Mais de 200 pessoas vestidas de azul participaram neste sábado, 2, de um abraço no Farol da Barra em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Além de marcar a data, a intenção era também a de comemorar a aprovação do projeto de lei federal em defesa da pessoa autista. Na Bahia, são mais de 70 mil pessoas portadoras da síndrome, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). “Queremos alertar o poder público para a necessidade da construção de um centro especializado e chamar a atenção da sociedade em relação aos nossos problemas” afirma a presidente da Associação de Amigos e Mães dos Autistas (AMA), Rita Brasil. A dedicação à iniciativa está diretamente vinculada aos resultados obtidos em caso de intervenções precoces. “Quanto mais cedo é diagnosticado o problema, maiores são as chances de evolução com o caso", ressalta.
sábado, 2 de abril de 2011
Dia Mundial de Conscientização do Autismo movimenta Farol da Barra
Mais de 200 pessoas vestidas de azul participaram neste sábado, 2, de um abraço no Farol da Barra em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Além de marcar a data, a intenção era também a de comemorar a aprovação do projeto de lei federal em defesa da pessoa autista. Na Bahia, são mais de 70 mil pessoas portadoras da síndrome, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). “Queremos alertar o poder público para a necessidade da construção de um centro especializado e chamar a atenção da sociedade em relação aos nossos problemas” afirma a presidente da Associação de Amigos e Mães dos Autistas (AMA), Rita Brasil. A dedicação à iniciativa está diretamente vinculada aos resultados obtidos em caso de intervenções precoces. “Quanto mais cedo é diagnosticado o problema, maiores são as chances de evolução com o caso", ressalta.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A Plura Consultoria e Inclusão Social, empresa especializada na inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho, realizou a pesquisa Inclusão de Profissionais com Deficiência - Fatos e Dados, com objetivo de mapear as principais iniciativas das empresas na inserção destes profissionais. O que mais chamou a atenção é que apenas 6% das companhias realizam ou realizaram um plano para reter estes colaboradores. O turn over de PCD’s (pessoas com deficiência) chega a 80% no mercado nacional. Deste total, 58% dos entrevistados afirmam que este turn over é o mesmo se comparado aos demais funcionários. Os outros 42% dizem que há maior rotatividade nos colaboradores com deficiência. “Entendemos que muitas empresas focam seus trabalhos em contratar e muito pouco esforço é despendido para mantê-los na organização”, explica o CEO da empresa e idealizador da pesquisa, Alex Vicintin. A pesquisa foi realizada entre os meses de agosto e novembro de 2010. Participaram 71 empresas de diversos setores, entre eles indústria química e farmacêutica, serviços, financeiro, energia, sindicatos e construção civil. Dentre elas, 65% têm mais de 1000 funcionários. O número de PCD’s contratados por estas empresas, na época em que a pesquisa foi realizada, totalizavam 5.578. Os entrevistados ressaltaram que a baixa qualificação/experiência dos candidatos é a principal dificuldade para inclusão, correspondendo a 36.1%, seguida pela resistência dos gestores em aceitar PCD’s em sua equipe, com 27.7%. A dificuldade em recrutar diante aos critérios do processo seletivo corresponde a 19.4%. Por último, 11.1% é responsável pela falta de engajamento na equipe, o que deve ser estimulado pelo gestor. Apenas 5.7% das empresas não encontraram dificuldades no recrutamento de profissionais com deficiência. Outro dado que merece ressalva é referente ao desempenho dos colaboradores com deficiência em comparação dos demais. 68% dos entrevistados afirmaram que o desempenho se assemelha ao dos outros funcionários, 26% julgam que a performance está aquém e 6% acham que o desempenho é superior ao dos demais. “Esse resultado mostra que as empresas estão aceitando melhor pessoas com deficiência em sua equipe e reconhecendo seus talentos e aptidões”, comenta Vicintin. Em relação aos benefícios da inclusão deste público, 50% julgam que humanizou o ambiente de trabalho, 20% acham que a inclusão melhorou a percepção de gestores e equipes, 12% notaram melhora no clima organizacional e 18% não perceberam mudanças. Vale a ressalva que, de acordo com a Lei de Cotas (nº. 8.213/91) e Decreto 3.298/89, as empresas com 100 a 200 colaboradores devem ter em seu quadro de colaboradores 2% de pessoas com deficiência; 201 a 500 funcionários 3%; de 501 a 1000 4% e 1001 em diante 5%.
Jornalista lança blog sobre o esporte paraolímpico
O jornalista Flavio Perez lançou neste mês o blog Paraolímpicos, onde conta as dificuldades, as novidades e as competições envolvendo as modalidades paraolímpicas do País. Os atletas dessas categorias também têm espaço no blog, como pode ser visto no primeiro post publicado na página, que recebe o título "Tetracampeão paraolímpico está sem patrocínio", que conta a atual situação do judoca Antonio Tenório, que busca apoiadores para continuar participando de torneios. Perez já tem experiência com o noticiário olímpico e paraolímpico. Durante o tempo em que trabalhou na Rádio Eldorado ele participou da cobertura dos jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Além de ter trabalhado, da redação, na Olimpíada e Paraolimpíada de 2008, realizada em Beijing, na China. "A ideia é aproximar o esporte paraolímpico do público. O Brasil já é potência paraolímpica e as ações deles precisam ser divulgadas. Formar um atleta é muito mais rápido do que um profissional sem deficiência e muita gente não sabe disso", declarou Perez, em entrevista ao blog Cheni no Campo, editado pelo jornalista Anderson Cheni (repórter da Rádio Capital e apresentador do RIT Esportes). Fonte: http://www.comunique-se.com.br/
Defensoria Pública de SP lança a cartilha 'Direitos das pessoas com autismo'
Na semana de 2 de abril, data em que se comemora o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, a Defensoria Pública de São Paulo lança a cartilha “Direitos das pessoas com autismo”. No próximo final de semana (1 e 2/4), cerca de 5 mil exemplares serão distribuídos na Capital e região metropolitana. A cartilha foi elaborada em parceria com representantes do movimento Pró-Autista, composto por familiares de pessoas com autismo e profissionais que atuam na área. Além de informações sobre direitos, a cartilha fornece também orientações sobre a rede de atendimento especializada no acompanhamento e tratamento de pessoas com essa condição. A cartilha também está disponível na internet – clique aqui para acessar. Atuação da Defensoria Pública na área Desde 2008, a Defensoria Pública de São Paulo tem atuado na defesa de pessoas com autismo e seus familiares. Diversas são as ações propostas para ampliar a inclusão de pessoas com autismo na sociedade. Ao longo do último ano, a Defensoria Pública promoveu 6 visitas a locais que atendem pessoas com autismo na Capital. “O objetivo dessas visitas é conhecer a estrutura dos locais conveniados com o Estado que prestam atendimento aos autistas”, afirma a Defensora Pública, Renata Tibyriça, que atua na área. Além disso, a Defensoria Pública também atende familiares de pessoas autistas para garantir na Justiça o recebimento de atendimento de saúde especializado em entidades da rede particular custeadas pelo poder público, quando for inviável o atendimento pela rede pública. Os pedidos são feitos com base em uma decisão coletiva definitiva proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em 2006, após ação civil pública do Ministério Público. De acordo com levantamento realizado pelo CDC (sigla em inglês para Centers of Deseases Control and Prevention), órgão de controle de doenças do governo dos Estados Unidos, a cada 110 crianças, uma é diagnosticada com autismo. Segundo dados da ONU, há no mundo todo mais de 70 milhões de pessoas com autismo. No Brasil, uma pesquisa do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) aponta haver quase 2 milhões de pessoas autistas no País. No último dia 26 de março, a Defensoria Pública e o Movimento Pró Autista realizaram o II Seminário Paulista de Autismo, com o propósito de esclarecer à sociedade quais os direitos dos autistas, bem como de discutir políticas públicas para sua inclusão social. O I Seminário ocorreu em novembro de 2010. Fonte: http://www.defensoria.sp.gov.br
O que é autismo?
Estar sempre sozinho, não desenvolver relações pessoais íntimas, não gostar de abraços, evitar o contato olho no olho, repetir inúmeras vezes determinadas ações e ter apego a objetos. Em alguns casos, a agressão – a si próprio ou a terceiros – é comum. O modo de se comunicar também é diferente: pouca ou nenhuma fala, repetição de palavras e inversão do uso normal de pronomes. A maioria tem algum grau de retardamento mental e outras sofrem de convulsões. Essas são características comuns às pessoas (nem a todas) que têm autismo, que é lembrado em 2 de abril por ser o Dia Mundial da Consciencialização sobre o Autismo. Geralmente, esse transtorno no desenvolvimento se manifesta antes dos três anos de idade e é mais comum em meninos que meninas. Pesquisas indicam que há cerca de um caso de autismo para cada 165 nascimentos. Outros estudos mostram que os casos dessa síndrome têm crescido com o passar dos anos, mas não há um consenso. “Não sabemos ao certo se o número de pessoas autistas está aumentando realmente ou se mais diagnósticos estão sendo feitos, graças a maior quantidade de informação que chega aos médicos”, explica Ana Maria de Mello, superintendente da AMA (Associação de Amigos do Autista), de São Paulo. Hoje, ainda não se sabe exatamente o que causa o autismo. Dessa forma, é chamado de Síndrome (conjunto de sintomas e sinais) e como em qualquer síndrome o grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando, atingindo todas as etnias e classes sociais, em todo o mundo. “Preventivamente, os médicos recomendam que não se beba, fume ou se tome medicação sem controle médico e que se tenha cuidado com a rubéola na gravidez. Além de ser mandatório o teste do pezinho no bebê o quanto antes. Ou seja, as recomendações feitas de praxe a todas as gestantes e que realmente necessitam ser levadas a sério”, explica Ana Maria. Outros estudos apontam ainda a contaminação por mercúrio (Thimerosal) e outros metais pesados como possíveis causas. Seu diagnóstico até agora é essencialmente clínico. “Não há, até os dias atuais, exames que possam ser apontados como ferramentas diagnósticas, embora as pesquisas no campo da genética e bioquímica estejam se desenvolvendo a passos largos. Sobre o número de nascimentos de crianças autistas, 165 é a nova estatística nos EUA, pois no Brasil sabemos que está aumentando, mas não temos ainda nenhuma estatística”, aponta Geórgia Regina Macedo de Meneses Fonseca (que aparece na foto nesta reportagem), médica pediatra, homeopata, especialista em saúde mental e membro diretor e pesquisadora em autismo da Federação Brasileira de Homeopatia. Géorgia também é mãe de uma menina de 10 anos com autismo. Segundo a médica, o padrão de transmissão genética hoje está bem estabelecido. “Autismo é uma disfunção de origem orgânica. Não cabe mais, à luz dos conhecimentos científicos atuais, se propor outra origem para o autismo que não seja de base biológica. Ele não ocorre por problemas dos pais, porque a mãe não desejou o bebê, porque a babá foi embora, porque a vovó faleceu, porque a família mudou de cidade”, explica. E complementa: “a esta predisposição genética se acrescenta o surgimento de um gatilho ambiental que pode ser o disparador para o início da manifestação da sintomatologia. Este gatilho tem sido intensamente alvo de estudo. As vacinas que o bebê toma antes de um ano chegaram a ser acusadas como sendo os fatores predisponentes, mas até agora os estudos existentes não confirmaram esta hipótese. Fatores ambientais como poluentes, ftalatos, aditivos alimentares e outros, têm sido também apontados como sendo os gatilhos disparadores para estes genes e ainda permanecem como fonte de intensos estudos.” Apesar de não haver um consenso sobre o que causa o autismo, os médicos, atualmente, têm recomendado que o foco seja no diagnóstico precoce, pois é fator primordial para a melhoria destas crianças. “Os pais devem ficar atentos a pequenos sinais demonstrados pelas crianças, como falta de reciprocidade à fala da mãe, ausência de contato ocular durante a amamentação, falta de atitudes antecipatórias do bebêm como estender os braços para ser carregado ao colo, chorar demais ou ser quieto e não usar seu dedinho indicador para apontar objetos de interesse, depois de um ano de idade”, aponta Geórgia. O Vida Mais Livre ainda preparou mais uma reportagem em homenagem à conscientização do autismo. Clique aqui e conheça sobre o desenvolvimento e o cotidiano das crianças com autismo.
Nesta noite de 31/03/2011 morreu o companheiro Anderson dos Santos e Santos
Nesta noite de 31/03/2011 morreu o companheiro Anderson dos Santos e Santos Aos(as) companheiros(as) militantes do Movimento das Pessoas com Deficiência, em particular das pessoas com albinismo. Comunicamos que neste início da noite o companheiro Anderson partiu para fazer militância em outra dimensão. Morreu no ICESP - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, depois de lutar durante toda a vida contra o câncer de pele. O companheiro Anderson era pessoa com albinismo, militante do movimento das pessoas com deficiência, um dos fundadores e ex diretor da Associação Das Pessoas Com Albinismo Na Bahia - APALBA, ex-conselheiro do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência - COEDE-BAHIA. Sua luta contra o câncer e a sua morte, simbolizam sua incansável batalha por atitudes e ações do poder público e da sociedade em geral pela inclusão e cidadania da pessoa com albinismo, especialmente com vistas à prevenção do câncer de pele, principal responsável pela mortandade das pessoas com albinismo. O companheiro deixou como legado a consolidação da luta que um dia iniciou em 2001 com outros companheiros e companheiras a partir da fundação da APALBA. Salvador, Bahia, 31 de março de 2011 Amigos e companheiros(as) da APALBA
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