientes e amigos da Adefal.

Tradição há oito anos

De acordo com o presidente da Adefal, Luiz Carlos Santana, agora em 2012 completou oito anos que o bloco invade as ruas do bairro do Farol. A ideia começou com o ex-deputado federal Gerônimo. “Há quatro anos eu estou à frente da Adefal e nunca pensei na possibilidade de acabar com o desfile. O bloco é lindo, permite diversão não só aos pacientes, mas, também, a todas as pessoas que se envolvem com eles. E o objetivo é ampliar a festa. Em 2013 queremos levar o ‘Balança, mas na cai’ para o Jaraguá Folia”, disse o presidente.

No AM, deficientes visuais recebem 'telelupas' avaliadas em mil reais

Ao todo, dez aparelhos foram entregues. Equipamento auxiliará deficientes visuais parciais.

Usuários da rede estadual de saúde inscritos no Programa de Atenção Integral ao Deficiente (Paid), da Policlínica Codajás em Manaus receberam nesta terça-feira (14) dez telelupas, que são equipamentos que auxiliam deficientes visuais parciais.


A previsão do Paid é de que até o fim do ano outros equipamentos sejam cedidos para pacientes com deficiência visual parcial ou total, como óculos, próteses oculares e bengala antenada articulada.

De acordo com a assistente social Ana Cristina Bastos, responsável pelo módulo ocular do Paid, o valor médio fica em torno de R$ 850 à R$ 1.000, dependendo do alcance e das especificações do item.

Paid
O Programa funciona na sede da Policlínica Codajás, no bairro Cachoeirinha, na Zona Sul de Manaus das 07h às 17h. Para ter acesso ao Paid é necessário apresentar original e cópia dos documentos de identidade ou registro de nascimento, CPF, cartão SUS, comprovante de residência e a receita médica, acrescida do Código Internacional de Doença (CID).

Língua Brasileira de Sinais aproxima médicos e comunidade do AM

No seu dia a dia, a médica da Família Nayra Almeida da Silva, 30, está acostumada a lidar com toda sorte de situações. Seja realizando atendimentos domiciliares ou no ambulatório do Módulo de Saúde da Família Josephina Melo, onde trabalha no Jorge Teixeira 2, Zona Leste, ela repassa aos seus pacientes orientações e aconselhamentos importantes sobre higiene, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis, pré-natal, tendo sempre a fala como principal instrumento de trabalho. Mas, desde o ano passado, a médica passou a se valer de mais uma ferramenta de comunicação: a Libras (Língua Brasileira de Sinais), por meio da qual passou a estreitar o relacionamento com os deficientes auditivos da comunidade.

A médica explica que, na sua atividade, a proximidade com os moradores do bairro é muito maior do que a de outras categorias de profissionais. “Lido muito de perto com a realidade da comunidade, seus anseios e receios, e um dos requisitos básicos para que o trabalho surta o efeito desejado é adquirir a confiança das famílias, e a Libras acabou se tornando uma ferramenta a mais nesse processo”, avalia Nayara, que atua há três anos como médica do Programa Estratégico de Saúde da Família, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Nayara é uma das 104 profissionais da rede básica, entre médicos, assistentes sociais, psicólogos, técnicos de enfermagem e atendentes, capacitados na lingua dos surdo-mudos. Segundo ela, mesmo que tenha sido um curso básico, ter aprendido a dirigir um cumprimento, perguntar o nome, ou simplesmente se apresentar e dar as boas vindas a um portador de surdez faz toda a diferença. “Os deficientes auditivos antes quase não olhavam pra gente, e pouco vinham à unidade porque havia uma distância que os separava dos demais”, explica a médica, que hoje atende a dez deficientes auditivos residentes na micro-área do Módulo da Saúde Josephina de Melo, com aproximadamente 4,5 mil habitantes. Ela acredita que o número de deficientes auditivos seja bem maior no universo de moradores local.

Selo Identificador

A coordenadora do Programa de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, da Semsa, Daiane Barbosa, explica que para melhorar o acesso de deficientes auditivos foi criado um selo que identifica a existência de profissionais capacitados em Libras no local. O selo fica em local visível e hoje está em 39 das 273 unidades da rede básica municipal. “Nosso maior desafio é ampliar o número de unidades e fazer com que em cada uma das nossas unidades de saúde tenhamos pelo menos um profissional capacitado em Libras”, afirma Daiane.

Segundo ela, a opção pela capacitação em Libras foi uma reivindicação dos próprios pacientes surdo-mudos. “Quando desenvolvemos o Plano Municipal de Assistência à Saúde da Pessoa com Deficiência, decidimos priorizar as ações voltadas para os portadores de deficiência auditiva por entendermos que, quando se falava em acessibilidade, sempre se pensava primeiro no deficiente físico e se deixava de lado os outros tipos de deficiência”.

Bloco do Me Deixa a Vontade 20 anos de folia

No aniversário dos 20 anos do bloco Me Deixa a Vontade à comemoração foi na Avenida para homenagear o Amado Jorge. E quem comandou a festa foi o cantor Carlos Pitta e a convidada Jaqueline Damasceno. Amanhã tem mais desfile, as 19h, no mesmo circuito, a atração convidada será Gerônimo.
Maria Luiza, presidente do bloco, se divertiu muito compartilhando da folia com os associados que deram um show de curtição na avenida. Para Luiza, o aniversário do bloco é uma excelente oportunidade para prestigiar Jorge Amado, “Nós estamos lembrando a nossa Tieta, Regina Dourado, que já foi madrinha do bloco “E promete: “amanhã tem muito mais, vamos arrebentar nesse carnaval”, completa.
Muitos cadeirantes e portadores de necessidades especiais curtiram a festa em pleno clima de descontração. A senhora Maria da Paixão, mãe de Robertinho Santos, relata que esse é o 5º ano que traz o filho para brincar na folia, “Quando chega o carnaval ele fica entusiasmado para vir logo se divertir também na festa. E amanhã voltaremos para a grande alegria dele”, conta ela satisfeita.

Se as grandes atrações se concentraram no Circuito Dodô (Barra-Ondina), no Circuito Osmar (Campo Grande), nesta sexta-feira (17), não faltou espaço para que o bloco “Me Deixe à Vontade” desfilasse sua animação com centenas de portadores de necessidades especiais. “Tem gente com duas pernas e fica em casa de corpo mole. eu com uma só estou aqui numa alegria só”, disse Rita Cristina Oliveira, de 52 anos, que foi com o filho. Já Evandro Serra, que é deficiente visual, conta que desde 1997 que desfila com a ajuda de um guia. “Acho super legal essa diversidade”, afirmou.

HOLOS BAHIA

Propondo fazer o diferencial em Salvador, uma cidade sem estrutura apta em acessibilidade, a Holos chega para proporcionar a integração e inclusão das pessoas portadoras de deficiências em uma sociedade mais igualitária, tornando suas rotinas mais flexíveis e, desse modo, desfrutar de alguns prazeres antes inacessíveis.

Com o ideal de liberdade, possibilitamos aos nossos clientes exercer o seu direito de ir e vir, superando obstáculos como a dependência. Oferecemos serviços e produtos ligados à acessibilidade, que facilitam a vida da pessoa com mobilidade reduzida e do seu cuidador.

Propondo inovação, a Holos se faz presente no mercado de transportes adaptados, acompanhando o seu cliente da simples ida ao médico, às grandes excursões, buscando com plenitude seu desenvolvimento pessoal.

Como central de mobilidade, realiza a adaptação de veículos, tudo com moderna tecnologia, além de dispor de equipamentos ortopédicos, tais como cadeiras de rodas, muletas, órteses, dentre outros materiais mais recentes e conceituados no mercado.